sábado, 31 de maio de 2014
Cultura Ameríndia:
Do Livro: AMÉRICA MÍTICA Histórias Fantásticas de Povos
Nativos e Pré-Colombianos , de: Rosana Rios , Editora: Bezouro Box
COMO NANABOZHO CRIOU A TERRA
( Mito Algonquin do Canadá )
Num tempo muito, muito distante, do qual ninguém pode se
lembrar, vivia Nanabozho, o feiticeiro criador. Ele era jovem e morava na água,
pois não havia mais nenhum lugar para se viver. Nada existia além de um mar sem
fim. No alto, viam-se as estrelas e as nuvens; entre elas um vento frio soprava
suavemente, e seu sopro era o único que se ouvia. O resto era o silêncio
pairando sobre as águas. Durante muito tempo, Nanabozho viveu sozinho, mas
depois decidiu que precisava de criaturas para lhe fazer companhia. Então ele
criou a tartaruga, e lhe deu uma carapaça forte e protetora. Depois criou o
rato- almiscarado, e lhe deu um pelo bem longo – tão longo que podia abrigar
bolhas de ar, para que o animal tivesse como respirar quando mergulhava no
imenso oceano: era só enfiar o focinho entre o próprio pelo e absorver o ar ali
guardado. Depois disso, Nanabozho criou a lontra, que sabe nadar tão bem e tão
depressa. E também o castor, dando-lhe uma cauda achatada e uma pelagem marrom
bem compacta. No grande mar que cobria o mundo, os quatro animais fizeram companhia
ao criador. Nadavam com ele, conversavam, pescavam os peixes, que faziam parte
do mar, para se alimentar. Porém Nanabozho acabou se aborrecendo com as
conversas deles e começou a imaginar como criar seres mais interessantes.
Concluiu, porém, que o problema não eram seus companheiros, era o excesso de
água. “Quero descansar meus pés em algo sólido”, ele refletiu. “E se eu ficar
em pé e colocar um pé diante do outro, poderei andar! Estou cansado de nadar.”
Mas onde conseguir algo sólido em toda aquela água que cobria o mundo? Certo
dia, ao ver a lontra nadando rapidamente e mergulhando, Nanabozho teve uma
ideia. Devia haver algo sólido sob a água, impedindo que o mar escoasse! Assim
pensando, Nanabozho respirou fundo para reter bastante ar e mergulhou no oceano
sem fim. Nadou para baixo, cada vez mais para o fundo, até que as águas ficaram
tão escuras, que nada se podia enxergar. E o fundo parecia não existir...
Quando o ar que havia inalado acabou, o criador voltou à superfície para respirar.
Os quatro animais estavam preocupados com ele, pois não sabiam para onde tinha
ido. Ele explicou aos amigos o que tentara fazer e que não encontrara o fundo
do mar, pois não pudera respirar mais tempo sob a água. Mas quando disse que
tinha outra ideia, os amigos trataram logo de sair de perto – pois, quando
Nanabozho tinha ideias, sempre os metia em apuros! – Você, castor! – disse o
criador, sem se perturbar -, vai mergulhar para mim. Vou amarrar minha linha de
pesca em sua cauda e puxá-lo de volta se ficar sem ar para respirar. O castor
não queria fazer aquilo, mas não podia se recusar, pois Nanabozho era um grande
feiticeiro e sempre alcançava tudo o que desejava. O animalzinho olhou para os
amigos com os olhos tristes, sacudiu a cauda, na qual o criador prendera a
linha de pesca, e mergulhou. Os outros ficaram em expectativa. Por algum tempo
Nanabozho sentia a linha esticada deslizar por suas mãos, o mergulho do castor
parecia sem fim. De repente ela parou e ficou folgada. O criador começou a
puxar, puxar... a tartaruga, a lontra e o rato-almiscarado se entreolharam
tristes. Finalmente Nanabozho recolheu o corpo inerte do pobre castor. Seus
pulmões não haviam aguentado. Durante alguns dias, nada aconteceu, mas logo o
criador desejou tentar de novo. – “Agora é a vez do rato-almiscarado” – disse ele.
– Tenho uma nova linha de pesca e vou emendar com a outra, assim poderá ir mais
fundo. Naturalmente, o animal não queria fazer a tentativa. – “Veja só o que
aconteceu com o castor!” Ele choramingou. Nanabozho lhe disse: - “ Você sabe
como armazenar ar em seu pelo, poderá respirar por bastante tempo sob a água.”
O rato-almiscarado sabia que conseguiria armazenar só um pouquinho de ar, mas
não negaria o pedido do feiticeiro. Deixou que ele amarrasse a linha de pesca
em sua cauda, despediu-se dos companheiros com um olhar tristonho e mergulhou.
A linha deslizou pelas mãos de Nanabozho mais rapidamente desta vez, pois o
rato-almiscarado nadava depressa, querendo chegar logo ao fundo do oceano. Mas o
tempo passou e ele não voltava; até que a linha parou completamente de se
mover. O criador começou a puxar, puxar, puxar. E finalmente eles viram o corpo
do animalzinho subir à superfície. Ele também não sobrevivera ao mergulho; mas
todos perceberam que, entre as patinhas da frente, segurava alguma coisa
pequena e marrom. Nanabozho retirou com cuidado o material que o
rato-almiscarado trouxera, com tanto sacrifício. Era um punhado de coisa
molhada e grudenta; ele colocou sobre a carapaça da tartaruga para secar. Após
cheirar e provar a substância, anunciou: - “Acho que isto é barro.” O
feiticeiro, a lontra e a tartaruga resolveram esperar que aquela lama estivesse
quase seca. Mas Nanabozho cansou de aguardar e começou a trabalhar nela com os
dedos. O pequeno bocado de lama foi crescendo entre suas mãos enquanto ele o
moldava. Até que aumentou tanto de tamanho que se transformou em uma grande
extensão de chão, onde muitas criaturas poderiam habitar! E essa foi a primeira
terra que existiu em nosso mundo. Todos viram que ali havia espaço para o
crescimento de plantas e árvores. Havia sulcos para que corressem rios. Os
calombos no barro se transformaram em montanhas, as depressões se encheram de
água e viraram lagos. Os animais e as pessoas já podiam existir, pois agora
possuíam um lugar para morar; e Nanabozho, o criador, conseguiria andar ao
invés de nadar. Mas como ele tinha sido muito apressado e não deixara o barro
secar completamente, alguns pontos permaneceram molhados e grudentos. Estes são
os pântanos, que jamais ficarão secos.
POVO ALGONQUIN: Consta que os Algonquins foram os primeiros
grupos nativos a terem contato com os colonizadores, e que tinham boas relações
com os franceses, mas não eram grandes inimigos das tribos dos iroqueses. Eram
povos sedentários, dotados de técnicas adiantadas de agricultura e extrema
habilidade no curtimento das peles de cervo e na confecção de vestes. Também são
famosos os mantos de plumas que teciam. Vários grupos tribais foram designados
como Algonquins ou Algonkins. O nome designa ainda a língua básica de muitos
povos, considerados integrantes do maior grupo linguístico da América do Norte.
No Canadá, eles eram originários do Leste, acima da região dos grandes lagos.
Grupos tribais canadenses incluíam os Beothuk, Micmac, Malecite, Montagnais,
Naskapi, Ojibwa, Cree e os Algonquin propriamente ditos. Também havia povos
Algonquin no território dos Estados Unidos; diz-se que eram numerosíssimos e se
espalhavam desde o Oceano Atlântico até as Montanhas Rochosas. Compreendiam,
entre muitas outras tribos, os Cheyenne, Arapaho, Chippewa, Pottawatomi,
Illinois, Miami, Shawnee; na Costa Leste estavam radicados os Pequod, Mohegan,
Delaware, Abnaki. Também se contam entre os algonquins as três tribos Blakcfoot
(Pés-negros): os Siksika, os Blood, os Piegan.
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OS SERES DA ESCURIDÃO
( Mito Apache Jicarilla )
No começo, a Terra era totalmente coberta pela água, e todas
as coisas viventes tinham de morar abaixo do oceano, num mundo subterrâneo
totalmente escuro. Nesse tempo, tudo podia falar: as pessoas, os animais, as
árvores, as pedras, os espíritos, até as tempestades. A única forma de se
enxergar alguma coisa lá nas profundezas era acendendo tochas com as penas das
águias. E os seres do subterrâneo conversavam e discutiam sem parar. O urso, o
leão-da-montanha e a coruja gostavam das trevas; porém, as pessoas e algumas
aves como a pega e a codorna desejavam a luz, pois estavam cansadas de viver no
escuro. Tanto eles discutiram uns com os outros, que resolveram deixar a
decisão sobre haver luz, ou não, à sorte: todos se enfrentariam num jogo. Se os
animais noturnos ganhassem a partida, haveria trevas para sempre; mas se os que
amavam luz vencessem, a claridade se espalharia pelo mundo. O jogo escolhido
foi o do botão-pela-fresta. Um pequeno botão estava perdido na escuridão, e
quem o visse primeiro ganharia a rodada. Quando a partida começou, a codorna e
a pega, com seus olhinhos agudos, viram o botão através dos arbustos; os homens
foram lá e o pegaram. Assim, os diurnos venceram a primeira rodada. E,
imediatamente, surgiu, lá no alto, a estrela da manhã! O urso-negro,
aborrecido, fugiu e foi se esconder em locais escuros. O jogo recomeçou e mais
uma vez os amantes da luz venceram a rodada. Assim que eles gritaram de alegria
por terem encontrado o botão, o Leste começou a se iluminar. Com medo da luz, o
urso pardo também correu para longe e desapareceu nas trevas. Na continuação do
jogo, as pessoas logo encontraram o botão e, ao vencerem a terceira rodada, a
claridade foi se espalhando lá no alto. O leão-da-montanha, intimidado pela
luz, tratou de sumir em busca de sombras. A quarta rodada não poderia ser
diferente: com menos noturnos em jogo, os diurnos venceram facilmente. Então
todos viram o Sol nascer pela primeira vez. Fez-se o dia! E a coruja voou, o
mais depressa que conseguiu, em busca de um refúgio. Agora havia luz, com um
Sol e até uma Lua para iluminar o subterrâneo. E a claridade mostrou aos
moradores das profundezas que existia um outro mundo, mais acima. Um buraco lá
no alto era uma passagem para esse lugar. Todos ficaram curiosos para conhecer
o tal mundo e começaram a pensar numa forma de chegar lá. Com a ajuda de um
espírito poderoso chamado Tornado, as pessoas, as aves, os búfalos e outros
animais começaram a construir montes em que pudessem subir para chegar ao
buraco no teto de sua morada: fizeram quatro grandes pilhas de terra em cada um
dos pontos cardeais. Ao Leste, plantaram no monte várias árvores que davam
frutos de cor negra. Ao Sul, após erguerem a elevação, plantaram muitas árvores
que davam frutos azuis. No monte erguido a Oeste, escolheram para semear
plantas que dessem frutos amarelos. Por fim, ao Norte, plantaram, sobre o monte
de terra, vegetais que dariam frutos de cores variadas. Conforme as árvores e
os arbustos plantados iam crescendo, os montes de terra iam crescendo também e
se transformando primeiro em morros, depois em montanhas. As pessoas e os
animais observavam aquela maravilha e esperavam ansiosamente pelo momento em
que eles fossem tão altos que alcançariam a passagem para o mundo acima. Porém,
certo dia, duas meninas resolveram subir escondidas em um dos morros para
colher frutinhas e flores. E, quando chegaram lá no alto, de repente, as quatro
montanhas pararam de crescer! Intrigadas, as pessoas chamaram o espírito
Tornado e lhe pediram para descobrir o que havia acontecido. Ele encontrou as
duas garotas e as levou de volta às suas famílias. – “As montanhas não
crescerão mais” – disse ele. – “E agora o mesmo acontecerá com os meninos do
seu povo. Eles crescerão bastante, até o dia em que, pela primeira vez,
estiverem com uma mulher; então deixarão de crescer. Como não havia jeito, os
animais e as pessoas se conformaram com o que ocorrera. Mas as montanhas não
haviam se tornado altas o suficiente para que fosse possível alcançar o buraco
lá em cima. Então eles resolveram fazer outras tentativas. Primeiro, tentaram
construir uma escada unindo penas de pássaros, mas, assim que alguém subia, os
frágeis degraus se quebravam. Em seguida, tentaram usar penas de águia para
fazer a escada e, embora estas fossem mais resistentes, ainda não produziam
degraus bastante fortes para sustentar o peso de quem subia. Foi então que os
búfalos ofereceram seus chifres, que naquela época eram longos e retos. Com os
chifres de búfalo, foi feita uma escada bem resistente que permitiu aos seres
humanos subir até o buraco. O peso das pessoas, contudo, era tanto, que os
chifres dos búfalos se entortaram e permanecem recurvos até hoje. Quando os
primeiros homens viram o mundo lá em cima, através do buraco, descobriram que
ele era totalmente escuro e que estava coberto pelas águas. As aranhas
resolveram ajudar: teceram fios bem fortes e com eles amarraram o Sol e a Lua.
Os astros luminosos saíram pelo buraco e iluminaram o mundo superior, presos
pelos fios. E, mesmo com toda a luz que levaram, ainda assim não se podia ver,
lá fora, nenhum lugar sólido em que os seres do subterrâneo pudessem pisar. Foi
decidido que as quatro tempestades também poderiam ajudar. Elas subiram para a superfície
do mar enorme e começaram a soprar... A tempestade negra empurrou as águas para
formar o oceano do Leste. A tempestade azul soprou com força para o Sul e
enrolou as águas nessa direção, criando outro oceano. A tempestade amarela fez
as águas irem para o Oeste para lá formarem outro oceano. E, por fim, a
tempestade de várias cores soprou e enrolou as águas que restavam em direção ao
Norte, onde se criou um outro oceano. No centro do mundo superior, a terra começou
a secar. A doninha-fedorenta estava com muita pressa e foi o primeiro animal a
sair pelo buraco; mas a terra ainda estava úmida e suas patas afundaram na
lama, tornando-se negras desde então. Depois o texugo saiu e também teve as
patas manchadas de preto. Tornado teve de ir buscar os dois animaizinhos e
trazê-los para baixo, enquanto todos esperavam que a terra secasse de uma vez. Mas
o castor saiu também e, sentindo a terra mais sólida, foi explorá-la. Viu,
então, que as águas estavam indo embora, mas ainda havia água doce no centro
daquele mundo. Mais que depressa, ele se pôs a trabalhar na construção de um
dique, para represar aquela água antes que ela fosse embora. Vendo que o castor
não retornava, Tornado saiu para procura-lo; ao encontra-lo tão ocupado,
perguntou o que estava fazendo. – “Estou guardando a água para que todos possam
beber “ – respondeu ele. Depois que o dique ficou pronto, criando um grande
lago, Tornado e o castor voltaram ao mundo subterrâneo para esperar um pouco
mais. Finalmente, os homens e os espíritos e os animais enviaram um corvo
cinzento para voar lá em cima e avisar se já era seguro que todos subissem. O
corvo voou sobre o mundo superior. Encontrou terras secas, os quatro mares ao
seu redor e o grande lago formado pelo dique do castor no centro. Mas nos
terrenos de que os mares tinham sido expulsos pelas tempestades, encontrou
muitos peixes mortos, sapos e répteis semienterrados. Animado, o corvo começou
a bica-lo e a comer seus olhos. Tão ocupado ficou a se alimentar que demorou a
voltar. Tornado se preocupou e foi procura-lo. O espírito levou o corvo de
volta e as pessoas e os animais o desprezaram por comer carne morta; desde
então a penugem do corvo se tornou negra. Mas agora os seres do subterrâneo
sabiam que podiam subir! Estava na hora. Um por um, todos escalaram a escada de
chifres de búfalo e chegaram a sua nova moradia. O mundo agora era claro, pois
o Sol e a Lua brilhavam em turnos, sempre presos pelos fios de teia de aranha.
Então, cada animal e cada povo foi viajando e escolhendo um lugar para morar.
Muitas tribos pararam perto dos quatro mares, outras fizeram suas moradas longe
dele. Somente os Jicarilla não apreciavam nenhum lugar e ficavam dando voltas
em torno do buraco de onde haviam saído. Quando haviam dado três voltas, os
espíritos lhe perguntaram onde queriam morar. - “No meio da terra” –disseram eles.
E então aquele povo ficou ali mesmo e construiu no meio do mundo os lares onde
suas famílias viveriam para sempre.
POVO APACHE JICARILLA: O nome pelo qual esse grupo tribal
chama a si mesmo, na verdade, é N´de ou Dineh, o Povo. A palavra apache vem de
apachu, que significa “inimigo” na língua do povo Zuni. E o nome Jicarilla vem
de uma palavra em espanhol que quer dizer “pequena cesta”, pois eles tecem
cestinhas compactas para beber líquidos. Suas cestas são famosas pela beleza e
pela habilidade com que são tecidas. Assim como todos os chamados Apache, os
Jicarilla pertencem à família linguística Athapaskan ou Atabascana. Fazem parte
de povos que migraram, em tempos ancestrais, do Canadá para regiões do Arizona
e do Novo México. Compreendiam os grupos tribais denominados Lipan, Jicarilla,
Chiricahua, Tonto, Mescalero e os chamados Apaches das Montanhas Brancas. Um
povo originalmente nômade, os Apache construíam tendas em formato cônico
apoiados em quatro altos galhos. Tinham os cabelos longos e presos com tiras
artesanais na testa. Usavam sapatos mocassim feitos de pele de cervos, o que
lhes permitia andar por terrenos acidentados e correr mais rapidamente do que
seus inimigos. As mulheres ocupavam lugares de destaque em sua sociedade.
Considerados grandes caçadores, sua arma principal era o arco; mesmo após
entrarem em contato com os colonizadores e obterem armas de fogo, continuaram a
usar arco-e-flecha com grande perícia. Foram muito atacados por colonos
americanos e mexicanos, envolvendo-se em várias guerras. Hoje, os remanescentes
desse valente povo vivem em reservas localizadas no Novo México e no Arizona.
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A CRIAÇÃO DO QUINTO MUNDO
( Mito Asteca )
O primeiro de todos os deuses foi Ometéotl, o criador. Ele
vivia em Omeyocán, o mais elevado de todos os 13 céus. Como era um deus
masculino e, ao mesmo tempo, feminino, gerou filhos tanto com os poderes
celestiais como também com as forças da terra. Os quatro principais filhos de
Ometéotl foram os deuses que deram origem ao universo: Tezcatlipoca,
Quetzalcoatl, Tlaloc e Chaichulhuitlicue. Eles governaram nas primeiras idades
desta terra, tornando-se, um por vez, o Sol que iria iluminar cada mundo. A Primeira
Idade se chamou Sol do Jaguar, e nela o mundo foi criado pelo feroz
Tezcatlipoca, o Espelho Fumegante. Ele também era conhecido como Deus do
Castigo e Deus do Calendário, pois foi quem colocou o universo em movimento.
Era senhor do céu noturno e do frio e sabia de tudo que acontecia ao olhar em
seu fantástico espelho de obsidiana. Mas essa díade não durou muito: certo dia
veio do norte um poderoso jaguar, que saltou tão alto que alcançou o céu e
engoliu o sol, trazendo as trevas. Há quem diga que esse jaguar era o próprio
Tezcatlipoca, que apreciava a destruição e decidira acabar com o mundo. A Segunda
Idade foi a do Sol do Vento, criada por outro dos filhos de Ometéotl,
Ehecatl-Quetzalcoatl, que se tornaria conhecido como Serpente de Plumas e deus
do Vento. No segundo mundo, viveram muitos seres humanos e houve inúmeros
feiticeiros. Esse tempo terminou com vendavais desencadeados por Quetzacoatl.
Tudo parece ter começado com as magias dos feiticeiros, que foram transformando
os seres humanos da época em macacos; então os ventos varreram a Terra
violentamente, soprando do Oeste para o Leste. E, quando nada mais restava,
iniciou-se a Terceira Idade. O terceiro mundo, também conhecido como Sol da
Chuva de Fogo, passou a existir sob os auspícios de Tlaloc, o deus da chuva,
dos relâmpagos e dos raios. Ele era considerado pelos homens um
príncipe-feiticeiro, protetor da agricultura. Porém, Tlaloc também era o senhor
dos vulcões e quando ele decidiu que esse mundo fosse destruído, uma enxurrada
de lava veio do Sul e tudo que existia foi queimado; nada restou, abrindo-se o
caminho para a Quarta Idade. A deusa Chaichulhuitlicue governou nessa era,
denominada como Sol da Água. Sendo a grande Deusa das Águas Doces, a ela eram
consagradas as crianças após nascerem e dela os bebês recebiam o seu primeiro
banho. Quando chegou a hora de o quarto mundo ser destruído, Chaichulhuitlicue
mandou um dilúvio que veio do Leste e inundou as terras, afogando todas as
criaturas. Conta-se que houve apenas um homem e uma mulher que sobreviveram à
aniquilação: eles fugiram das águas e se refugiaram em um cipreste muito alto.
Contudo, foram vistos pelo Deus Tlaloc, que foi até eles e os transformou em
cachorros. Assim, não restou ninguém da Quarta Idade e todo o universo ficou na
escuridão. Quando os deuses quiseram criar um quinto mundo, reuniram-se para
deliberar o que fazer. Primeiro, era preciso criar novos seres humanos para
habitá-lo. Quetzalcoatl, então, decidiu descer ao mundo subterrâneo em que
reinava o Deus Mictlantecuhtli. Seu duplo, o Deus Xolotl, o acompanhou até
Mictlán, o sinistro lugar em que jaziam os ossos e as cinzas dos mortos, e
sopravam os gelados ventos cortantes de obsidiana. Os dois deuses, escondidos,
conseguiram roubar muitos ossos e muitas cinzas; mas, na viagem ao mundo
superior, foram perseguidos pelo feroz Mictlantecuhtli, que lhes preparou
várias armadilhas. Conseguiram, a custo, chegar à superfície levando parte do
que haviam roubado. Com a ajuda de Tezcatlipoca, Quetzalcoatl começou a modelar
os ossos e as cinzas, criando novos homens e novas mulheres. Para dar-lhes
vida, o Deus Serpente Emplumada tomou o cutelo e cortou o próprio corpo em
vários pontos, derramando seu sangue sobre os corpos modelados. Assim, da
matéria dos antepassados mortos e do sangue do Deus, surgiram os primeiros
seres humanos, antepassados do povo Asteca e da humanidade que habitaria a
Quinta Idade. No entanto, o mundo continuava no escuro, e os deuses sabiam que,
para que houvesse luz, seria necessário que um deles se deixasse matar. A luz
demandava sangue. Mas... Quem se ofereceria para o sacrifício? Entre os muitos
deuses ali reunidos, dois deles se apresentaram: Tecciztecatl, um deus belo e
trajado ricamente, e Nanauatzin, um deus pequeno, humilde e vestido com
simplicidade. Aliviados por haver dois candidatos, os demais deuses preparavam
o sacrifício. Começaram a construir uma pirâmide muito alta, em cuja base seria
acesa uma enorme fogueira. Enquanto isso, os dois candidatos se preparavam
fazendo penitências e oferendas. Tecciztecatl trouxe muitas joias, pedras
preciosas e plumas belíssimas; vestiram-no com um rico manto tecido com penas
de pássaro. Nanauatzin trouxe apenas frutos da terra, caniços, feno, bolotas;
foi trajado com roupas simples e sem qualquer ornamento. Quando a fogueira
sacrificial foi acesa, os dois deuses subiram ao alto da pirâmide, de onde
deviam atirar-se às chamas, para morrerem queimados e então renascerem como
luz. O orgulhoso Tecciztecatl, porém, teve medo. Ameaçou jogar-se e recuou por
quatro-vezes. Já Nanauatzin não hesitou; lançou-se lá do alto na enorme
fogueira e, no mesmo instante, se transformou no Sol. Somente então o outro
deus superou o medo e conseguiu atirar-se também: ele se tornou a Lua. Houve
ainda um problema: o Sol e a Lua permaneciam parados no céu, não se moviam.
Quetzalcoatl, em sua forma de Ehecatl, o Vento, que é o aspecto mais terrível
desse deus, ergueu o cutelo: para mover os astros, um grande sacrifício seria
necessário. E todos os deuses tiveram de se submeter à imolação sobre a
pirâmide. Apenas Xolotl fugiu, com medo de morrer, e por isso se tornou o
repugnante Deus dos Monstros. Quando o sangue dos deuses havia sido derramado,
finalmente o Sol e a Lua começaram a se movimentar no céu. Houve luz durante o
dia e também à noite. Os seres humanos recém-criados receberam como presente
dos deuses o milho para se alimentar. E foi dessa forma que teve início o
quinto mundo, que é o nosso, e se chama a Idade de Nahui Olin, o Sol do
Movimento.
O POVO ASTECA: O povo denominado Asteca tem origem ao norte
das atuais terras mexicanas, e acredita-se que seus integrantes migraram de uma
cidade mítica chamada Aztlán para o Sul, guiados por conselhos de heróis e Deus
Huitzilopochtli, em busca de um local melhor para viver; Fixaram-se em ilhas no
centro do lago Texoco e ali construíram uma cidade que se chamou Tenochtitlán,
no mesmo local em que hoje fica a Cidade do México. Sua cultura absorveu os
muitos costumes dos povos conquistados e as crenças de povos já desaparecidos,
como os Teotiahuacanos, Olmecas, Toltecas. Pode-se perceber pelos mitos de
criação astecas como a religião influenciava a vida da sociedade; eles
acreditavam que, já que seus deuses iniciaram o mundo com sacrifícios de
sangue, deveriam também ser aplacados com cerimônias semelhantes. Surgem daí os
sacrifícios humanos que foram descritos por muitos e cujas imagens estão
gravadas em suas esculturas de pedra; era preciso, por exemplo, arrancar o
coração das vítimas e oferece-lo aos deuses, ainda sangrando, para renovar o
sacrifício primordial e manter o Sol em movimento. Os astecas foram um povo
influente e poderoso, e seu domínio se desenvolveu entre 1345 e 1521. Contudo,
não foram capazes de enfrentar as armas de fogo dos conquistadores espanhóis no
século XVI. A chegada do explorador Hernán Cortés às suas terras, em 1519,
seria o começo do fim do Império Asteca.
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O CORAÇÃO DO CÉU
( Mito Maia Quiché )
Este é o primeiro relato. Esta é a primeira fala. Esta é a
primeira história sobre o tempo em que nada existia; apenas o mar sereno
cobrindo a Terra e o vasto céu cobrindo o mar. Nada se movia, nada se agitava,
nenhuma união acontecia e nenhum som perturbava a tranquilidade das águas: o
silêncio e a imobilidade reinavam na escuridão da noite. Nenhuma coisa tinha
existência. Nem homens, animais, pássaros, peixes ou caranguejos; não existiam
árvores, pedras, pântanos, barrancos, plantas ou bosques. O Criador estava
sozinho: ele, que é dois: Gucumatz, o Criador, a Serpente de Plumas e Tepeu, o
Formador, Senhor da Vida. Ambos adornados com penas verdes e azuis, Gucumatz e
Tepeu existiram antes de tudo. Nas sombras da noite eles receberam a palavra. E
falaram um com o outro, quebrando o silêncio sem fim. De suas palavras surgiu a
Luz... E no momento da primeira alvorada eles conversaram, pensaram e
conceberam a criação dos seres, o nascimento da vida e o surgimento das
criaturas que iriam pronunciar seus nomes sábios e honrá-los. Pelas palavras de
Gucumatz e Tepeu surgiu então o Coração do Céu, que é chamado Hurakán, o
Furacão. O primeiro sinal do Coração do Céu é Calculhá-Hurakán, o Relâmpago. O
segundo é Chipi-Calculhá, o Trovão. Estes três seres formam o Coração do Céu. Foram
os três se aconselhar com Tepeu e Gucumatz, para decidirem como seria a vida e
a claridade, de que maneira cresceriam as sementes, qual seriam o alimento e o
sustento das criaturas. E, tendo deliberado bastante, eles disseram: - “Que
assim se faça: que o vazio seja preenchido. Que as águas se retirem e haja
espaço para o solo firme, em que se possa semear. Que amanheça e a luz ilumine
a tudo, brilhando no alto.” Decidiram então, que os Progenitores não seriam
homenageados ou glorificados enquanto não existissem seres dotados de
consciência para fazer isso. Nesse momento eles pronunciaram a palavra: - “
Terra!” E a Terra passou a existir. A princípio como uma névoa ou neblina, a
terra se condensou em estado sólido. Impelidas por um poder maravilhoso, da
água ergueram-se as montanhas; e surgiram os vales e as colinas, ao mesmo tempo
em que brotavam os ciprestes e os pinheiros. Profunda alegria tomou conta de
Gugumatz, que declarou: - “Bem-vindo sejas, Coração do Céu! Hurakán,
Chipi-Calculhá, Raxa-Caculhá: Relâmpago, Raio, Trovão.” Responderam-lhe: - “Completaremos
nossa obra, nossa criação.” Puseram-se a trabalhar e primeiro formaram todas as
terras, altas e baixas. Os rios correram livremente entre as colinas, e as
águas se separavam ao encontrar as montanhas. Assim foi formada a Terra pelo
Coração do Céu, que se tornou o Coração da Terra, após os tempos em que apenas
o firmamento pairava sobre tudo que estava submerso sob as águas. Logo foram
gerados os pequenos animais dos bosques e os guardiães das matas, os vinaquil
huyub, espíritos das montanhas. E Perguntaram-se os progenitores: - “haverá
apenas silêncio e imobilidade entre as arvores e arbustos? Não deveria haver
quem os guarde? Eles meditaram e, em seguida, falaram. Por suas palavras foram
criados as aves e os cervos. – “Tu andarás sobre quatro patas, dormirás nos
vales dos rios, percorrerás a vegetação e lá te multiplicarás” – disseram eles
ao cervo, antes de ordenar às aves. – “Vós habitareis em árvores e arbustos,
ali fareis ninhos e vos multiplicareis, vossa vida transcorrerá entre os ramos
e galhos.” Como foi dito, foi feito. E foram designados pelos Progenitores
todas as habitações dos animais da Terra – o puma, o jaguar, a serpente, os
quadrúpedes e os alados. Então o Criador, o Formador e os Progenitores pediram
às criaturas: - “Falai, gritai, chamai, cantai, cada qual segundo vossa espécie
e variedade. Invocai nossos nomes, glorificai-nos!” Porém os animais não
conseguiam falar; apenas chilreavam, cacarejavam, guinchavam, bramiam, cada um
a seu modo. Tepeu e Gucumatz, o Criador e o Formador, viram que nenhum daqueles
seres saberia pronunciar seus nomes; e os Progenitores, que são o Coração do
Céu, se entristeceram. – “Vosso destino será mudado” – disseram eles. – “Como
não podeis invocar nossos nomes ou adorarnos, vivereis somente nos bosques e
vossas carnes servirão de alimento a outros seres. E essa foi a vontade que
manifestaram para todos, os grandes e pequenos animais que havia sobre a face
da Terra. Debateram, então, sobre como fazer nova tentativa para criar seres
conscientes. – “Já se aproxima o amanhecer e a aurora. Como fazer para que
sejamos chamados, e nossos nomes sejam sempre lembrados sobre a Terra? Façamos
agora aqueles que nos alimentarão e nos sustentarão, aqueles que nos elogiem e
venerem! E assim o Criador e o Formador, e o Coração do Céu, que é o Relâmpago,
Raio e Trovão, decidiram a criação dos seres humanos: apenas eles saberiam
pronunciar seus nomes e adorá-los.
POVO QUICHÉ: Também chamados K´iche´ ou Quiche, os povos
assim denominados constituem várias nações que se acredita serem descendentes
dos antigos Maias. Na época da conquista espanhola da Mesoamérica, os mais
numerosos descendentes do povo Maia eram os Quiché e os Cakchiquel, povos
rivais que ocupavam os territórios da América Central, em especial onde hoje se
localiza a Guatemala, mas abrangendo ainda várias regiões das Américas. Nessa
época, século XVI, os europeus se depararam com inúmeras histórias que eram
contadas oralmente pelas populações nativas, e que deviam remontar a séculos,
desde a época da riquíssima cultura maia. Um escritor anônimo de origem
indígena, que havia aprendido a língua dos conquistadores, registrou alguns
desses mitos, compondo um livro que ficaria conhecido como “Popol Vuh” ou “Popol
Vuj”, e junto com muitas outras narrativas traz à tona uma cultura vasta e
rica, remetendo-nos aos tempos remotos em que o povo Maia dominava aquela
região.
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TITIKACA E HUIRACOCHA
( Mito Inca )
Depois que um grande dilúvio cobriu a Terra, tudo era água,
escuridão e silêncio. A primeira luz surgiu com o aparecimento de um jaguar de
fogo, que se chamava Titi, e vivia tanto na terra quanto na água. Titi subiu a
uma alta montanha de pedra e de lá iluminou o mundo; desde então, aquela foi
chamada a Rocha do Jaguar, ou Titi-Kaka. Naquela região, formou-se um lago,
que nasceu pois o Deus-avô Khunu havia estendido um manto de gelo sobre os
planaltos dos Andes. Desse gelo derretido teve início o enorme lago sagrado
consagrado ao jaguar de fogo, e que também se chamou Titikaca. Foi então que
apareceu, às margens do lago sagrado, um grande deus que foi chamado Kon Tiki
Huira Cocha Pachayachachic. Alguns o chamam de Huiracocha ou Viracocha, outros
simplesmente de Criador, e alguns acreditam ser ele o Deus-Sol. Huiracocha
queria povoar a terra devastada pelas águas e começou a criar os seres humanos
esculpindo pedras e dando-lhes forma de gente. Formou homens, mulheres,
crianças, chefes, famílias. Para cada grupo, Huiracocha deu uma denominação,
decidiu que ponto do mundo iriam povoar, que línguas falariam e que nome cada
criatura teria. Ele colocou os grupos de estátuas de pedra em nascentes,
rochedos ou cavernas espalhados por vários lugares; mas todos continuavam
imóveis. Depois disso, o Criador trouxe para junto do Titikaca dois filhos, ou
ajudantes, que tinham por nomes Tocapa Huiracocha e Imaymana Huiracocha. E lhes
disse para irem pelo mundo, a cada um dos lugares para onde ele havia mandado
os seres de pedra. Chegando aos locais, Tocapa e Imaymana deveriam chamar as
criaturas pelos nomes que lhes tinham sido atribuídos pelo deus. Tudo aconteceu
conforme as ordens dadas: assim que eram chamados por seus nomes, os homens e
as mulheres de pedra ganhavam a vida. Cada grupo saiu das cavernas, rochedos ou
nascentes de rio em que o Criador os colocara, e fundaram então cidades para
viver, criar seus filhos e povoar o mundo. Muitos deles receberam instruções
dos Huiracochas sobre como trabalhar o solo, como construir casas e como
alimentar-se. Agradecidos ao Deus Criador, esses povos consideraram as pedras
ou cavernas de onde haviam saído como huacas, ou lugares sagrados. Os dois
enviados do deus deveriam também trazer à vida plantas, flores e frutos, o que
eles faziam dando nomes a cada uma de suas criações. Precisariam ainda criar
animais, machos e fêmeas, ensinar às aves o tipo de canto que cada espécie
teria de cantar e designar para cada espécie de animal o local que deveria
habitar. Assim eles fizeram, e logo a Terra se encheu de seres viventes. Mas
ainda havia escuridão; por isso, para que houvesse luz – além daquela primeira
luz do jaguar de fogo – Huiracocha separou o dia da noite e criou o Sol, a Lua
e as estrelas. Ele ordenou aos astros
que alcançassem o ponto mais alto da ilha que existe no meio do lago Titikaca,
e que de lá subissem ao céu e iluminassem a Terra. No momento em que o Sol nasceu
pela primeira vez, o deus chamou uma das raças que criara, a que ele dera o
nome de Incas. Esse povo surgiu, pelas ordens do deus, de uma gruta chamada
Paccari-Tambo, que depois seria homenageada como o local de origem daquela
nação. Huiracocha lhes apareceu em uma forma resplandecente; contou-lhes que
era seu criador e que estavam destinados a dominar muitas nações. Dizem que foi
nesse dia que o deus entregou ao governante – a quem alguns chamam de Manco
Capac – as insígnias reais: o ornamento para a cabeça e o cetro, dois objetos
que seriam o símbolo do povo Inca. Depois Huiracocha deixou o Titikaca e foi
caminhar pelo mundo, para verificar como os seres que tirara das pedras viviam,
e ver se haviam se multiplicado e se cumpriam as determinações dele. Muitos
povos honraram seu Criador, mas alguns não o reconheceram. Os povos que não
obedeciam a suas ordens eram transformados em pedra, como castigo; as estátuas
dessas criaturas estão espalhadas pelas terras visitadas pelo deus. Uma
história conta que, ao andar em direção à cidade de Cuzco, ele parou na localidade
chamada Cacha e viu os moradores correrem em sua direção brandindo armas para mata-lo.
Furioso, Huiracocha ordenou que chovesse fogo sobre eles, a partir do cume de
uma montanha. O fogo começou a avançar sobre a cidade, e somente então os
homens perceberam que tinham um deus diante de si: prostraram-se a seus pés e
lhe pediram que os perdoasse. Com um gesto do Criador, o fogo parou de descer
da montanha e os homens se salvaram, mas até hoje é possível ver as encostas
queimadas do morro. Os incas se tornaram um grande Império, e os povos criados
por Huiracocha construíram muitas huacas para honrar os lugares e os seres
sagrados. Dizem que, depois de deixar inúmeros ensinamentos às suas criaturas,
o deus prometeu que um dia voltaria, e partiu; alguns acreditam que ele e seus
filhos desapareceram nos céus. Outros afirmam que eles se foram pelo mar,
caminhando sobre as águas até sumirem na distância. Mas todos sabem que, um
dia, Huiracocha voltará.
POVO INCA: O Império Inca foi, provavelmente a civilização
mais influente entre todas as culturas localizadas nas regiões dos Andes.
Quando os espanhóis ali chegaram, no século XVI, o Império cobria uma enorme
extensão da Costa Ocidental da América do Sul, do Peru ao Chile. A palavra “Inca”
se refere ao governante supremo, que mantinha a sede de seu governo no Peru;
mas acabou relacionada aos diversos povos que formavam o império e às suas
peculiares formas de civilização. Habitavam terras vizinhas dos povos
Araucanos, Fueguinos, Chibchas e Aymaras, tendo absorvido deles vários mitos e
várias lendas; na verdade, as tradições dessas populações também se mesclaram
com a dos Incas, num processo de troca cultural. Uma variação de seus mitos de
origem diz que o Deus Criador (às vezes também denominado Huiracocha ou
Viracocha), identificado com o Sol, foi o pai dos primeiros incas – Manco Capac
e Mama Occlo – e que os enviou pelo mundo para civilizar os homens. Isso teria
ocorrido por volta do ano 1.200 da era cristã. Mas há quem afirme que os
primeiros incas viveram muito antes disso. Seja como for, suas conquistas foram
enormes em terra, riqueza e obras arquitetônicas, mas duraram pouco tempo; o
último soberano Inca, Atahualpa, seria aprisionado e morto por ordens do
conquistador Francisco Pizarro.
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A MORTE DE KUADÊ, O SOL
( Mito Juruna )
O Sol, em tempos antigos, não morava no céu. Ele se chamava
Kuadê e vivia na Terra, em uma aldeia distante; tinha mulher e três filhos.
Poucos sabiam onde ficava a morada do Sol, mas os Juruna sabiam. Bem próximo à
casa de Kuadê havia uma armadilha que ele armara para caçar: era um buraco na
pedra, que sempre estava cheio de água. Quando qualquer animal enfiava a cabeça
no buraco, para beber água, ficava preso e não conseguia escapar. Diariamente o
Sol ia verificar a armadilha, matava os bichos aprisionados com sua borduna –
um grande porrete que tinha vida própria – então levava a caça para casa. Certo
dia, um rapaz Juruna foi passear para aqueles lados. Ele viu o buraco, mas não
sabia que era uma armadilha: estava com sede e, quando colocou a mão lá dentro
para pegar água e beber, ficou com o braço preso no buraco. O tempo passou, e o
Sol foi até lá para buscar a caça. O Juruna percebeu que alguém se aproximava e
ficou deitado, imóvel, fingindo-se de morto. Estava com tanto medo que até
mesmo seu coração parou! Kuadê chegou, viu o corpo caído e foi procurar sinais
de que ele havia morrido: como o Juruna não respirava e seu coração não parecia
bater, soltou-o do buraco e colocou-o em um grande cesto, para levar embora.
Antes de ir, querendo verificar se o rapaz estava morto mesmo, jogou dentro do
cesto muitas formigas. O Juruna aguentou as picadas sem se mexer, porém, quando
as formigas picaram seus olhos acabou se movendo. Kuadê não viu, mas sua
borduna percebeu o movimento e quis ataca-lo. O Sol, entretanto, disse à
borduna que o moço estava morto e que o deixasse em paz. Ao chegar em casa,
Kuadê pendurou o cesto numa árvore e o deixou lá. Veio a noite, e apenas no dia
seguinte o dono da casa mandou um de seus filhos ir buscar o corpo. Mas o filho
do Sol não encontrou ninguém no cesto: o rapaz havia fugido durante a
madrugada! Assim que ficou sabendo disso, o Sol atirou sua borduna em busca do
fugitivo. A borduna saiu voando e logo encontrou vários animais, mas nenhum
deles era o que o Sol queria. Depois de muita procura, acabaram encontrando o
Juruna escondido na raiz oca de uma árvore. A borduna começou a bater na
árvore, porém o rapaz não saía de dentro do oco. Depois ela cortou uma vara e
começou a enfiar pelas frestas do tronco; mesmo assim, apesar de ficar todo
machucado, o Juruna não saiu. O Sol viu aquilo e, como já estava anoitecendo,
tapou todas as aberturas da raiz com pedras, prendendo o outro lá dentro, e
disse: - "Amanhã voltamos para acabar com ele.” A noite caiu e vários
animais se aproximaram da árvore: antas, porcos, veados, macacos, pacas,
cutias... Queriam ajudar o rapaz a escapar, e todos ouviram o Juruna pedir: -
“Cavem perto da raiz, para me soltar!” Os bichos começaram a cavar, mas estava
difícil. Por fim, a anta abriu um buraco maior e o Juruno conseguiu colocar a
cabeça para fora. Então eles cavaram mais ao redor e afinal ele ficou livre!
Tratou de fugir dali. O dia nasceu, e o Sol lá se foi, com sua borduna, para
captura-lo. E, outra vez, ficou furioso, pois a presa lhe havia escapado. A
essa altura, o rapaz tinha voltado à aldeia Juruna e contado para sua mãe e
todos os parentes o que havia lhe acontecido. Porém, poucos dias depois ele
resolveu deixar a aldeia de novo, para colher cocos na mata. Embora a mãe lhe
pedisse para não ir, pois poderia ser morto pelo Sol, ele teimou e foi. Para
não ser reconhecido por Kuadê, cortou os cabelos e fez uma pintura de jenipapo,
ficando bem diferente. Mata adentro, logo encontrou uma palmeira de inajá e nela
subiu para pegar os cocos lá no alto. Foi então que o Sol apareceu. Primeiro,
ele pensou que era um macaco lá no alto, mas não demorou para reconhecer o
Juruna. E disse: - “Desça daí! Você me escapou do outro dia, mas hoje vai
morrer. – “Não sou quem você pensa” – respondeu o rapaz – “, dou outra pessoa.”
Kuadê não se deixou enganar. – “É você mesmo. Desça daí, vou matar você.” O
Juruna não podia ficar lá no alto a vida toda. Então, propôs: - “Vou descer,
mas primeiro tenho de jogar para baixo este cacho de cocos.” – “Joga” –
respondeu o Sol. O rapaz jogou um cacho cheinho de cocos, e o Sol o apanhou. –
“Pega mais um...” – pediu o moço, lá de cima. E atirou um cacho tão grande e
pesado que, ao cair no peito de Kuadê, os cocos o derrubaram e o mataram. Na
mesma hora, a borduna, que estava ali ao lado, saiu correndo e se transformou
numa cobra, a salamandra, que também se chama uandaré-borduna-do-sol. Na mesma
hora, tudo ficou escuro. Do corpo morto de Kuadê começou a escorrer sangue, que
foi se transformando em bichos venenosos: aranhas, lacraias, formigas, cobras.
Eram muitos, e todos eles foram cercando a palmeira, querendo envenenar o
Juruna. Vendo que não conseguiria descer da palmeira, ele resolveu fazer como
os macacos: foi pulando de árvore em árvore, de galho em galho, até que se viu
livre dos bichos venenosos. Então desceu ao chão e correu para casa. Ao chegar
lá, contou para sua mãe; - “Eu matei o Sol.” A mãe do Juruna ficou muito
zangada, pois agora haveria apenas escuridão e, sem o Sol, como todos iriam
viver? E isso aconteceu: sem a luz solar, as pessoas não conseguiam mais caçar,
pescar, plantar. As crianças Juruna começaram a morrer. Na aldeia do Sol, a
mulher de Kuadê logo percebeu que seu marido havia morrido. Até seus filhos
iriam passar fome, sem a luz do Sol! Então, ela lhes perguntou: - “um de vocês
tem de tomar o lugar de seu pai. Quem vai fazer isso?” O filho mais velho quis
experimentar. A mãe colocou sobre sua cabeça o cocar com penas do Sol, e ele
tentou subir para o céu. Mas o penacho do cocar era muito quente, e o filho do
Sol não aguentou o calor; acabou descendo antes mesmo de amanhecer. A mãe então
entregou o cocar ao filho do meio. Este subiu aos céus e chegou um pouco mais
longe que o irmão, mas mesmo assim o calor era demais e ele voltou. Restava
apenas o filho mais novo. A mãe colocou o penacho do Sol sobre sua cabeça, e
ele se esforçou para iluminar o dia. Mas como o calor era forte demais, foi
correndo, para que o passeio acabasse logo e ele pudesse descer. E a mãe lhe
disse: - “ Você aguentou bem, mas deve andar mais devagar. Todos precisam da
claridade para trabalhar, pescar, caçar. Quando estiver bem no alto, é bom
parar um pouco para descansar. Assim o filho de Kuadê fez, E não desceu quando
a noite chegou. Disse à mãe: - “Agora não posso mais voltar. Vou morar aqui no
alto para sempre.” A mãe chorou, com saudades do filho, mas não havia mais
jeito: desde aquele dia ele está no lugar de seu pai, Kuadê, e foi então que o
Sol passou a morar no céu.
POVO JURUNA: São
incontáveis os grupos tribais que habitaram e habitam a América do Sul. Os
Yudjá, Yuruna ou Juruna são uma nação pertencente ao tronco linguístico Tupi.
Foram um dos povos nativos brasileiros mais atingidos por invasões de terras e
conflitos com seringueiros. Remanescentes desse povo vivem no Mato Grosso, no
médio e baixo Xingu, e acredita-se que haja membros da etnia no sudeste do
Pará. O mito aqui narrado foi recolhido pelos irmãos Villas Boas, e fala do
surgimento do Sol como ele é hoje. Consta que muitos dos elementos da cultura
dos Yudjá ou Juruna estavam ligados à figura do xamã – como as relações com os
astros, o mundo dos mortos, as curas, os remédios. Parece que, infelizmente,
eles não possuem mais xamãs, desde que o último deles morreu.
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O ASTROS, OS MESES E AS ESTAÇÕES
( Povo Tsimshian do Alaska )
O Chefe-do-céu, que viveu antes de tudo o que foi criado,
tinha dois filhos e uma filha; seu povo era numeroso. Nesse tempo, o céu era
escuro e nada se enxergava nele. O filho mais velho do chefe se chamava
O-que-sai-bem-cedo; o segundo filho tinha o nome de O-que-anda-por-todo-o-céu;
e a única filha mulher era conhecida como Apoio-do-sol. Todos eles eram muito
fortes, porém o do meio era bem mais sábio e hábil que o primogênito. Esse
rapaz achava uma pena que o céu sempre estivesse escuro. Um dia, O-que-anda-por-todo-o-céu
chamou o irmão mais velho para irem cortar lenha. Juntos, eles cortaram um
galho de cedro bem fino e o dobraram, formando um círculo do tamanho da cabeça
de uma pessoa; prenderam ramos em toda a volta do círculo, criando uma máscara.
Então atearam fogo à máscara de madeira, para que O-que-anda-por-todo-o-céu a
colocasse diante do rosto e saísse correndo rumo ao Oeste. De repente, todos
viram uma grande luz subir ao céu! Maravilhadas, as pessoas assistiram o filho
mais novo do chefe correr de Leste a Oeste, movendo-se tão rapidamente que as
chamas da máscara incendiada não o queimavam. A partir desse dia, todas as
manhãs o rapaz repetia essa corrida, e iluminava o céu. Então toda a tribo se
reuniu e se assentou em conselho. –“Estamos felizes por seu filho nos ter dado
luz”- disseram ao chefe. –“Mas ele é rápido demais; deveria ir mais devagar,
para que todos pudessem aproveitar melhor essa luminosidade.” O chefe contou a
seu filho o que o povo havia dito, mas O-que-anda-por-todo-o-céu respondeu: -“Se
eu for mais devagar, a máscara queimará bem antes que eu chegue ao Oeste.” Ele
continuou a correr muito depressa, e as pessoas continuaram a desejar que se movesse
mais lentamente. Até que um dia sua irmã disse: -“Vou tentar atrasar um pouco a
marcha de meu irmão.” No dia seguinte, quando O-que-anda-por-todo-o-céu surgiu
no Leste e iniciou sua caminhada rumo ao Oeste, Apoio-do-sol apareceu no Sul e
pediu: -“Irmão, espere por mim!” Ela correu o mais rapidamente que podia e
alcanço o irmão no meio do caminho. Então, a menina o abraçou com força e o
segurou por um tempo, até que ele conseguiu se soltar e prosseguiu sua
caminhada. É por causa do abraço da irmã que o Sol sempre para um pouco quando
chega ao meio do céu. Com isso, o povo da tribo soltou gritos de alegria, e o
pai de Apoio-do-sol a abençoou. Mas o chefe não estava satisfeito com o filho
mais velho. Achava que O-que-sai-bem-cedo não era tão esperto e capaz como seu
irmão, o Sol. Ao ver o desapontamento do pai, o rapaz chorou muito, desanimado.
Enquanto ele se lamentava, O-que-anda-por-todo-o-céu chegou de seu passeio
diário e foi dormir, pois estava exausto. Dormia profundamente, e o brilho de
seu rosto projetava luz pelo buraco da tenda que servia para sair a fumaça.
Quando O-que-sai-bem-cedo viu que toda a família estava dormindo também,
esfregou carvão e gordura no próprio rosto. Com isso, o brilho que o irmão mais
novo projetava pelo buraco da fumaça refletia-se em sua face; Então o mais
velho chamou seu escravo e ordenou-lhe: -“Assim que você me vir subir ao céu no
leste, saia gritando “Viva! Ele surgiu!”. Ele deixou a tribo e apareceu no céu,
sempre refletindo em seu rosto o brilho do irmão na face suja de carvão. O
escravo começou a pular e a correr, gritando: -“Viva! Ele surgiu!” Várias
pessoas apareceram, ralhando com o escravo. Diziam elas: -“Por que faz tanto
barulho?” Em resposta ele indicava o céu ao Leste. Todos olharam, viram a Lua
nascendo, e gritaram: -“Viva!” O tempo passou, e muitos animais passaram a
viver no mundo. Certo dia eles se reuniram em conselho e decidiram que o Sol
deveria continuar percorrendo o céu de Leste a Oeste, e que ele seria a luz do
dia. Quanto à Lua, deveria andar somente à noite. Depois disso, puseram-se a
decidir quantos dias deveria haver em um mês. Os cães, que até então eram
considerados mais sábios que os outros animais, foram os primeiros a falar. –“A
Lua deve nascer por quarenta dias” – falou o seu porta-voz. Mas os outros
animais não gostaram da ideia e ficaram em silêncio, vendo os cachorros
contarem até quarenta com os dedos. Até que finalmente o porco-espinho espetou
um dedo do cachorro-chefe, e disse: -“Quarenta dias em um mês? Não podemos
viver assim, o ano seria muito longo. Deveria haver só trinta dias em um mês.”
Todos os animais concordaram com o porco-espinho, e os cães perderam na
votação. Graças a esse conselho é que os meses duram trinta dias, e há doze
meses num ano. Mas os animais ficaram zangados com os cachorros, e decidiram
que eles deveriam ir embora. É por isso que os cães detestam as criaturas da
mata, principalmente os porcos-espinho, por causa daquele que espetou um deles
no dedo e o humilhou durante o conselho. E o formato dos dedos dos cachorros
ficou do jeito que é hoje por culpa da espetada do porco-espinho. Naquele mesmo
conselho, os animais decidiram que nomes teriam os meses: Entre outubro e
novembro é o mês das Folhas-que-caem. Entre novembro e dezembro é o mês do
Tabu. Entre dezembro e janeiro é o mês Que-está-no-meio. Entre janeiro e
fevereiro é o mês da Primavera-do-salmão. Entre fevereiro e março é o Mês-do-comer-arenque.
Entre março e abril é o Mês-de-cozinhar-arenque. Entre maio e junho é o mês do
Ovo. Entre junho e julho é o mês do Salmão. Entre julho e agosto é o mês do Salmão-corcunda. Entre setembro e outubro é o mês do Pião.
Além disso, eles dividiram o ano em quatro estações:
primavera, verão, outono e inverno. Enquanto todas essas coisas eram decididas,
novidades aconteciam no céu. Certa noite, quando O-que-anda-por-todo-céu
dormia, fagulhas escaparam de sua boca e se transformaram em estrelas. E, as
vezes, quando ele se sentia muito feliz, pintava seu rosto com as tintas avermelhadas
de sua irmã. Pelas cores, as pessoas podiam saber qual a temperatura que viria.
Se sua cor vermelha colorisse o céu ao anoitecer, haveria bom tempo no dia
seguinte; porém se a luz vermelha aparecesse pela manhã, era sinal de que uma
tempestade se aproximava. E dizem que isso ainda acontece. Depois que o céu
ganhou o Sol, a Lua e as estrelas, a filha do chefe, Apoio-do-sol, foi
desprezada por seu povo, por ter tido uma parte tão pequena na criação dos
astros. Infeliz, ela vagou em direção ao Oeste, entrou na água e suas roupas se
molharam. Ao voltar para casa, pôs-se diante do fogo aceso por seu pai para se
esquentar. Mas quando foi torcer as roupas molhadas, ela deixou as águas caírem
sobre uma fogueira e elas evaporaram, formando uma grande nuvem de vapor que
flutuou sobre a casa e se espalhou pela terra. Aquele vapor se tornou um
nevoeiro úmido e moderou o calor que fazia. Seu pai a abençoou e todos na tribo
aproveitaram o frescor do nevoeiro. E é por isso que, até hoje, todos os
nevoeiros vem do Oeste, onde ficam as águas em que ela se molhou. O
Chefe-do-céu se alegrou porque seus três filhos eram sábios e úteis; e até hoje
O-que-sai-bem-cedo, a Lua, surge e some em uma jornada de quase trinta dias,
para que as pessoas consigam contar o tempo. O Sol, O-que-anda-por-todo-o-céu,
foi encarregado de criar coisas boas como as frutas e fazer com que elas venham
em abundância. E Apoio-do-sol, a filha do chefe, refresca a terra quente com a
neblina fresca.
POVO TSIMSHIAN DO ALASKA: Esse grupo tribal também era
chamado Povo do Rio Skeenam um rio localizado na Colúmbia britânica, território
canadense; mas no século XIX eles migraram para o Alaska, já em terras
estadunidenses. Culturalmente, era um povo relacionado aos Haida e aos Kwakiutl
– ambos grupos originários das costas do Canadá. Como esses, os Tsimshian
sempre foram grandes escultores em madeira, e faz parte de seus costumes tecer
belíssimas mantas, chamadas Chilkat. Confeccionadas com uma forma tradicional e
complexa de tecelagem, típica da região, as mantas formam desenhos estilizados,
cujos significados remetem aos animais presentes em seus mitos. Seu uso sempre
esteve restrito às cerimônias e aos rituais das tribos. Hoje, a maioria dos
Tsimshian vive na ilha Anette, em reservas, e eles são bastante atuantes na
economia e na política do Alaska.
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AS CORES DOS PÁSSAROS
( Povos da região do Rio Yukon )
Nos tempos antigos, na época em que o mundo era pequeno, o
Velho Coiote resolveu dar um jeito nas aves. Ele andava aborrecido porque todos
os pássaros tinham as mesmas cores, sempre em tons de marrom, os mesmos
formatos, e suas vozes soavam todas iguais. E apesar de o Velho Coiote já ter
matutado muito sobre o problema, não sabia o que poderia fazer a respeito. Numa
manhã muito quente, passeando junto às margens do rio Porco-espinho, um
afluente do rio Yukon, parou e se inclinou junto às águas para matar a sede; e
foi então que viu o corvo voar ali por perto, gritando “craw, craw” com sua voz
rouca. Resmungando sobre a voz do corvo, que considerava horrenda, o Velho
Coiote bebeu água e passou os olhos pelas pedrinhas à beira do rio. Algumas
eram vermelhas, outras azuis; havia as esverdeadas e as cinzentas. Ao ver que
não havia dois seixos iguais, ele exclamou: “ – É isso! Agora sei exatamente o
que fazer!”. Na tarde seguinte, o Velho Coiote chamou todas as aves e
explicou-lhes qual era seu plano. Ele criaria novas e diferentes roupagens para
todos eles, e assim nunca mais haveria confusão entre os pássaros. “- Cada um
de vocês será belo” – declarou ele. “- Os pássaros pequeninos terão cores
brilhantes, como os menores seixos do riacho. As grandes aves ficarão elegantes
e imponentes, como as rochas nos penhascos acima dos rios. Todos gostaram
bastante da ideia e foram se organizando em filas para não perder nada do que
iria acontecer. Iam pousando na beira do rio, nos galhos dos salgueiros, nas
margens e nas rochas, ansiosos para ganharem suas novas roupagens. Apenas o
corvo não estava satisfeito. Ficou saltando entre os grupos de aves, murmurando
contra o Velho Coiote, assegurando-se para que o Velho não o ouvisse resmungar
pelo canto do bico. Mas o outro não prestou a mínima atenção aos resmungos; já
estava trabalhando. Os primeiros a ganharem novas cores foram os pássaros
canoros, os menores e mais agitados. O Coiote foi usando pequenos pinceis e
colocando um toque de vermelho aqui, um pouco de azul ali, asas verdes para
uns, capuzes negros para outros. Todos estavam interessados e adorando a
agitação, chilreando sem parar, chegando perto para ver a pintura. O beija-flor
pairou tão próximo do Coiote que levou uma pincelada. “- Saia daí e me deixe
trabalhar!” – o pintor reclamou, acidentalmente manchando o beija-flor com
tinta carmim; desde então esse pássaro tem manchas cor de rubi no pescoço. O
tempo passava e o número de aves aumentava sem parar. O Velho Coiote resolveu
usar pinceis maiores e começou a trabalhar mais depressa; o tordo ficou
parcialmente vermelho e o azulão ganhou muitos tons de azul. Enquanto isso, o
Corvo continuava descontente. Às vezes ia mexer nas tintas e pegava um pouco de
uma, um pouco de outra, e levava para longe, querendo examinar melhor as cores.
Mas o Coiote continuava a não lhe dar atenção. Quando foi a hora de pintar as
grandes aves, como falcões e águias, as cores estavam tão misturadas que eles
foram coloridos em tons de marrons e cinzas; e quando restavam os cisnes e
gansos, o pintor encontrou apenas tinta branca, e eles tiveram de se contentar
com essa cor.
Ao terminar, o Velho Coiote pousou os pinceis; estava
cansado, mas feliz com sua primeira tentativa de colorir. Foi então que o Corvo
resolveu ir cutuca-lo. “- Você não me pintou” – resmungou ele, sempre rouco. “-
Não, sinto muito. Minhas tintas acabaram” – foi a resposta do Coiote. “- Não
posso fazer nada por você.” O Corvo não se conformou. “- Pois eu não quero
ficar marrom como antes, agora que todas as aves estão coloridas! Acho que vou
pintar a mim mesmo.” E, para espanto do Coiote, revelou que, enquanto este
pintava, ele fora pegando bocados de várias cores para experimentar. Vendo que
o outro não parecia zangado com ele, trouxe as tintas de volta e começou a
fazer exigências. “- Eu já estou acostumado com o marrom, essa cor pode colorir
as penas do meu corpo, mas gostaria de ter a cabeça mais vermelha que a do
pica-pau.” O Coiote tentou não se irritar com a ousadia do Corvo. Tomou seus
pinceis e coloriu da forma pedida, mas quando a ave foi se olhar no espelho das
águas do rio, não gostou. Voltou para o pintor e pediu: “- Quero um círculo cor
de laranja ao redor do pescoço, e as asas bem verdes.” Ainda sem dizer nada e
tentando ser paciente, o Coiote o atendeu. E quando a ave se olhou no reflexo
das águas mais uma vez, detestou o que viu. “- Isso está horrível! É melhor
pintar minhas costas de azul e o resto de branco; o marrom é mesmo muito sem
graça. Porém, após mais uma etapa de pintura, ao olhar seu reflexo nas águas do
rio, o Corvo voltou furioso. “- Como você fez com que os pássaros ficassem tão
bonitos, e me deixou deste jeito? Estou parecendo um arco-iris estúpido! Faça
alguma coisa!” O Velho Coiote, a essa altura, estava cansado de aturar tantas
ofensas, “- O que quer que eu faça?” – perguntou, muito irritado. “- Só restou
um último tom de tinta, quer que eu use esse?” O Corvo, fora de si, berrou: “-
Claro! É impossível ficar pior do que está, seu velho tolo!” Ninguém jamais
chamara o poderoso Coiote de tolo. “- Pois muito bem!” – Desabafou ele,
furioso. – “A partir de hoje, você terá uma única cor: suas penas serão negras,
e desta cor ficará para sempre! Até que o mundo acabe, até que os rochedos
desabem e que todos os peixes morram! Até que o Velho Homem do Rio corre pelo
leito seco do rio Porco-espinho, levando num balde feito de casca de bétula as
últimas gotas de água da Terra!” É por isso que, enquanto os pássaros têm
tantas cores, o Corvo tem apenas uma.
POVO YUKON: O rio Yukon nasce no Noroeste do Canadá, e vai
desaguar no Mar de Bering após atravessar o Alaska. O vale em que ele corre,
chamado Vale do Yukon, deu nome a um território canadense e a seu redor se
desenvolveram muitos povos nativos, falantes da linguagem Athapascana ou
Atabascana, inclusive os Kutchin, os Nahani, os Hare e vários outros grupos.
Tradicionalmente, esses povos viviam entre as florestas e a tundra, e às vezes
se deslocavam para buscar caça e melhor temperatura. Em tempos antigos viviam
da caça do búfalo, do caribu e do salmão. Os mitos dos povos Athapascanos do
Yukon são inúmeros, e consta que seus anciães sempre foram grandes contadores
de histórias. Na mitologia dessa região incluem-se contos etiológicos sobre a
forma como as coisas foram feitas, e como se tornaram diferentes – como esta,
sobre as cores das aves. É dito ainda que muitos dos seus mitos são semelhantes
aos de povos moradores do outro Lado do Estreito de Bering, na Sibéria – o que
alguns acreditam ser prova de que a origem dos povos indígenas americanos está
mesmo na Ásia.
(continua...)
sexta-feira, 30 de maio de 2014
História e Política:
Do Livro: A História
do Mundo Para Quem Tem Pressa , De: Emma Marriott , Editora: Valentina
Primeiros Impérios e Civilizações
Oriente Médio e África =
SUMÉRIA
Por volta do ano 5000 a.C, grupos de agricultores se
estabeleceram na área fértil do Sul da Mesopotâmia (hoje Iraque) conhecida
então como Suméria. A partir desse início humilde, formou-se a primeira grande
civilização do mundo. Vivendo nos vales ao longo dos rios Tigre e Eufrates
(Mesopotâmia, em grego, significa “terra entre rios”), os agricultores sumérios
conseguiam obter fartas colheitas de cereais e outros produtos agrícolas, cujos
excedentes lhes permitiam se fixar no lugar. Esses excedentes eram também
trocados por ferramentas e utensílios de metal produzidos por povos que viviam
em regiões extremamente distantes, como as que hoje fazem parte do Paquistão e
do Afeganistão. Sendo suas terras sujeitas a inundações, os sumérios
construíram uma rede de valas e canais de escoamento. Por volta do ano 3000
a.C, algumas cidades-estado haviam se desenvolvido na região. A maior delas era
Ur, com população em torno de 40 mil habitantes. O primeiro sistema de escrita
se originou na Suméria: pictográfico, no início, evoluiu gradativamente até se
transformar em uma série de sinais simplificados no formato de cunhas, que eram
grafados com pedaços de junco em tabuletas de barro (argila). Essa escrita veio
a ser chamada de cuneiforme, que significa “no formato de cunha”, em latim. Os
sumérios também elaboraram um complexo sistema jurídico e administrativo, produziram
veículos sobre rodas, desenvolveram rodas de oleiro, ergueram grandes zigurates
e construíram prédios com colunas e domos. O primeiro grande império da Suméria
foi estabelecido por Sargão, rei da Acádia (antigo reino situado ao norte da
Suméria). Por volta de 2350 a.C, todas as cidades sumérias estavam sob seu
controle. O império se estendia da Síria até o golfo Pérsico. Essa dinastia foi
destruída por volta de 2200 a.C, mas após 2150 a.C os reis de Ur restabeleceram
a autoridade suméria na região e ainda conquistaram a Acádia. Após uma invasão
dos elamitas (que formavam uma civilização a leste da suméria) e o saque de Ur,
em cerca do ano 2000 a.C, a Suméria caiu sob o domínio dos amoritas, sob o qual
emergiu a cidade-estado da Babilônia.
ANTIGO EGITO: O ANTIGO IMPÉRIO
A primeira grande civilização da África teve início com o
povoamento do vale do Nilo, no Nordeste do continente, por volta do ano 5000
a.C. Acredita-se hoje que seus colonizadores provinham do Saara, onde as
primeiras sociedades agrícolas haviam se desenvolvido 2 mil anos antes, quando
as mudanças que o transformaram em um deserto ainda não haviam ocorrido. Essas
mesmas mudanças climáticas secaram os pântanos do vale do Nilo, que assim se
tornou mais atraente para os agricultores. Em meados do quarto milênio antes de
Cristo, o vale do Nilo já estava densamente povoado. Cidades haviam se
desenvolvido, e a região fora dividida em dois reinos egípcios. A cronologia
tradicional egípcia considera que, em 3200 a.C, o faraó (soberano) Menés unificou
os dois reinos do país e criou um Estado único. Esse foi o início de uma
civilização que durou 3 mil anos e que ficou marcada por suas tumbas
monumentais e pelo florescimento da cultura egípcia. No período mais remoto do
Antigo Egito, conhecido como Antigo Império (2575 a.C – 2130 a.C, o país foi
governado por poderosos faraós e assistiu a grandes desenvolvimentos na
tecnologia, na arte, na arquitetura e na escrita hieroglífica. Durante esse
período foram construídas a Esfinge e as grandes pirâmides de Gizé (o que
causou a morte de milhares de trabalhadores egípcios). As pirâmides, que
asseguravam ao faraó a vida após a morte, estavam estreitamente associadas ao
culto de Rá, o deus Sol, e seu formato lembrava a irradiação difusa dos raios
solares, oferecendo também uma escadaria para que o falecido líder fosse ao
encontro dos deuses.
ANTIGO EGITO: O MÉDIO IMPÉRIO E O NOVO IMPÉRIO
Depois de um período de secas extremas e fome, e do colapso
do governo central, seguiu-se um período de estabilidade, conhecido como Médio
Império (1938 a.C – 1630 a.C). A partir daí, os faraós egípcios restauraram a
prosperidade do país, protegendo suas fronteiras, aumentando a produção
agrícola e tendo acesso a uma vasta riqueza mineral (em parte pela reconquista
de terras na Baixa Núbia, rica em pedreiras e minas de ouro). Esse período se
tornou conhecido por suas joias e ourivesaria. A adoração de Osíris, deus da
morte e da ressurreição, também se difundiu no Egito, gerando a crença
predominante de que todos, e não apenas os faraós, poderiam ser acolhidos pelos
deuses após a morte. Construções ambiciosas e grandes projetos de mineração,
juntamente com graves inundações do Nilo, provocaram enfraquecimento no poder
do faraó, permitindo que colonos estrangeiros (sobretudo os hicsos,
provavelmente vindos da Palestina) assumissem o poder. A mudança de uma
economia baseada no bronze para outra baseada no ferro também contribuiu para o
declínio egípcio. Esse período foi seguido pelo Novo Império (1539 a.C – 1075
a.C), quando o controle foi restabelecido pelos faraós e a influência egípcia
se estendeu até a Núbia e o Oriente Médio. O Novo Império é tido como um dos
mais grandiosos capítulos da história do Egito, quando muitos enormes templos
foram construídos, assim como as tumbas decoradas com pinturas no vale dos
Reis. Foi uma era que revelou alguns dos mais famosos faraós do Egito,
incluindo uma mulher, Hatsheput, e o rei-menino Tutankhamon. Depois da morte do
último grande faraó, Ramses III, em 1070 a.C, o Egito entrou em um lento
declínio, dividindo-se em pequenos reinos. Por volta de 719 a.C, os cuchitas
conquistaram o país, que governaram com seus próprios faraós, até serem
repelidos de volta às suas fronteiras pelos assírios, em 656 a.C. O controle
assírio foi seguido pela conquista persa, em 525, pela ocupação por Alexandre,
o Grande, em 332 a.C, e finalmente pelo domínio romano, no ano 30 a.C.
BABILÔNIA
O poder político na Mesopotâmia foi, por fim, se
transferindo para a cidade da Babilônia, na Acádia, e toda a planície acabou se
tornando conhecida como Babilônia. A primeira grande dinastia babilônica durou
cerca de 300 anos, de 1894 a.C até o reinado de Hammurabi (1795 a.C – 1750
a.C), quando alcançou o auge de sua influência. Durante o governo de Hammurabi,
o Império da Babilônia se expandiu até englobar todo o Sul da Mesopotâmia
(inclusive a Suméria) e parte da Assíria, ao norte. Hammurabi é famoso por ter
instituído o primeiro conjunto de leis conhecido no mundo (o Código de
Hammurabi) e também por promover as ciências e a escolarização. Após sua morte,
o império da Babilônia declinou e, a partir de 1595 a.C, foi dominado pelos
hititas e depois pelos cassitas (povo montanhês do leste da Babilônia), que
estabeleceram uma dinastia que durou 400 anos. Durante esse período, a Assíria
se desvinculou da Babilônia e iniciou uma guerra para dominá-la, que se
prolongou por vários séculos. Por volta do século IX a.C., reis assírios
estavam governando a Babilônia, o que fizeram até a queda do seu império, no
final do século VII a.C. A partir de então a Babilônia caiu sob o domínio dos
caldeus (um povo semita pouco conhecido) e o império prosperou novamente.
Destaca-se o governo de Nabucodonosor II (604 a.C – 562 a.C), que conquistou a
Assíria e a Palestina, e revitalizou a cidade da Babilônia, construindo o
templo de Marduk (o maior deus da Babilônia) e os célebres “Jardins Suspensos”.
Em 539 a.C, a Babilônia foi invadida pelos persas, comandados por Ciro, o
Grande, e o Império da Babilônia chegou ao fim, embora a capital tenha permanecido
importante até meados do século IV a.C.
IMPÉRIO HITITA
O povo guerreiro conhecido como hitita formou uma das
grandes potências da Era do Bronze, governando por cerca de mil anos um
território que hoje abrange regiões da Síria e da Turquia. O Império Hitita,
que alcançou sua maior extensão entre 1450 a.C e 1200 a.C, rivalizava com os
impérios da Babilônia, da Assíria e do Egito. Muito do que sabemos sobre os
hititas provém da descoberta de 10 mil tabuletas de barro com caracteres
cuneiformes em Hattusa, na Turquia, em 1906. Essas tabuletas, juntamente com as
ruínas de algumas de suas antigas cidades, revelaram que os hititas eram povos
feudais que habitavam uma região ao norte do mar Negro. Não muito depois do ano
3000 a.C, eles se lançaram rumo ao sul, entrando na Anatólia, ou Ásia Menor,
território que hoje integra a parte asiática da Turquia. Os hititas montavam
cavalos, dirigiam carruagens de guerra e portavam adagas de bronze. Por volta
do ano 2000 a.C, os diversos Estados hititas foram unificados em um império,
com capital em Hattusa. Um dos primeiros reis hititas, Hattusili I (1650 a.C –
1620 a.C), invadiu a Síria. Seu sucessor, Mursili I, saqueou a Babilônia,
embora depois tenha sido morto, e as conquistas hititas, perdidas. Um império
hitita ainda mais poderoso surgiu em 1450 a.C. Em cerca de 1380 a.C, o grande
rei hitita Suppiluliuma havia erguido um império que englobava a Síria quase
até Canaã (no atual Israel). No reinado de seu descendente Muwatalli, o Egito e
o Império Hitita competiam pela supremacia na Síria, o que resultou na feroz e
famosa Batalha de Kadesh, travada entre as tropas de Muwatalli e do faraó
egípcio Ramses II (1300 a. C). Acredita-se que os hititas foram a primeira
civilização a produzir ferro em larga escala, usando o metal para confeccionar
ferramentas e armas, iniciando assim a Idade do Ferro (embora o ferro só viesse
a ser usado pela maioria das civilizações séculos mais tarde). O poder hitita
desmoronou suitamente quando imigrantes, entre eles os Povos do Mar Egeu (uma
misteriosa coalisão proveniente do leste do Mediterrâneo), invadiram a região
por volta de 1193 a.C.
ASSÍRIA
No século XIV a.C, a Assíria se separou da Babilônia e
estabeleceu um império independente, centralizado na cidade de Assur, no Norte
da Mesopotâmia. Guerras constantes contra invasores do norte e do sul
transformaram os assírios em ferozes guerreiros, célebres por sua crueldade. Com
idioma praticamente idêntico ao dos babilônios (cuja cultura absorveram), os
assírios inovaram a tecnologia armamentista, desenvolvendo uma série de
equipamentos para cercos. Também acredita-se que foram os primeiros a usar
cavalos como cavalaria, em vez de simples puxadores de carruagens de guerra. O
mais famoso dos reis assírios, Sargão II (722 a.C – 705 a.C), mudou a capital
para Nínive e conquistou, entre outros lugares, Damasco e Israel, exilando 30
mil israelitas (o fato por trás da lenda das Dez Tribos Perdidas de Israel). No
século VII a.C, a Assíria havia se tornado o maior império que o mundo já vira.
O último dos grandes reis assírios, Assurbanipal (668 a.C – 627 a.c), governou
uma região que se estendia do golfo Pérsico ao Egito, inclusive. Para governar
um império tão grande, os assírios construíram estradas e instituíram um
serviço de correios altamente eficiente. Em Nínive, Assurbanipal planejou e
construiu a primeira biblioteca organizada do Oriente Medio, com milhares de
textos em tabuletas de barro. Atualmente, existem no Museu Britânico 20.720
dessas tabuletas de escrita cuneiforme. O Estado assírio foi finalmente
derrotado em 612 a.C, por uma coalizão de medos (povos indo-europeus
aparentados com os persas) e caldeus. Durante os séculos seguintes, a Assíria
foi governada pela Babilônia, pelo império Persa, por Alexandre, o Grande (que
a rebatizou de Síria), pelos partos e pelos romanos.
FENÍCIA
Por volta do ano 2000 a.C, muitos povos haviam se
estabelecido a leste do Mediterrâneo, no que hoje abrange áreas do Líbano,
Síria e Israel. Vivendo em uma estreita faixa costeira que formava um ponto de
comunicação natural entre a Ásia, a África e outras terras, esses colonos se
desenvolveram e começaram a produzir diversas mercadorias, como tábuas de cedro
(usadas em construções), azeitona, vinho e tecidos, que comerciavam com o
Egito, Chipre, Creta e lugares distantes, como Tróia, na Turquia ocidental. Por
volta de 1500 a.C, novas cidades começaram a surgir na região, que vieram
somar-se a Ugarit e Biblos, fundadas em épocas muito mais antigas – 4000 a.C e
3000 a.C, respectivamente. Ao contrário de alguns impérios que surgiram
paralelamente, as cidades fenícias – as maiores eram Tiro, Sidon e Beirute,
todas famosas por seus bordados – haviam entrado em uma era dourada no início
do ano 1000 a.C. O comércio continuou a ser a pedra angular da prosperidade
fenícia, em particular a manufatura e a venda de produtos de luxo, como
ornamentos de ouro e prata, vidros finos e marfim lavrado. Os corantes fenícios
e, principalmente, seus famosos tecidos de cor púrpura, cada vez mais
associados a um status social superior, tornaram-se muitos procurados. De fato,
o nome Fenícia é derivado da palavra grega para “púrpura”. Sendo uma potência
marítima, os fenícios começaram a estabelecer, desde o final do século IX a.C,
colônias em Chipre e na costa norte-africana. Em 814 a.C estabeleceram-se em
Cartago, na atual Tunísia. A Fenícia ainda prosperou sob o controle dos
impérios assírio e persa até 322 a.C, quando Tiro, sua capital, foi saqueada, e
o país incorporado ao mundo grego de Alexandre, o Grande.
Extremo Oriente =
A CIVILIZAÇÃO DO VALE DO INDO
Uma das comunidades urbanas mais desenvolvidas do mundo
surgiu por volta do ano 2500 a.C, no vale do Baixo Indo, hoje parte do
Paquistão. Além de ser, sob muitos aspectos, mais avançada que o Antigo Egito,
era com certeza mais extensa, cobrindo uma área de aproximadamente 500 mil km²,
contra os 63 mil do Egito. Foi a primeira civilização a surgir no Sul da Ásia e
deveu seu desenvolvimento às terras férteis do vale. Até o momento, cerca de
100 sítios relacionados à civilização do Indo foram escavados por arqueólogos,
e o trabalho está apenas começando. O maior desses assentamentos inclui as cidades
de Harappa, Mohenjo-Daro e Dholavira, cada uma com população entre 30 e 40 mil
habitantes. Sólidos prédios construídos com tijolos de barro cozido e
organizados em um traçado ortogonal de ruas e vias testemunham um cuidadoso
planejamento urbano, comum a muitas das cidades e dos vilarejos do vale do
Indo. Essas povoações também se destacam por alguns dos sistemas de saneamento
mais avançados da história. Quase todas as habitações de Mohenjo-Daro dispunham
de vaso sanitário conectado a esgotos revestidos com tijolos, que corriam sob
as ruas. A escrita da civilização do Indo, formada por 400 sinais e encontrada
principalmente em selos de pedra-sabão, ainda não foi decifrada. Assim, muitas
perguntas importantes continuam sem resposta. Não foram encontrados armamentos
nem qualquer indício de religião organizada. Não existe, portanto, nenhuma
explicação definitiva para o súbito desaparecimento dessa civilização, ocorrido
por volta de 1500 a.C. Algumas hipóteses têm sido aventadas: inundações, superpopulação,
acúmulo de sal no solo ou a invasão de povos arianos.
A ERA VÉDICA E O HINDUÍSMO
A Era Védica (1500 a.C – 800 a.C) está relacionada ao
período em que surgiram as antigas escrituras hindus, conhecidas como Vedas.
Formadas por quatro livros sagrados, são consideradas as predecessoras
históricas do hinduísmo. A era Védica também associada à chegada à Índia, por
volta do ano 1500 a.C, dos invasores arianos, povos originários da Ásia central.
A palavra “ariano”, em sua origem, significava “nobre”. Não existem registros
históricos confiáveis das migrações arianas, mas os arianos são citados no
Rigveda, a mais antiga escritura veda, como povos tribais, cujas vidas giravam
em torno de cavalos e rebanhos de gado. Falavam uma antiga forma de sânscrito,
o idioma das escrituras hindus, que acabou evoluindo e se ramificando em
diversos idiomas, entre eles o híndi, a língua oficial da Índia moderna. Nos
séculos que se seguiram à chegada dos arianos, o Norte da Índia foi aos poucos
se arianizando, embora no início os arianos, de pele clara, não se
miscigenassem com os habitantes de pele escura que encontraram no país. Isso
deu origem a uma rígida hierarquia social, composta de quatro divisões: os
brâmanes (sacerdotes ou eruditos), os xátrias (soldados), os vaixas
(fazendeiros ou mercadores) e os sudras (servos). Essa divisão formou a base do
sistema de castas indiano. As formas védicas de crença são tidas como
precursoras do moderno hinduísmo. Suas divindades principais incluem Indra,
Agni (o fogo sacrificial) e Surya (o Sol). Alguns dos deuses clássicos hindus,
como Vishnu, tinham importância menor, enquanto outros, como Shiva, estavam
totalmente ausentes. A realização de sacrifícios era crucial na crença védica,
em especial a oferenda do soma (uma bebida alucinógena) aos deuses. Lá para o
final do período védico, a religião dos povos conquistados havia se combinado
com as tradições dos vedas, formando os primórdios do hinduísmo.
A ANTIGA CIVILIZAÇÃO CHINESA
Na China, a mais antiga civilização conhecida é a da
dinastia Xia. Escassas descobertas arqueológicas acabaram provocando discussões
sobre se a civilização Xia de fato existiu. Acredita-se que possa ter surgido
por volta do ano 2100 a.C, no vale do rio Amarelo, onde arqueólogos encontraram
utensílios de pedra e um crisol para derreter bronze, datados do ano 2000 a.C.
A subsequente dinastia Shang, que a partir de 1766 a.C se estabeleceu nas
proximidades da área hoje ocupada pela cidade de Anyang, é bem mais
compreendida, principalmente devido à descoberta de mais de 100 mil cascos de
tartaruga com inscrições – o povo shang tentava prever o futuro aquecendo conchas
ou ossos de animais (conhecidos como ossos oraculares). As inscrições relativas
a essa tradição constituem os registros mais antigos da escrita chinesa. Por
volta de 1500 a.C, a dinastia Shang floresceu; seus avanços incluem a fundição
de bronze para a confecção de vasilhames sagrados e armas, o desenvolvimento de
um sofisticado sistema de escrita e intrincadas esculturas de jade e marfim.
Ainda há dúvidas sobre o tamanho e a extensão do reino Shang, mas provavelmente
tinha cerca de 650 mil km². Por volta de 1046 a.C, os governantes do reino de
Zhou, que controlavam um território ao norte do rio Yang-tsé, assumiram o lugar
dos dirigentes shang, formando uma dinastia que sobreviveu por 800 anos 9ª mais
duradoura da história chinesa). Em 771, a capital do reino foi transferida de
Hao para Luoyang. A partir de então, lutas entre reinos e senhores feudais
mantiveram a china dividida (um sistema feudal foi imposto à China mais de mil
anos antes que o mesmo sistema social se desenvolvesse na Europa). Durante a
dinastia Zhou, forma inventadas tabelas de multiplicação e ocorreram avanços na
fundição de ferro e na produção agrícola. Os Cinco Clássicos do Confucionismo
foram compilados nesse período – e estudados desde então por centenas de
eruditos chineses.
Europa =
A CIVILIZAÇÃO MINOICA
A civilização minoica, que surgiu na ilha de Creta entre
3000 a.C e 1450 a.C, foi a primeira civilização a emergir na Europa 9e a
primeira no mundo a não se desenvolver na planície de inundação de um rio). Os
minoicos deixaram um legado de grandes palácios, cerâmicas finas e utensílios
de ouro e bronze. As lendas gregas falam de uma terra dourada e perdida chamada
Minoa. Em sua ilha montanhosa, os minoicos cultivavam azeitonas, trigo e uvas,
criavam carneiros nos pastos das montanhas e pescavam. Grande parte da produção
era exportada para terras distantes, como Egito, Síria e Chipre. Por volta do ano
2000 a.C, as riquezas geradas por esse intenso comércio propiciaram o
desenvolvimento de cidades e portos, dominados pelos magníficos palácios de
Cnossos, Malia, Festos e Zakros. O maior deles, o de Cnossos, foi descoberto em
1900 d.C pelo arqueólogo inglês Arthur Evans (antes, nada se conhecia sobre a
civilização minoica). Os minoicos aparecem em algumas lendas gregas, entre elas
a do Minotauro (o touro era um animal sagrado para os minoicos). Esse povo
também desenvolveu escrita baseada em símbolos silábicos, ainda não decifrada,
conhecida como linear A. Por volta de 1700 a.C, quase todos os palácios
minoicos haviam sido destruídos pelo fogo, como resultado de guerras ou
terremotos, mas logo foram reconstruídos. Posteriormente, os minoicos começaram
a produzir cerâmicas e afrescos de excelente qualidade. Em torno de 1500 a.C,
uma enorme erupção vulcânica na ilha de Thera (hoje Santorini) produziu um
maremoto que devastou mais uma vez as cidades e os palácios minoicos,
destruindo a maioria de seus barcos. Porém tudo foi reparado, e Creta
permaneceu próspera por muitos anos. A civilização minoica chegou ao fim
aproximadamente em 1450 a.C, quando os micenianos assumiram o controle do mar
Egeu.
A CIVILIZAÇÃO MICÊNICA
Os micenianos constituíam um povo próspero, artístico e
aguerrido. Viviam na planície de Argos, na Grécia continental, e, assim como os
minoicos, eram uma civilização egeia. O período de grandeza se iniciou por
volta do ano 1600 a.C, quando os micenianos começaram a construir pequenas
cidades fortificadas, com destaque para Tirinto, Pilos e Micenas. A maioria
delas – construídas em fortalezas naturais e cercadas por sólidos muros
defensivos – abrigava palácios destinados à realeza. Por volta do ano 1450 a.C,
os micenianos ocuparam Creta e se apossaram do comércio marítimo dos minoicos,
viajando até a Ásia Menor e a Síria, e comerciando com a Sicília e a Itália.
Também deram início ao processo de colonização grega (que atingiu o apogeu no
período Clássico da Grécia), estabelecendo-se em Rodes, Chipre e no sudoeste da
Anatólia. Os micenianos converteram a escrita minoica em uma forma de grego,
que acabou sendo traduzida, revelando que os micenianos adoravam muitos dos
deuses gregos clássicos, inclusive Poseidon, Apolo e Zeus. A temática bélica se
destacava na arte micênica – que recebeu muitas influências minoicas, embora
conservando suas características -, estando presente em vasilhames, armaduras,
armamentos e máscaras de ouro. Os micenianos também são famosos por seus
túmulos em forma de poços. Por volta do ano 1200 a.C, segundo algumas lendas,
os micenianos saquearam Troia (situada na costa egeia da Anatólia), embora seja
provável que a amplitude dessa expedição tenha sido muito exagerada no relato
feito por Homero na Ilíada. A civilização miceniana ruiu por volta de 1120 a.C.
De modo geral, não se sabe o que provocou sua queda, mas esta ocorreu durante
um período de muitos distúrbios no leste do Mediterrâneo (o Império Hitita
desapareceu em 1205 a.C) e pode estar relacionada com as invasões promovidas
pelos Povos do Mar Egeu.
As Américas =
AS CIVILIZAÇÕES OLMECA E CHAVÍN
A primeira civilização reconhecida a surgir na América
Central ocupou as terras baixas e pantanosas de Veracruz, na costa leste do
México e do golfo do México. Ruínas de vilarejos, fragmentos de cerâmica e
vestígios de agricultura indicam que desde o segundo milênio antes de Cristo ocorriam
na América Central atividades humanas organizadas. Dessas atividades brotou a
civilização olmeca, aproximadamente em 1500 a.C. Os assentamentos mais
importantes parecem ter sido grandes sítios cerimoniais, onde foram encontradas
pirâmides de terra, juntamente com gigantescas cabeças esculpidas em pedras,
que se acredita serem representações dos governantes. Esses sítios cerimoniais
eram habitados por milhares de pessoas. Um dos maiores estava situado em La
Venta, e sobreviveu até o ano 400, sustentando uma próspera comunidade de
lavradores, pescadores, comerciantes e artesãos. Durante séculos após o ano 800
a.C, o estilo característico da arte olmeca (que frequentemente misturava
figuras de crianças com formas semelhantes a jaguares) se difundiu pela América
Central, chegando até ao que é hoje El Salvador. A cultura olmeca desapareceu
por volta do ano 400 a.C., absorvida por civilizações mais modernas, como a dos
maias. Mistérios ainda rondam os olmecas, pois ninguém sabe que idioma falavam
nem o que, exatamente, provocou seu desaparecimento. Muito mais ao sul, no
Peru, a civilização chavín, sediada no centro cerimonial de Chavín de Huantar,
no alto dos Andes, floresceu de 900 a.C a 200 a.C. A população de Chavín
possuía alto nível de proficiência nos trabalhos em pedra e um estilo artístico
que se difundiu por grande parte da região andina. Duzentas esculturas de pedra
finamente trabalhadas foram descobertas em Chavín de Huantar, que deve ter sido
um centro de peregrinação para os habitantes de todo o Peru.
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O MUNDO
ANTIGO 800 a.C – 400 d.C
Oriente Médio e África:
O IMPÉRIO AQUEMÊNIDA
Em 559 a.C, um jovem rei chamado Ciro II (o Grande) chegou ao
poder na Pérsia. Ao longo da década seguinte, construiu um império que chegou a
dominar um quinto da população mundial. Essa dinastia de reis persas foi
chamada de Aquemênida, em homenagem a Aquêmenes, o fundador da dinastia. Por
volta de 549 a.C, Ciro mobilizou seu povo e conquistou as terras dos medos, que
habitavam o Norte do Irã e controlavam a Pérsia, obtendo a Assíria nesse
processo. Dois anos depois, os poderosos exércitos de Ciro dominaram as cidades
jônicas da Ásia Menor e, em 539 a.C, capturaram a Babilônia e a Palestina – para onde
Ciro permitiu que os judeus exilados voltassem e reconstruíssem seu Templo em
Jerusalém. Pouco antes de morrer, em 529 a.C, ele já havia expandido seu império
até as fronteiras da Índia. Na época do rei Dario I (522-486 a.C), as fronteiras
da Pérsia incluíam o Egito e se estendiam do Norte da Índia, a leste, até a
Turquia, a oeste, colocando a Pérsia em pé de igualdade com a Assíria, o maior
império que o mundo já vira até então. Para manter o controle de seus vastos
domínios, Dario I estabeleceu um eficiente sistema de taxas administrativas e
construiu, no ano 500 a.C, uma estrada de 2.400 km, de Susa, no atual Irã, a Éfeso,
na Turquia. Foi aproximadamente nessa época que a antiga religião persa do
zoroastrismo se firmou. Surgida no Irã por volta do ano 600 a.C, seus conceitos
de ressurreição, julgamento final, céu e inferno iriam influenciar o islamismo,
o judaísmo e o cristianismo, religiões que se tornaram mundiais. No ano 500 a.C,
os gregos jônicos se rebelaram. Em 490 a.C, Dario enviou um exército para
Atenas para que a cidade-estado fosse punida por estar ajudando os rebeldes.
Conseguiu reprimir as revoltas, mas foi derrotado pelos gregos, mais tarde, na
famosa Batalha de Maratona, que desencadeou as chamadas Guerras Persas,
travadas entre a Grécia e a Pérsia. Tentando obter o controle da Grécia,
Xerxes, o sucessor de Dario, incendiou Atenas em 480 a.C, mas acabou sendo
derrotado naquele mesmo ano. Tal derrota assinalou o início do declínio persa,
completado em 330 a.C, quando o império foi conquistado por Alexandre, o
Grande.
O IMPÉRIO PARTA
Após o período em que foi controlado por macedônios e gregos
(conhecido como Império Selêucida), o Irã caiu em 247 a.C sob o domínio da
Pártia, um pequeno reino no Nordeste da Pérsia. Ao longo dos séculos seguintes,
os partas construíram um império (também conhecido como dinastia arsácida), que
em seu apogeu se estendia das margens do Eufrates até as do Indo. Situado na
Rota da Seda, que ligava a China ao Império Romano, o Império Parta se tornou
um polo comercial. Entre os governantes partas se destacam Mitridates I
(171-138 a.C), que se espelhava no grande imperador Dario I, e os poderosos
reis Mitridates II (123-88 a.C) e Fraates III (70-57 a.C). Os partas eram
cavaleiros e guerreiros notavelmente hábeis – os arqueiros conseguiam desferir
flechadas enquanto cavalgavam (técnica conhecida como “disparo parta”), o que
lhes dava grande vantagem nos campos de batalha. O Império Parta adotava uma
mistura de culturas – persa, grega e regional -, embora a corte arsácida, que
retivera muitas influências gregas, acabasse reincorporando gradativamente as
tradições iranianas. Ao se expandir para o oeste, a Pártia entrou em conflito
com Roma, inicialmente pelo controle da Armênia. No ano 53 a.C, na Batalha de
Carras, os partas infligiram uma retumbante derrota a Marcus Licinius Crassus,
no que foi considerado um dos maiores desastres militares da história de Roma:
um exército romano de 44 mil soldados foi posto em fuga, e apenas 10 mil
escaparam com vida. Essa batalha encerrou de maneira definitiva as ambições de
Roma a leste. Nas guerras entre romanos e partas que se seguiram (66 a.C – 217
d.C), alguns imperadores romanos invadiram a região, chegando em uma ocasião a
tomar Ctesifonte, a capital da Pártia. Por fim, a instabilidade do país e as
guerras entre seus próprios dirigentes provocaram o colapso do império, que em
224 d.C foi conquistado pelos persas, comandados por Ardacher I, um senhor da
guerra oriundo da província de Fars, no atual Irã, e fundador da dinastia sassânida.
O IMPÉRIO SASSÂNIDA
Estabelecido por Ardacher I em 224 d.C, o Império Sassânida
é considerado um dos períodos mais importantes e influentes da história
iraniana. Foi o momento em que a antiga cultura persa (anterior às conquistas
muçulmanas) atingiu o apogeu. A corte sassânida, sediada na cidade de
Ctesifonte, tornou-se o centro de uma cultura brilhante em que os sábios
estudavam astronomia, artes, medicina e filosofia, e as pessoas se envolviam em
passatempos como jogos de xadrez e polo. A arte sassânida influenciou
fortemente a arte islâmica, e seu impacto foi sentido na china, na Ásia central
e na Europa ocidental. Os sassânidas também se tornaram famosos por suas
esculturas em pedra. A consolidação do império, que se estendia do deserto
sírio até o noroeste da Índia, provocou guerras constantes, sobretudo com
romanos, hunos, turcos e bizantinos. Durante a conquista da Armênia, o rei
Sapor I (240/42-272 d.C) ficou famoso por sua vitória na Batalha de Edessa, em
260 d.C, e pelo aprisionamento do imperador romano Valeriano. Em 296 d.C, os
romanos recuperaram a vantagem, e os sassânidas foram expulsos da Armênia e da
Mesopotâmia. Politicamente, o controle do império flutuou entre o poder central
de monarcas poderosos (como Cosroés I, que morreu em 579 d.C) e o poder local
de nobres destacados. No século VII, antes das conquistas árabes, o império se
desintegrou e o zoroastrismo acabou declinando.
OS HEBREUS E SEU “DEUS ÚNICO E VERDADEIRO”
Os hebreus eram nômades semitas que emigraram para Canaã
vindos do leste, no final do segundo milênio a.C. Após derrotar os filisteus (“Povos
do Mar” que se estabeleceram na costa da Palestina), o rei Davi (1006-962 a.C),
com a ajuda do rei fenício Hiram, de Tiro, constituiu uma Palestina unificada,
tendo Jerusalém como capital religiosa e política. Após 930 a.C, no entanto, o
país foi novamente dividido: Israel, ao norte, e Judá, incluindo Jerusalém, ao
sul. Em 721 a.C, a Assíria assumiu o controle de Israel. Por volta de 586 a.C,
Judá caiu sob o domínio dos babilônios, e nesse período Jerusalém foi destruída.
Seus habitantes foram levados cativos para a Babilônia, onde começaram a
escrever sua história, no que viria a ser a Torá e os primeiros livros da
Bíblia. Em 538 a.C, quando a Babilônia foi conquistada pelos persas, os judeus
receberam permissão para retornar a Jerusalém, onde os fundamentos religiosos e
políticos do judaísmo foram estabelecidos. Alguns judeus decidiram permanecer
na Babilônia, formando assim a primeira diáspora judia. A essa altura, os
judeus haviam desenvolvido forte senso de identidade como povo escolhido ´por
Deus Todo-Poderoso, o “Deus único e verdadeiro”, que, conforme as Escrituras,
apareceu para o pastor Abraão na primeira metade do segundo milênio a.C. Essa
adoração a um único deus, conhecida como monoteísmo, influenciaria o
cristianismo e o islamismo, que também partilham o mesmo ancestral: Abraão. Na
Bíblia, Jesus é descendente de Abra~~ao, enquanto na tradição muçulmana Abraão
é o “Pai dos Profetas” e antepassado dos povos árabe e judeu. Em 333 a.C,
Alexandre o Grande conquistou a Palestina. A partir de então a região teve
diversos governos, entre eles os impérios romano, sassânida e bizantino. A
presença dos judeus foi diminuindo na região, enquanto a Galileia se tornava o
principal centro da religião judaica. No ano 636 d.C , os árabes conquistaram a
Palestina, que permaneceu sob o controle muçulmano por 1.300 anos.
O NASCIMENTO DO CRISTIANISMO
Por volta do ano 30 d.C, um carpinteiro judeu chamado Jesus,
que vivia na Galileia, situada na Palestina judia (então província romana),
começou a pregar sobre Deus, a quem todos deveriam obedecer. Seus ensinamentos
se tornaram populares, e Jesus logo conseguiu muitos seguidores (12 dos quais,
conhecidos como apóstolos, escolheu para difundir sua mensagem). Jesus falava
de um deus compassivo e misericordioso, um deus de todos os homens e raças,
para quem os princípios da caridade, da humildade e da sinceridade superavam os
das cerimônias rituais. Seus ensinamentos o colocaram em conflito com as
autoridades, que o viam como um subversivo político e social. Em Jerusalém, foi
condenado à morte pelo Sinédrio, a mais alta corte judia, que o levou até Pôncio
Pilatos, o governador romano, que determinou que Jesus fosse crucificado. Três
dias após a crucificação, os seguidores de Jesus anunciaram que ele
ressuscitara, o que justificou a crença de que ele era o Messias, ou Cristo (“O
Ungido”, em grego). Ao longo dos dois séculos seguintes, seus ensinamentos,
consagrados nos quatro evangelhos do Novo Testamento, se propagaram no mundo
romano. Esse processo foi impulsionado
em grande parte pelos textos de um antigo fabricante de tendas da Ásia Menor,
mais tarde conhecido como São Paulo, que escreveu 13 dos 27 livros do Novo
Testamento. Os imperadores romanos tentaram erradicar aquele novo e perigoso culto
com perseguições generalizadas – principalmente sob o governo de Décio, em 250
d.C, e de Diocleciano, em 303-11 d.C Mas foi em vão. Por fim, em 313 d.C, o
imperador Constantino promulgou um decreto de tolerância ao cristianismo. E a
partir de 324 d.C iniciou um processo para transformar o cristianismo na religião
oficial do Império Romano (terminado em 381 d.C, no Concílio de
Constantinopla). Subsequentemente, o cristianismo se difundiu na Europa e em
outros continentes, tornando-se uma importante influência na formação da
civilização ocidental.
O REINO DE CUCHE
O Reino de Cuche – o Estado africano mais importante da
Antiguidade depois do Egito – surgiu nas terras altas da Núbia (hoje Sudão) e
adquiriu tanto poder que dominou o Antigo Egito por mais de 100 anos. Aproximadamente
a partir do ano 2000 a.C, o reino foi em grande parte dominado pelo Egito, o
vizinho do Nordeste, o que não impediu os cuchitas de desenvolver uma cultura
rica e própria. Por volta do ano 1000 a.C, com o enfraquecimento da influência
egípcia, os governantes cuchitas conseguiram uma independência nominal, e por
volta de 800 a.C surgiu um novo Reino de Cuche, com capital em Napata. Em 715
a.C, os cuchitas, sob a liderança dos reis Piye e Shabaka, conquistaram o Egito
e derrubaram a dinastia egípcia reinante. Até 654 a.C eles governaram o país
como faraós, possivelmente a partir de Mênfis, sua nova capital. Então, uma
invasão assíria lhes forçou a retirada para Cuche. A civilização cuchita,
entretanto, continuou a prosperar. Por volta de 591 a.C, a capital do país foi
transferida para a cidade de Meroé, ao sul. Localizada na margem leste do Nilo
e próxima ao mar Vermelho, a capital se tornou um centro de comércio – com destaque
para os artigos de luxo produzidos localmente, confeccionados em ébano, ouro e
marfim – e uma grande cidade, com templos e palácios. Meroé dispunha de ricos suprimentos de
minério de ferro e madeira, o que propiciou o surgimento de uma das mais
antigas indústrias de fundição de ferro da África. Os cuchitas estão também
entre os primeiros povos a desenvolver uma escrita alfabética 9ainda não
decifrada). No século III a.C, a civilização cuchita começou a declinar,
provavelmente porque os recursos naturais se exauriram e ela perdeu postos de comércio
no mar Vermelho para Axum, um reino vizinho (que em 350 d.C, acabou invadindo
Cuche e destruindo Meroé).
A ERA CARTAGINESA
A cidade de Cartago, situada na costa da atual Tunísia e
fundada pelos fenícios em 814 a.C, cresceu rapidamente e se tornou uma das
maiores cidades da costa norte-africana. Sua fundação é a base de várias
lendas, em particular a que inspirou o poeta romano Virgílio em sua obra
Eneida, na qual a rainha Dido, após fugir da cidade fenícia de Tiro, funda
Cartago. Por volta de 600 a.C, Cartago se libertou do controle fenício e
tornou-se um importante centro mercantil, ligando o interior africano com o
mundo mediterrâneo. Sua riqueza se baseava na navegação e no comércio, além da
exploração de minas de prata no Norte da África e Sul da Espanha. Os interesses
de Cartago no Norte da África, na Espanha e na Sicília (onde estabeleceu
colônias) acabaram lhe acarretando conflitos, primeiro com a Grécia, no século V,
e depois com Roma, nas Guerras Púnicas, que se iniciaram em 264 a.C. Na segunda
Guerra Púnica (218-201 a.C) o exército de Cartago foi liderado pelo comandante
da Espanha, Aníbal, que atravessou os Alpes com suas tropas e 40 elefantes em
direção a Roma, em uma campanha que se tornou famosa. Sua maior vitória foi em
Canas, no ano 216 a.C, quando 60 mil soldados romanos foram mortos. Aníbal,
entretanto, não conseguiu destruir Roma. No final da terceira Guerra Púnica
(146 a.C), os romanos destruíram Cartago, que teve 200 mil de seus habitantes
massacrados e os 50 mil restantes vendidos como escravos. Cartago foi reconstruída
como cidade romana, e assim prosperou, tornando-se um dos maiores centros do
cristianismo. Em 533 d.C, foi
incorporada ao Império Bizantino, mas acabou sendo destruída pelos árabes em
705 d.C, substituída pela cidade de Túnis.
Extremo Oriente:
O BUDISMO
A fé budista tem origem nos ensinamentos de Sidarta Gautama,
nascido em 563 a.C no Norte da Índia. Gautama provinha de família abastada, mas
aos 29 anos decidiu renunciar às riquezas e viver como mendigo, de modo a poder
procurar o verdadeiro sentido da vida. Em 528, sentado sob uma figueira, ele
encontrou a Iluminação. Desde então dedicou sua vida a ensinar aos outros o que
havia aprendido. O tema central de seus ensinamentos (o darma) e do budismo
postula que todos os fenômenos estão ligados por uma cadeia de dependência; que
o sofrimento do mundo é causado pelo desejo egoísta; que alguém só se liberta
do ciclo de renascimento caso siga o caminho do Buda, e que o objetivo da vida
é alcançar o estado de “nirvana”, literalmente a “extinção do desejo”. Sidarta
Gautama tornou-se conhecido como o Buda (“o Iluminado”). Após sua morte, por
volta de 482 a.C vários monges difundiram seus ensinamentos no Norte da Índia.
No século III a.C, Asoka imperador indiano da dinastia Maurya, ajudou a levar o
budismo até o Ceilão (Sri Lanka), no sul, e à Caxemira, no norte; enviou também
missionários ao Sião (hoje Tailândia) e à Birmânia (hoje Mianmar), e ainda
mandou construir vários monumentos e monastérios budistas. Aproximadamente em
150 d.C, o comércio entre a Índia e a China levou monges maaianas até a China,
onde ministraram os ensinamentos do Buda. No século III d.C, textos
fundamentais do budismo foram traduzidos para o chinês, e nos séculos IV e V, o
budismo tornou-se a fé predominante na China. O budismo foi levado à Coreia no
século IV e difundido no Japão entre os anos 550 d.C e 600 d.C. Paralelamente,
declinou na Índia, substituído em grande parte pelo hinduísmo.
OS IMPÉRIOS MAURYA E GUPTA E A ERA DOURADA DA ÍNDIA
Importante e politicamente poderoso, o Império Maurya
(321-185 a.C) foi o primeiro exemplo de um sistema de Estados no subcontinente
indiano. Foi fundado por Chandragupta Maurya, que conquistou o Reino de Nanda,
no Nordeste da Índia, e, em 305 a. C, assumiu o controle de algumas províncias
do Afeganistão e de grande parte do atual Paquistão, após uma vitória sobre
Seleukos, ex-general de Alexandre, o Grande. O filho de Maurya dominou a maior
parte do Sul da Índia, e seu neto, Asoka, após conquistar o pequeno Reino de
Kalinga, dedicou boa parte de seu reinado a promover o budismo. Após a morte de
Asoka, em 232 a.C, o império se fragmentou em pequenos reinos, como os
principados gregos do Punjab, em 170 a.C, e, em 50 d.C, o Império Kushana, no
Norte da Índia. Este último acabou se tornando vassalo do Império Sassânida em
240 d.C. Em 320 d.C, Chandragupta I, governante do Reino de Magadha, aumentou
seu império, que, sob os reis guptas subsequentes, cresceu até englobar a maior
parte da Índia. A dinastia Gupta é frequentemente chamada de “Era de Ouro da
Índia”, pois foi um longo período em que a arte, a arquitetura e a literatura
floresceram em um ambiente de paz e prosperidade. Templos e palácios
deslumbrantes foram construídos e surgiu uma notável literatura em sânscrito,
como as histórias épicas do Mahabharata e do Ramayana, fundamentais para o
desenvolvimento do hinduísmo e até hoje encontradas e reencenadas no sudeste da
Ásia. Os guptas, ao que tudo indica, são também responsáveis pelo
desenvolvimento do bramanismo como conceito teológico. Além disso, os guptas
inventaram o método de escrever números que é erroneamente chamado de arábico –
os árabes apenas o repassaram aos europeus -, o sistema numérico decimal e o
conceito de zero. O Império Gupta acabou ruindo no século VI, em grande parte
devido às invasões dos hunos, originários da Ásia central.
AS DINASTIAS CHIN E HAN DA CHINA E CONFÚCIO
Entre 485 a.C e 221 a.C, a China encontrava-se dividida em
diversos reinos e Estados, entre eles o de Zhou, que competiam entre si. Nesse
contexto, surgiu o Reino de Chin (do qual se deriva o nome China), que em 221
a.C formou o primeiro império unido da China. O imperador Chin instituiu uma
rígida forma de governo, e estabeleceu um sistema unificado de escrita, pesos e
medidas. Preocupado com as tribos errantes do Norte, mandou edificar a Grande
Muralha da China (interligando muralhas defensivas anteriores) e ordenou a
confecção de estátuas em tamanho natural de todo um exército, o que se tornou
conhecido como “o Exército de Terracota”. A dinastia Chin só existiu até o ano
207 a.C, mas durante seu breve governo estabeleceu as fronteiras aproximadas e
os sistemas administrativos básicos da China moderna. A dinastia Han, que durou
muito mais tempo (206 a.C – 220 d.C), consolidou firmemente a cultura chinesa
(de modo que han se tornou a palavra chinesa para pessoas dessa etnia). As
artes cênicas floresceram, assim como a pintura, a escultura e o desenho;
grandes avanços foram feitos nos campos da ciência e da tecnologia. Muitas
dessas inovações permaneceram por algum tempo desconhecidas do mundo ocidental,
como o papel, o relógio de sol, o sismógrafo e a bússola. Os dirigentes Han
estenderam as fronteiras visando incluir a Coreia e partes do Vietnã, e
intensificaram os contatos com o mundo além-fronteiras, principalmente ao longo
da estrada comercial de 6.500 km conhecida como Rota de Seda através da qual os
mercadores chineses transportavam tecidos de seda para o mundo ocidental, desde
cerca do ano 100 d.C. Os Han deram continuidade à forma de governo altamente
centralizada dos Chin, embora seus líderes fossem ensinados a respeitar os
ensinamentos do grande filósofo chinês Confúcio (551-479 a.C). A ideologia
confuciana enfatizava a moderação e a virtude acima do ganho individual e a
possibilidade de se moldar o próprio destino, entre outras ideias
corporificadas em um código social e uma filosofia influentes ainda hoje na
China, Coreia, Japão e Vietnã. A partir de 189 d.C, o Império Han começou a
ruir, subdividindo-se em governos regionais disputados por senhores da guerra.
Europa:
OS ESTRUSCOS E A FUNDAÇÃO DE ROMA
Os etruscos eram habitantes da antiga Etrúria (que
corresponde de forma aproximada à moderna Toscana, na Itália), cujas
cidades-estado formavam uma frouxa aliança. A cultura etrusca se desenvolveu na
Itália a partir de 800 a.C. Nos séculos VI e VII a.C, os etruscos dominavam
grande parte da Itália central. A origem dos etruscos permanece um mistério.
Uma das teorias é a de que eles vieram da Ásia, em seguida ao colapso do
Império Hitita. Os etruscos utilizavam um alfabeto derivado do grego, mas seu
idioma ainda não foi decifrado. Ricos vestígios arqueológicos, no entanto, testemunham
uma forte tradição, que incluía impressionantes trabalhos em bronze e
esculturas figurativas. Sua arte e arquitetura tiveram grande influência sobre
Roma. Foram o primeiro povo a construir cidades inteiras com traçado ortogonal,
e suas mulheres participavam livremente da vida pública. Eram também conhecidos
por seu poder naval. No final do século VI a.C, no entanto, os etruscos
acabaram expulsos do sul da Itália central pelos gregos (que lá haviam
estabelecido a Magna Grécia), juntamente com as antigas tribos indo-europeias
dos latinos e samnitas. A cidade de Roma – fundada em 753 a.C, de acordo com a
tradição romana – foi estabelecida por diversas comunidades, inclusive etruscos
e latinos. Rômulo, seu primeiro rei e fundador, foi sucedido por seis reis que
eram tanto de origem latina quanto etrusca. Segundo a lenda, em 509 a.C o
tirânico governo de Tarquínio, o Soberbo, que era etrusco, levou a população de
Roma a expulsá-lo da cidade. Após esse fato, os romanos instauraram uma
república. Em 474 a.C, a armada da Etrúria foi derrotada por uma coalizão de
cidades da Magna Grécia, na Batalha de Cumas. A partir de então a civilização
etrusca começou a sofrer um longo declínio, até ser finalmente anexada pela
república romana, em meados do século III a.C.
A GRÉCIA ANTIGA E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA
Os anos mais obscuros que se seguiram à queda da civilização
miceniana acabaram levando ao surgimento de poderosas cidades-estado na Grécia.
As realizações científicas e culturais da Grécia antiga iriam se difundir por
um vasto território, influenciando profundamente o Império Romano e a
civilização ocidental. No início de 730 a.C, as cidades gregas começaram a se
desenvolver, assim como seu comércio marítimo e a produção agrícola. Isso foi
propiciado, em parte, pelo Império Assírio cada vez mais poderoso e ávido por
produtos importados. Foi assim que as cidades gregas se transformaram em
cidades-estado, com Atenas, Esparta, Corinto e Tebas despontando como as mais
poderosas no Período Arcaico (650-480 a.C). Frequentemente em guerra, essas
cidades-estado se encontravam pacificamente de quatro em quatro anos no mais
prestigioso evento esportivo da Grécia: os Jogos Olímpicos. O aumento do
comércio deu origem a um sistema flexível de escrita (que adaptou e aprimorou o
alfabeto fenício) e a uma alfabetização generalizada. O Período Arcaico da
Grécia assistiu à criação dos poemas épicos de Homero, “Ilíada” e “Odisseia”,
ao desenvolvimento da teoria matemática de Pitágoras e ao estabelecimento de
colônias gregas e centros de comércio em terras distantes, como o Egito,
Bizâncio e Siracusa, na Sicília. O Período Clássico (480-336 a.C) é conhecido
como a época mais importante da história grega. Constituída por algumas
centenas de cidades-estado, a Grécia era governada pela mais poderosa delas,
Atenas. Durante esse período, os gregos repeliram as tentativas dos persas de
anexar seu território, como na famosa Batalha de Maratona, no ano 490 a.C. Em
celebração à vitória grega foi construído o Partenon. No século V a.C, Atenas repeliu com sucesso
uma invasão espartana; em seguida, em uma tentativa de evitar um governo
tirânico por parte de ricos proprietários de terras da região, a população
ateniense instituiu a primeira democracia do mundo (a palavra democracia vem do
grego demokratía, “governo do povo”), na qual todos os cidadãos tinham direitos
iguais – exceto mulheres, escravos, crianças e estrangeiros, que perfaziam 85 a
90% da população. A Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta de 431
a 404 a.C, terminou com a vitória de Esparta, que se tornou a força dominante
na região. Atenas jamais recuperou sua antiga prosperidade. No ano 411 a.C, a
democracia ateniense foi derrubada.
ALEXANDRE, O GRANDE E O PERÍODO HELENISTA
Em 339 a.C, a conquista da Grécia por Filipe II, da Macedônia
(um reino vizinho governado por uma aristocracia militar), marcou o início do
que iria se tornar o Período Helenista da Grécia (323-30 a.C). Soldado
excepcional. Filipe II revolucionou as operações militares na Grécia mediante a
utilização da cavalaria e de técnicas de cerco (usadas somente pela Assíria).
Filipe foi assassinado em 336 a.C, e seu sonho de conquistar o Império Persa
continuou com seu filho de 21 anos, Alexandre III – aluno de Aristóteles, o
grande filósofo macedônio. -, que mais tarde seria conhecido como Alexandre, o
Grande. Herdando o excelente exército de seu pai, Alexandre iniciou uma
campanha que durou 11 anos, e criou o maior império que o mundo já vira,
firmando-se como um dos maiores gênios militares da história. Após assumir o
trono, invadiu a Pérsia e derrotou o rei Dario na Batalha de Isso, em 333 a.C
(libertando as cidades gregas da Anatólia). Depois controlou a Síria, destruiu
a cidade fenícia de Tiro e conquistou terras longínquas, como o Egito e o
noroeste da Índia. O idioma e a cultura gregas se difundiram simultaneamente
nesses vastos territórios. No Egito, Alexandria (fundada por Alexandre em 332
a.C) e Antioquia, na Síria, transformaram-se em dois grandes centros de difusão
da cultura helênica, enquanto a influência das cidades-estado gregas entrava em
declínio. Após sua morte, em 323 a.C, grande parte do império foi dividido em
reinos, cada um governado por um general macedônio, entre eles Ptolomeu (que
governou de 323 a 285 a.C), cuja dinastia no Egito durou quase 300 anos, até o
país ser anexado por Roma no ano 30 a.C, e Seleuco (que governou de 312 a 281
a.C), cujos descendentes governaram da Trácia às fronteiras da Índia até meados
do século II a.C, quando foram expulsos pelos partas.
A REPÚBLICA ROMANA
No ano 509 a.C, os nobres de Roma transformaram o reino em
uma república governada por dois cônsules eleitos por um senado. A civilização
que surgiria dessa antiga cidade – suas realizações culturais, linguísticas e
tecnológicas – duraria por mais de mil anos e, a certa altura, incluiria grande
parte da Europa, o Norte da África e o Oriente Médio. Nos séculos que se
seguiram a 509 a.C, Roma foi se tornando mais poderosa. Em 272 a.C, após
derrotar os etruscos, os samnitas e os colonos gregos da Itália (e de construir
a Via Ápia, uma de suas estradas mais famosas), assegurou o domínio da
península itálica. Conflitos com Cartago deflagraram as Guerras Púnicas
(264-146 a.C), nas quais despontou o general cartaginês Aníbal. Em 146 a.C,
entretanto, os romanos destruíram Cartago e se apoderaram de diversos
territórios da Sicília, Espanha e do Norte da África. Depois, com as quatro Guerras
Macedônicas, estenderam seu poder até a Macedônia, Grécia e partes da Anatólia.
Porém, os poderosos partas, na Pérsia, bloquearam sua expansão ao leste. Entre
58 e 50 a.C, o general romano Júlio César conquistou toda a Gália. Seus
sucessos militares residiam menos em sua cavalaria e armamentos que em suas
táticas, disciplina e engenharia militar. Após um período de guerra civil em
Roma, César declarou-se ditador vitalício da república. A reação dos senadores
foi esfaqueá-lo publicamente até a morte, em 44 a.C. Tal fato deu início a um
acirramento da briga pelo poder, até que Otaviano, filho adotivo de Júlio César,
derrotou o general Marco Antônio e a rainha Cleópatra na Batalha de Áccio, em
31 (anexando o Egito). Em 27, Otaviano forçou o Senado a agracia-lo com um novo
nome, Augusto – que significa majestoso, venerável. Com a república agora
morta, Augusto governou Roma (27 a.C – 14 d.C) como seu primeiro imperador.
O IMPÉRIO ROMANO
A implantação do império trouxe paz e estabilidade a Roma.
Milhares de soldados romanos guardavam suas fronteiras, enquanto imperadores e
administradores construíam estradas e grandes cidades, servidas por elaborados
sistemas de água e esgoto. O sistema jurídico e administrativo e um idioma
comum (latim no Oeste e, mais tarde, grego no Leste) mantinham a unidade
territorial. O comércio e a influência de Roma iam muito além das fronteiras do
império, alcançando a Índia, a Rússia, a Ásia e, através da Rota da Seda, a
China. Os imperadores romanos diferiam em capacidade. Cláudio (41-54 d.C)
conquistou a Grã-Bretanha em 43 d.C; Nero (54-68 d.C) foi um tirano cruel, que
ordenou a queima de cristãos. Trajano (98-117 d.C) expandiu o império até seu
tamanho máximo; Adriano (117-138 d.C) limitou uma expansão maior, construindo
uma muralha com seu nome, no Norte da Grã-Bretanha. Em 286 d C, com propósitos administrativos,
o imperador Diocleciano dividiu o império em duas partes: a oriental e a
ocidental (que deveriam, porém, ser consideradas como partes de um todo
indivisível). Em 324 d.C, o imperador Constantino reunificou o império,
estabeleceu a cidade de Bizâncio como sua capital e a renomeou como Constantinopla,
fundando assim o Império Bizantino. No final, o próprio tamanho do império
acarretou sua queda. A partir de ano 180 d.C, Roma entrou em um período de
instabilidade, e suas tropas começaram a enfrentar uma crescente oposição na
Europa e na Ásia (notavelmente em 260 d.C, quando o Império Sassânida derrotou
e aprisionou o imperador Valeriano na Batalha de Edessa). Em 396 d.C, o império
foi novamente dividido em dois, com a metade leste cada vez mais enfraquecida
por batalhas contra invasores oriundos da Europa central. No século V d.C,
tribos germânicas cruzaram o rio Reno e penetraram o império, saqueando Roma
três vezes. O Império Romano do Ocidente desmoronou finalmente em 476 d.C, em
seguida à abdicação de Rômulo Augusto, último imperador romano.
OS CELTAS
Os celtas eram tribos indo-europeias que por volta do ano
500 a.C habitavam o sudoeste da Alemanha, o nordeste da França (onde eram
conhecidos como gauleses) e a Boêmia. Cavaleiros e metalúrgicos habilidosos, os
celtas devem ter vivido originalmente na região do mar Cáspio. Os mais antigos
registros arqueológicos que se conhecem dos celtas – túmulos de chefes em
Hallstatt, Áustria – datam de 700 a.C. Escavações arqueológicas revelaram que
os celtas formaram uma das primeiras culturas da Idade do Ferro na Europa, e
que comerciavam com a Grécia antiga e a Etrúria. Por volta de 400 a.C, tribos
celtas entraram na Itália, estabelecendo-se no vale do Rio Pó e saqueando Roma
em 390 a.C. Ao mesmo tempo, outras tribos celtas rumavam para o sul, invadindo
a França e a Espanha. A leste, penetraram a Anatólia (onde fundaram a Galácia),
e a oeste, as Ilhas Britânicas. Entre meados do século V a.C e o século I a.C,
o povo celta provavelmente atingiu o ápice de seu poder, com destaque para o
estilo característico da cultura La Tene (padrões geométricos e desenhos
estilizados de animais), presente em grande parte de suas joias e utensílios de
metal. Os celtas, em sua maior parte, eram povos agrícolas que desenvolveram o
arado puxado a bois em vez do equipamento manual, e cujos ritos religiosos eram
conduzidos por sacerdotes, os druidas. Viviam em aldeias bem defendidas e
fortalezas no alto de colinas. Não tinham, no entanto, um sistema de escrita
nem coesão política. Assim, legiões romanas altamente treinadas e tribos
germânicas acabaram por sobrepuja-los. Bolsões de cultura e língua celta
sobreviveram apenas nas fímbrias da Europa: Bretanha, País de Gales, Escócia,
Irlanda e Ilha de Man (o bretão, o galês, o gaélico escocês e o gaélico
irlandês são línguas celtas).
As Américas:
CULTURAS PERUANAS
Os paracas, cuja cultura estava relacionada à civilização
chavín, floresceram de 900 a 400, aproximadamente, na península desértica ao
norte de Lima. Muito do que sabemos sobre os paracas provém das escavações
feitas na década de 1920 d.C em Cerro Colorado, que revelaram túmulos em forma
de poços, cada um contendo inúmeros corpos embrulhados em tecidos de textura
intrincada. Esses túmulos revelam que os paracas seguiam elaborados ritos de
sepultamento e mumificação, depositando cerâmicas e outras oferendas ao lado de
seus mortos, e possivelmente secando ou defumando os corpos para preservá-los.
De 100 a 800 d.C, outra civilização conhecida como moche, surgiu mais ao norte,
em Sipán, na costa peruana. Os moches se destacavam por seus objetos de
cerâmica detalhadamente pintados (e por produzi-los, pela primeira vez, através
de moldes, permitindo assim a produção em massa de alguns tipos), por sua
metalurgia e as monumentais construções em forma de pirâmides, conhecidas por
huacas. A maior era a Huaca del Sol, que com 40 metros de altura foi a maior
construção pré-colombiana no Peru. Os moches, que tinham sua cultura baseada na
agricultura, desenvolveram sofisticadas técnicas de irrigação e introduziram o
uso do guano (excremento de aves) como fertilizante.
OUTRAS CULTURAS NAS AMÉRICAS
Na América do Norte, prevalecia a vida nômade,
características da Idade da Pedra, embora por volta do ano 500 a.C, surgissem
novos métodos de agricultura, notadamente no vale do rio Ohio. Nessa região, os
povos de cultura adena, que subsistiam em grande parte como caçadores-coletores,
passaram a cultivar algumas plantas locais, como o girassol, abóbora e tabaco,
usado em cerimônias. Costumavam erguer grandes montes de terra para enterrar
seus mortos. Erguiam os montes também no formato de animais; alguns deles, como
o Monte da Serpente, no sul de Ohio, perduram até hoje. Por volta do ano 200
d.C, os índios conhecidos como mogollon, que viviam nas montanhas a sudeste do Arizona
e no sudoeste do Novo México, começaram a produzir objetos de cerâmica muito
bem-feitos e ricamente pintados. Viviam em pequenos pueblos com casas
semienterradas e, assim como os adenas, obtinham alimentos por meio da caça e
da coleta. Suas pequenas comunidades duraram até 1450 d.C, aproximadamente.
Mais ao sul, no México, por volta do século VIII d.C, a cidade hoje conhecida
como Monte Albán foi uma das primeiras da América Central. Situada no alto de
uma colina do estado de Oaxaca, surgiu como centro da antiga cultura zapoteca.
Abrigava grandes praças, passagens subterrâneas, quadras para jogos com bolas e
elaboradas sepulturas. Atingiu o apogeu entre os anos 400 e 500 d.C, mas foi
abandonada por volta de 750 d.C.
( continua ... )
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Do Livro: Os 100 Maiores Líderes Militares da História , De: Nigel Cawthorne , Editora: Difel Bertrand Brasil
ANTIGUIDADE:
LEÔNIDAS DE ESPARTA "nós os combateremos à sombra."
- 494 aC : Os persas debelam a revolta grega na Jônia.
- 492 : A esquadra persa invasora é afundada por uma tempestade.
- 490 : Os persas são vencidos em Maratona.
- 489 : Leônidas é coroado rei de Esparta.
- 480 : Batalha das Termópilas ; Leônidas morre.
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SUN TZU "conheça o inimigo e conheça a ti mesmo, e, assim, poderás lutar uma centena de batalhas sem ser derrotado."
- 400-330 aC
- Quarto século antes de Cristo: serve no exército do rei de Wu ; escreve A Arte da Guerra
- 760 dC : A Arte da Guerra é traduzido para o japonês.
- 1722 : Surge a edição francesa.
- 1782 : Nova edição francesa.
- 1782 : Nova edição francesa, que se acredita tenha sido lida por Napoleão.
- Usada por Mao Tsé-tung no controle da China pelo comunismo.
- Usadas pelo general Giap para derrotar os franceses e os norte-americanos na Indochina.
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ALEXANDRE, O GRANDE "meu filho, procure um reino que lhe faça justiça, pois a Macedônia é muito pequena" (Filipe II)
- 356 aC : Nasce Alexandre, filho de Filipe II da Macedônia.
- 340 : Assume o comando enquanto o pai ataca Bizâncio.
- 338 : Comanda o flanco esquerdo na Batalha de Queroneia.
- 336 : Sucede o pai assassinado.
- 334 : Batalha de Granico.
- 333 : Batalha de Iso.
- 332 : Ataca Tiro e toma o Egito, onde funda Alexandria como sua capital imperial.
- 331 : Batalha de Gaugamela.
330 : Recebe o titulo de "o Grande" e é chamado de "Senhor da Ásia".
- 326 : Batalha de Hidaspes.
- 323 : Morre na Babilônia quando retornava à Macedônia.
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ANÍBAL "ele jamais pediu aos outros que fizessem o que ele mesmo não poderia fazer e não faria." (cronista romano)
- 247 aC : Nasce em Cartago, no norte da África, filho de Amílcar Barca.
- 221 : Assume o comando das forças cartaginesas na Espanha.
- 218 : Cruza os Alpes.
- 217 : Derrota Caio Flamínio no lago Trasimeno.
- 216 : Inflige a maior derrota ao exército romano em Canas.
- 204 : Forçado a bater em retirada da Itália depois de um ataque a Cartago.
- 202 : Derrotado por Cipião, o Africano, em Zama.
- 196 : Exilado na Síria.
- 195 : Escapa para Éfeso, a fim de auxiliar Antíoco a combater Roma.
- 190 : Antíoco é derrotado, e Aníbal foge.
- 183 : Comete suicídio para evitar ser capturado pelos romanos.
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CIPIÃO, O AFRICANO "na única ocasião em que Cipião e Aníbal se enfrentaram em batalha, Cipião venceu." (Bernard Montgomery)
- 236 aC : Nasce na Itália de família patrícia.
- 218 : Resgata o pai no rio Ticino.
- 216 : Serve como tribuno militar em Canas, mas escapa do desastre.
- 209 : Desembarca na Espanha e conquista a Nova Cartago.
- 206 : Derrota o exército cartaginês em Ilipa.
- 204 : Invade o norte da África.
- 202 : Derrota Aníbal na Batalha de Zama.
- 190 : Vai combater na Síria.
- 187 : Recolhe-se numa fazenda em Literno, na Itália.
- 183 : Morre em Literno.
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CAIO MÁRIO "contrário à lei e ao costume, ele aceitou em seu exército homens pobres sem propriedades."
- 157 aC : Nasce em Cereatas, perto de Arpino, na Itália.
- 134 : Luta na Guerra Numantina, na Espanha.
- 119 : Eleito tribuno.
- 108 : Luta no norte da África ; eleito cônsul ; toma o comando da África.
- 105 : Vence na África.
- 102 : Derrota os teutões na França.
- 101 : Derrota os cimbros no norte da África.
- 99 : Atende ao chamado do Senado para "salvar o Estado" ; vai para o exílio.
- 90-88 : Luta na Guerra Social ; exilado novamente.
- 87 : Volta à Roma ; captura a cidade.
- 86 : Eleito cônsul pela sétima vez ; morre.
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POMPEU - a carreira militar de Pompeu foi igual à de qualquer general de seu tempo, proporcionando-lhe três triunfos.
- 106 aC : Nasce em Roma, em 29 de setembro.
- 81 : Entra em Roma, em triunfo, depois de vitórias na Sicília e no Egito.
- 77 : Ajuda a expulsar Lépido da Itália.
- 76 : Combate na Espanha.
- 72 : Ajuda a esmagar a revolta dos escravos liderada por Espártaco.
- 70 : Eleito cônsul.
- 67 : Começa a campanha contra os piratas no Mediterrâneo.
- 66-62 : Reorganiza o Oriente Médio.
- 60 : Participa do Primeiro Triunvirato.
- 52 : Torna-se cônsul único.
- 49 : César atravessa o Rubicão, dando início à Guerra Civil.
- 48 : Derrotado em Farsália ; foge para o Egito, onde é assassinado.
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JÚLIO CÉSAR "vim, vi e venci."
- 100 aC : Nasce em 12 ou 13 de julho. (não se sabe ao certo)
- 59 : Forma o Primeiro Triunvirato.
- 58-51 : Conquista a Gália.
- 56 : Atravessa o Canal da Mancha.
- 49 : Atravessa o Rubicão, iniciando a Guerra Civil.
- 48 : Batalha de Farsália ; vai para o Egito e inicia um romance com Cleópatra.
- 47 : Batalha de Zela.
- 46 : Torna-se ditador de Roma.
- 44 : Assassinado nos Idos de Março (15 dia).
- 42 : Declarado um deus.
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MARCO AGRIPA - sem Agripa, é pouco provável que Augusto chegasse ao trono.
- 63 aC : Nasce.
- 44 : Alia-se a Otávio, filho adotivo de Júlio César, que havia sido assassinado.
- 43 : Torna-se tribuno da plebe ; processa o tiranicida Cássio in absentia.
- 41-40 : Luta contra Lúcio, irmão de Marco Antônio.
- 39-38 : Participa de campanhas na Aquitânia e ao longo do Reno.
- 37 : Eleito cônsul.
- 36 : Vence duas batalhas navais decisivas contra Sexto Pompeu.
- 35-34 : Combate na Dalmácia.
- 31 : Derrota Marco Antônio na Batalha de Ácio.
- 28-27 : Cônsul com Otávio, que se torna o imperador Augusto ; casa com a filha de Augusto e é visto como seu sucessor ; de Lesbos, administra o Império no Oriente.
- 19 : Finaliza o domínio da Espanha.
- 17 : Recebe novos poderes em Roma ; volta ao Oriente como vice-regente.
- 15 : Põe fim a uma rebelião no reino Bósforo.
- 13 : Viaja para acabar com os problemas na província da Panônia, na Europa Central.
- 12 : Morre em março.
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OTÁVIO AUGUSTO "ele sujeitou o mundo inteiro ao domínio do povo romano."
- 63 aC : Nasce em 23 de setembro, filho adotivo e sobrinho-neto de Júlio César.
- 51 : Pronuncia o discurso fúnebre de sua avó, Júlia, irmã de Júlio César.
- 46 : Acompanha César em seu desfile triunfal depois da vitória na Guerra Civil.
- 44 : Assassinato de César ; Otávio volta a Roma para assumir sua herança.
- 43 : Otávio, Marco Antônio e Lépido formam o Segundo Triunvirato.
- 42 : Júlio César é declarado um deus, e Otávio, portanto, torna-se filho de um deus ; vence as duas batalhas de Filipos contra Bruto e Cássio.
- 36 : Retira Lépido do poder, assumindo todo o Império do Ocidente.
- 31 : Vitória sobre Marco Antônio na Batalha de Ácio.
- 30 : Anexa o Egito.
- 27 : Adota o nome César Augusto.
- 20 : Assume o controle da Armênia.
- 17 : Promove os Jogos Seculares, a fim de purificar o povo romano.
- 16-15 : Cruza os Alpes, estendendo a fronteira até o Danúbio.
- 12 : Torna-se sacerdote máximo - "Pontifex Maximus".
- 9 : Amplia as fronteiras até o Elba.
- 6 dC : Anexa a Judeia.
- 14 : Morre em 19 de agosto.
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ARMÍNIO, O GERMANO "minha luta tem sido aberta, não traiçoeira, e contra homens, não contra mulheres..."
- 18 aC : Nasce, filho de Segimero, chefe dos queruscos.
- 9 dC : Batalha da Floresta de Teutoburgo.
- 15 : Enfrenta César Germânico.
- 16 : Sobrevive a um ataque romano em alta escala.
- 17 : Enfrenta Marobodus, rei dos marcomanos.
- 19 : Morre.
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CLÁUDIO - Cláudio assegurou que nenhum futuro imperador poderia governar sem o exército.
- 10 aC : Nasce na Gália em 1 de agosto.
- 37 dC : Cônsul durante o governo do seu primo, Calígula.
- 41 : Torna-se imperador.
- 41-42 : Anexa a Mauritânia.
- 43 : Invade a Bretanha ; anexa a Lícia.
- 44 : Torna a Judeia uma província.
- 46 : Anexa a Trácia.
- 47 : Pôe fim à revolta dos icenos, comandada pelo marido de Boudica, Prasutago.
- 49 : Anexa o norte da Palestina.
- 51 : Estabelece colônias na Germânia.
- 52 : Declínio do governo pró-romano na Armênia.
- 54 : Morre em 13 de outubro.
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TRAJANO "que tenha mais sorte do que Augusto e seja melhor do que Trajano!" (saudação usada na coroação dos novos imperadores romanos que se seguiram a Trajano)
- 53 dC : Nasce em 15 de setembro em Itálica, na Bética (Espanha).
- 70 : Indicado cônsul.
- 89 : Comanda as legiões na Espanha.
- 97 : Adotado pelo imperador Nerva ; feito governador da Alta Germânia.
- 98 : Torna-se imperador.
- 101-106 : Conquista a Dácia.
- 105-106 : Anexa o reino dos nabateus na Arábia.
- 113 ou 114 : Coloca novamente no poder o rei pró-romano da Armênia.
- 115 : Anexa a Alta Mesopotâmia.
- 117 : Escapa da morte em um terremoto em Antioquia ; morre em 8 ou 9 de agosto em Selinus, na atual Turquia.
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CONSTANTINO I "sob este sinal vencerás." (palavras que acompanharam a visão mística que Constantino teve da cruz)
- 272 dC : Nasce em 27 de fevereiro.
- 293 : Elevado a César na Primeira Tetrarquia.
- 306 : Proclamado imperador em York, em 25 de julho.
- 306-308 : Campanhas na fronteira germânica.
- 312 : Invade a Itália.
- 314-315 : Novas campanhas na fronteira germânica.
- 324 : Derrota Licínio, imperador do Oriente ; funda Constantinopla, onde os templos foram substituídos por igrejas cristãs.
- 332 : Combate os godos.
- 334 : Combate os sármatas.
- 336 : Combate na fronteira do Danúbio.
- 337 : Converteu-se ao cristianismo, e foi batizado ; morre em 22 de maio.
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ALARICO I "deixe-os com suas vidas."
- 370 dC : Nasce.
- 395 : Torna-se rei dos visigodos.
- 395-396 : Pilha a Grécia.
- 397 : Torna-se o senhor da Ilíria.
- 401 : Invade a Itália.
- 402 : Derrotado por Estilicão.
- 408 : Invade a Itália novamente e sitia Roma.
- 410 : Saqueia Roma ; morre devido a uma febre.
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FLÁVIO AÉCIO "o imperador decepou a sua mão direita com a esquerda." (cortesão que presenciou o seu assassinato.)
- 390 dC : Nasce em Durostorum, na Mésia Inferior (atual Bulgária).
- 423-425 : Apoia o usurpador João na Itália.
- 432 : Eleito cônsul pela primeira vez e torna-se o principal conselheiro do imperador Valentiniano III.
- 433 : Inicia a luta contra os rebeldes na Gália.
- 435-437 : Destrói o reino burgúndio em Worms.
- 437-439 : Detém os visigodos em Toulouse.
- 451 : Derrota Átila, o Huno, na Batalha dos Campos Catalúnicos.
- 454 : Morre esfaqueado por Valentiniano.
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ÁTILA, O HUNO "onde eu passar, a grama não crescerá novamente."
- 406 dC : Nasce.
- 434 : Torna-se rei dos hunos juntamente com seu irmão, Bleda.
- 441 : Ataca o Império do Oriente.
- 443 : Destrói Nis e Sófia ; conquista Filipópolis ; destrói as forças romanas no Oriente.
- 445 : Assassina Bleda.
- 447 : Ataca o Império do Oriente novamente ; detido nas Termópilas.
- 449 : Firma um tratado com Constantinopla.
- 451 : Invade a Gália, sendo derrotado por Flávio Aécio na Batalha dos Campos Catalúnicos.
- 452 : Invade a Itália ; saqueia as cidades do norte e depois se retira.
- 453 : Morre dormindo.
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BELISÁRIO - com apenas 8.000 homens, Belisário defendeu Roma contra uma força de mais de 50.000 godos.
- 505 dC : Nasce na Ilíria.
- 529 : Entra para a guarda imperial.
- 530 : Vitória sobre a Pérsia em Dara.
- 532 : Suprime uma insurreição em Constantinopla.
- 533-534 : Ataca os vândalos no norte da África e captura o seu rei.
- 535 : É mandado recuperar a Itália dos ostrogodos.
- 536 : Conquista Nápoles e Roma.
- 537-538 : Resiste ao cerco godo de Roma.
- 540 : Conquista Milão e Ravena ; aceita a rendição dos godos.
- 542 : Combate os persas novamente.
- 544 : Retorna para combater na Itália.
- 548 : Chamado novamente por Justiniano.
- 559 : Defende Constantinopla dos hunos.
- 565 : Morre em março.
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ANGLO-SAXÕES E VIQUINGUES:
ALFREDO , O GRANDE "O nome de Alfredo viverá enquanto a humanidade respeitar o passado." (Inscrição na estátua de Alfredo, em Winchester.)
- 849 dC : Nasce em Berkshire.
- 871 : Sobe ao trono de Wessex e Mércia.
- 872 : Os dinamarqueses atacam a Mércia.
- 875 : Os dinamarqueses atacam Wessex.
- 877 : Os dinamarqueses começam a colonizar a Mércia.
- 878 : Derrota os dinamarqueses na Batalha de Edington.
- 880 : Os dinamarqueses se estabelecem na Ânglia Oriental.
- 886 : Captura Londres.
- 896 : A Dinamarca desiste da sua invasão.
- 899 : Morre em outubro.
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ATHELSTAN "Rei dos ingleses, elevado pelo Todo-Poderoso... ao trono de todo o reino da Bretanha."
- 895 dC : Nasce.
- 924 : Sobe ao trono em 17 de julho.
- 925 : Coroado em Kingston-Upon-Thames.
- 934 : Devasta a Escócia.
- 937 : Vitorioso na Batalha de Brunanburh.
- 939 : Morre em 27 de outubro, em Gloucester.
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CANUTO I "Deixem que todos saibam quão vazio e sem valia é o poder dos reis."
- 994 dC : Nasce.
- 1013 : Participa da invasão de seu pai à Inglaterra.
- 1016 : Torna-se rei da Inglaterra.
- 1019 : Torna-se rei da Dinamarca.
- 1027 : Assegura o seu reconhecimento pelos reis da Escócia ; visita Roma.
- 1028 : Torna-se rei da Noruega.
- 1035 : Morre em 12 de novembro, em Shaftesbury, Dorset.
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HAROLDO II "Ofereço-lhe sete palmos da terra inglesa, ou mais, se ele for mais alto do que a maioria dos homens."
- 1020 dC : Nasce.
- 1044 : Torna-se conde da Ânglia Oriental.
- 1051 - Banido junto com o pai.
- 1052 : Invade a Inglaterra.
- 1053 : Torna-se conde de Wessex e Kent.
- 1063 : Subjuga Gales.
- 1066 : Coroado rei da Inglaterra em 6 de janeiro ; morto em 14 de outubro.
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IDADE MÉDIA:
CARLOS MARTEL - Carlos Martel - o "Martelo" preservou a Europa para a cristandade.
- 688 dC : Nasce.
- 714 : Assume o poder na Austrásia.
- 716 : Derrota os nêustrios em Amblève.
- 717 : Vitória em Vincy.
- 718 : Devasta a Saxônia.
- 719 : Vitória em Soissons.
- 720-730 : Restabelece a autoridade sobre o sul da Alemanha.
- 732 : Detém os muçulmanos em Poitiers.
- 737-738 : Campanhas pelo sudeste da França.
- 741 : Morre em 21 de outubro, em Quierzy.
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CARLOS MAGNO - A fusão de culturas realizadas por Carlos Magno marca o início da civilização europeia moderna.
- 742 dC : Nasce em 2 de Abril em Aachen.
- 768 : Torna-se governante dos domínios francos com seu irmão.
- 771 : Torna-se governante único após a morte de seu irmão mais velho.
- 774 : Invade a Lombardia.
- 775-777 : Subjuga a Saxônia.
- 778 : Sitia Saragoça.
- 788 : Conquista a Baviera; campanhas na Hungria e na Áustria.
- 800 : Aclamado imperador em Roma.
- 804 : Finalmente reprime toda a resistência na Saxônia.
- 814 : Morre em 28 de janeiro, em Aachen.
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EL CID - El Cid Campeador: "O senhor que vence as batalhas."
- 1043 dC : Nasce em Vivar, perto de Burgos, em Castela.
- 1065 : Escolhido como porta-estandarte de Sancho, rei de Castela.
- 1066 : Campanhas com Sancho contra os mouros em Saragoça.
- 1067 : Une-se a Sancho na campanha bem-sucedida para conquistar o reino de Leão de seu irmão Alfonso.
1072 : Sancho é assassinado; o destronado Alfonso o sucede.
- 1074 : Contrai matrimônio dentro da dinastia real.
- 1079 : Derrota o exército granadino perto de Sevilha.
- 1081 : Lidera um ataque não-autorizado contra os mouros em Toledo.
- 1082 : Combate o rei mouro de Lérida.
- 1084 : Derrota o rei cristão de Aragão.
- 1090 : Derrota o conde de Barcelona em Tébar.
- 1092: Sitia Valência.
- 1094 : Conquista Valência para si.
- 1099 : Morre em 10 de julho, em Valência.
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SALADINO "Prefiro ser conhecido pela habilidade e prudência a ser pela mera audácia."
- 1137/38 dC : Nasce em Tikrit, na Mesopotâmia.
- 1169 : Comanda as tropas sírias no Egito.
- 1171 : Assume o poder no Egito.
- 1174 : Controla a Síria e tenta unificá-la, assim como a Mesopotâmia, a Palestina e o Egito.
- 1187 : Derrota o exército dos cruzados em Hattin e conquista Jerusalém.
- 1191 : Derrotado por Ricardo I em Arsuf, mas o impede de dominar Jerusalém.
- 1193 : Morre em Damasco, em 4 de março.
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RICARDO I - Apesar de ser o rei mais conhecido da Inglaterra, Ricardo só passou seis meses no país.
- 1157 dC : Nasce em 8 de setembro, em Oxford.
- 1168 : Torna-se duque da Aquitânea.
- 1173-74 : Rebela-se contra o pai, Henrique II.
- 1189 : Coroado rei da Inglaterra.
- 1190 : Dirige-se para a Terra Santa; conquista Messina.
- 1191 : Chega à Terra Santa e conquista Acre; derrota Saladino em Arsuf.
- 1192 : Sela uma trégua com Saladino; naufraga perto de Veneza; aprisionado pelo Duque da Áustria.
- 1194 : Solto após o pagamento de resgate; retorna à Inglaterra; coroado rei pela segunda vez; retorna à Normandia.
- 1199 : Morre em Châlus.
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GENGHIS KHAN - Genghis consolidou seu domínio por meio da aniquilação em massa de qualquer um que se opusesse a ele.
- 1162 dC : Nasce na Mongólia.
- 1194 : Denominado "cã universal.
- 1202 : Derrota os tártaros.
- 1206 : Sai vitorioso de uma guerra civil.
- 1215 : Conquista Pequim.
- 1218 : Invade o oeste da China.
- 1220 : Saqueia Samarcanda.
- 1222 : Invade a Rússia.
1224 : Consolida seu domínio na Ásia Central.
- 1226 : Derrota uma rebelião na Batalha do Rio Amarelo.
- 1227 : Morre em 18 de agosto.
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ALEXANDRE III DA ESCÓCIA - Alexandre III repeliu com sucesso a última invasão viquingue à Escócia.
- 1241 dC : Nasce em 4 de setembro.
- 1249 : Coroado rei da Escócia.
- 1255 : Capturado por uma facção próingleses.
- 1262 : Chega à maioridade e assume o governo.
- 1263 : Repele a invasão do rei norueguês.
- 1286 : Apodera-se das ilhas Hébridas e da Ilha de Man; morre em 18 de março.
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EDUARDO I - As campanhas de Eduardo contra William Wallace lhe valeram o epíteto "Martelo dos Escoceses".
- 1239 dC : Nasce em 17 de junho, no Palácio de Westminter.
- 1255 : Não consegue subjugar a rebelião em Gales.
- 1264 : Derrotado na Batalha de Lewes.
- 1265 : Derrota Simão de Montfort; liberta o rei.
- 1271 : Une-se às Cruzadas.
- 1272 : Sobe ao trono após a morte de Henrique III, em 16 de novembro.
- 1274 : Coroado em 19 de agosto de 1274, na Abadia de Westminter.
- 1277 : Ataca Llywelyn em Gales.
- 1284 : Subjuga o principado de Gales.
- 1295 : Pões fim à última rebelião galesa.
- 1299 : Derrota William Walace na Batalha de Falkirk.
- 1307 : Morre em 7 de julho, em Burgh-on-Sands, Cumberland.
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EDUARDO III - A Batalha de Crécy é considerada por muitos historiadores o começo do fim da cavalaria.
- 1312 dC : Nasce em Windsor, em 13 de novembro.
- 1327 : Coroado rei, em 29 de janeiro ; combate os escoceses.
- 1330 : Executa Roger Mortimer.
- 1333 : Combate os escoceses novamente.
- 1340 : Assume o título de rei da França.
- 1346 : Desembarca na Normandia ; Derrota os franceses em Crécy, em 26 de agosto.
- 1347 : Conquista Calais.
- 1355 : Ataques na França e na Escócia.
- 1356 : Vitória em Poitiers ; a Escócia se rende.
- 1377 : Morre em 21 de junho, em Sheen, Surrey.
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EDUARDO, O PRÍNCIPE NEGRO "Coragem ; eu sirvo."
- 1330 dC : Nasceu em 15 de junho, em Woodstock, Oxfordshire.
- 1333 : Torna-se o conde de Chester.
- 1343 : Torna-se o príncipe de Gales.
- 1346 : Luta na Batalha de Crécy.
- 1356 : Derrota os franceses na Batalha de Poitiers.
- 1362 : Torna-se príncipe da Aquitânea.
- 1367 : Vence a Batalha de Nájera.
- 1371 : Retorna doente para a Inglaterra.
- 1376 : Morre em Westminter, em 8 de junho.
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TAMERLÃO "Como só há um Deus no Céu, tem que haver apenas um governante na Terra."
- 1336 dC : Nasce em Kish, perto da Samarcanda.
- 1366 : Conquista a Transoxiana.
- 1370 : Torna-se governante de Samarcanda ; declara-se descendente de Genghis Khan.
- 1380 : Subjuga o Turquestão.
- 1383 : Conquista Herat, na Pérsia.
- 1385 : Completa a conquista da Pérsia.
- 1391 : Invade a Rússia.
- 1394 : Completa a conquista do Iraque e da Ásia Central.
- 1395 : Ocupa Moscow.
- 1396 : Subjuga uma revolta na Pérsia.
- 1398 : Invade a Índia, destruindo Déli.
- 1401 : Derrota Mamluks ; ocupa Damasco ; destrói Bagdá.
- 1402 : Derrota os otomanos.
- 1404 : Começa a invadir a China.
- 1405 : Morre em 19 de fevereiro.
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HENRIQUE V "Nós, poucos; nós, poucos felizes; nós, bando de irmãos." (William Shakespeare, Henrique V, Ato IV, Cena III)
- 1387 dC : Nasce em 16 de setembro em Monmouth.
- 1399 : Torna-se príncipe de Gales.
1403-1408 : Luta contra rebeldes galeses.
1413 : Torna-se rei da Inglaterra, em 21 de março.
1414 : Reprime a revolta Lollard.
1415 : Entra em guerra com a França; conquista Harfleur em setembro; em 25 de outubro vence a Batalha de Agincourt.
1416 : Vence a Batalha do Sena.
1420 : Torna-se regente da França e herdeiro do trono.
1422 : Morre em 31 de agosto, em Bois de Vincennes, na França.
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GUSTAVO II DA SUÉCIA - Gustavo foi talvez o primeiro comandante a integrar a artilharia, infantaria e cavalaria.
- 1594 dC : Nasce em Estocolmo, em 9 de dezembro.
1611 : Comanda as forças suecas na Gotlândia Oriental; torna-se rei da Suécia, em 30 de outubro.
1613 : Sela a paz com a Dinamarca.
1617 : Sela a paz com a Rússia.
1619 : Conquista os portos da Livonia polonesa.
1629 : Firma uma trégua com a Polônia.
1630 : Entra na Guerra dos Trinta Anos.
1631 : Derrota as forças imperiais sob o comando de Graf von Tilly na Batalha de Breitenfeld.
1632 : Derrota Tilly novamente na Batalha do Rio Lech; morre na Batalha de Lucerna, na Saxônia, em 6 de novembro.
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GUERRA CIVIL INGLESA:
OLIVER CROMWELL "Tenha fé em Deus e mantenha a pólvora seca."
- 1599 dC : Nasce em 25 de abril, em Huntingdon.
- 1628 : Eleito deputado por Huntingdon.
- 1642 : Começa a Guerra Civil; sitia o Castelo de Cambridge.
- 1643 : Derrota os realistas em Grantham, Burleigh House, Gainsborough e Winceby.
- 1644 : Vitorioso em Marston Moor.
- 1645 : Auxilia na reforma do exército; vitorioso em Naseby.
- 1648 : Derrota os escoceses na Batalha de Preston.
- 1649-1650 : Campanhas na Irlanda.
- 1650 : Derrota Carlos II em Dunbar e Worcester.
- 1653 : Torna-se Lorde Protetor da Inglaterra.
- 1654 : Põe fim à primeira Guerra Anglo-Holandesa.
- 1655 : Toma a Jamaica da Espanha.
- 1658 : Morre em 3 de setembro.
- 1661 : É exumado e enforcado.
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SIR THOMAS FAIRFAX "Ele tem juízo demais para estar aqui." (Anne Fairfax, durante o julgamento do rei Carlos I, em janeiro de 1649)
- 1612 dC : Nasce em Denton, Yorkshire, em 17 de janeiro.
- 1629-1631 : Combate os espanhóis na Holanda.
- 1639 : Entra nas Guerras dos Bispos contra os escoceses.
- 1640 : Torna-se cavaleiro.
- 1643 : Conquista Leeds e Wakefield; derrotado em Adwalton Moor; vitorioso em Winceby.
- 1644 : Vitorioso em Nantwish e Marston Moor; ferido no Castelo de Helmsley.
- 1645 : Cria o Novo Exército Modelo; vitorioso em Naseby e Langport.
- 1647 : Esmaga os realistas novamente em Maidstone e Colchester.
- 1648 : Recusa-se a condenar o rei.
- 1650 : Renuncia ao posto de comandante em chefe.
- 1658 : Restaura o governo parlamentar depois da morte de Cromwell.
- 1660 : Convida Carlos II a retornar.
- 1661 : Retira-se da vida pública.
- 1671 : Morre em Nun Appleton, Yorkshire, em 12 de novembro.
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PRÍNCIPE RUPERT - Cientista e artista, o príncipe Rupert é mais lembrado como um realista impetuoso.
- 1619 dC : Nasce em Praga.
- 1620 : Sua família foge para a República Holandesa.
- 1636 : Visita Carlos I na Inglaterra.
- 1637 : Combate as forças imperiais na Guerra dos Trinta Anos.
- 1638 : Capturado e aprisionado durante três anos.
- 1642 : Viaja para a Inglaterra; começa a Guerra Civil; luta na Batalha de Edgehill.
- 1643 : Vitorioso na Batalha de Chalgrove Field; conquista Bristol; derrotado em Marston Moor.
- 1644 : Nomeado comandante em chefe do exército do rei.
- 1645 : Derrotado na Batalha de Naseby; cede Bristol.
- 1646 : Banido da Inglaterra.
- 1648 : Comanda a esquadra realista que persegue os navios mercantes ingleses.
- 1651-1653 : Torna-se pirata no Caribe.
- 1653 : Une-se a Carlos II na França.
- 1660 : Retorna à Inglaterra depois da Restauração.
- 1665-1667 : Combate na Segunda Guerra Anglo-Holandesa.
- 1670 : Nomeado primeiro diretor da Hudson´s Bay Company.
- 1672-1674 : Combate na Terceira Guerra Anglo-Holandesa.
1682 : Morre em 29 de novembro, em Londres.
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GUILHERME DE ORANGE "Só há uma maneira de ter certeza de jamais ver a ruína de meu país: morrerei na última trincheira."
- 1650 dC : Nasce em 14 de novembro, em Haia.
- 1672 : Torna-se stadholder ou vice-rei; combate a invasão dos franceses por terra e dos ingleses no mar.
- 1677 : Casa-se com Maria, filha do rei Jaime II da Inglaterra.
- 1678 : Sela a paz.
- 1686 : Forma a Liga Antifrancesa de Augsburg.
- 1688 : Desembarca sem resistência em Brixham.
- 1689 : Assume o trono junto com Maria; declara guerra à França.
- 1690 : Vitorioso na Batalha do Boyne.
- 1692 : Massacre em Glen Coe.
- 1702 : Morre em 19 de março, em Londres.
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JOHN CHURCHILL, DUQUE DE MARLBOROUGH "Marlborough tem bons motivos para ser chamado de o maior soldado da Inglaterra." (Professor Richard Holmes)
- 1650 dC : Nasce em 26 de maio, em Ashe, Devon.
- 1667 : Indicado para a infantaria de guarda.
- 1668 : Combate em Tanger.
- 1672 : Destaca-se na Batalha de Maastricht; promovido a coronel.
- 1685 : Derrota o duque de Monmouth; torna-se comandante em chefe de Jaime II.
- 1688 : Passa para o lado de Guilherme de Orange, que o torna conde de Marlborough.
- 1692 : Preso na Torre de Londres.
- 1702 : Comanda as forças inglesas na Guerra de Sucessão Espanhola; conquista Kaiserswerth; torna-se o duque de Marlborough.
- 1704 : Vitorioso na Batalha de Blenheim.
- 1706 : Vitorioso em Ramillies.
- 1708 : Vitorioso em Oudenaarde; conquista Lille.
- 1709 : Vitorioso em Malplaquet.
- 1722 : Morre em 16 de junho, em Windsor.
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CARLOS XII DA SUÉCIA O resultado permanente da Guerra do Norte foi o fim da Suécia como uma grande potência.
- 1682 dC : Nasce em 17 de junho, em Estocolmo.
- 1697 : Coroado rei da Suécia.
- 1700 : Começa a Grande Guerra do Norte.
- 1702 : Derrota os russos em Narva.
- 1703 : Derrota os poloneses em Poltosk.
- 1706 : Derrota os poloneses em Fronstadt.
- 1708 : Derrota os russos em Holowczyn.
- 1709 : Derrotado em Poltava; foge para o território controlado pelos turcos.
- 1714 : Retorna à Pomerânia sueca.
- 1718 : Morre em 30 de novembro, em Fredrikshald, Noruega.
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RESTAURAÇÃO:
JOHN CAMPBELL, DUQUE DE ARGYLL "Não posso ter uma opinião pior sobre alguém do que sobre o duque de Argyll." *John Churchill, duque de Marlborough)
- 1678 dC : Nasce em 10 de outubro, em Petersham, Surrey.
- 1694 : Recebe o comando de um regimento de infantaria.
- 1702 : Destaca-se no cerco de Kaiserswerth.
- 1703 : Sucede o pai como duque de Argyll.
- 1705 : Promove a união com a Inglaterra no Parlamento escocês.
- 1706 : Une-se à segunda campanha de Marlborough na Guerra da Sucessão Espanhola.
- 1708 : Vitorioso na Batalha de Oudenaarde.
- 1709 : Destaca-se na Batalha de Malplaquet.
- 1711 : Atua como comandante em chefe na Espanha.
1715 : Atua como comandante em chefe durante a rebelião jacobita.
- 1740 : Dispensado de suas funções.
- 1743 : Morre em 4 de outubro, em Petersham.
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CARLOS STUART, O JOVEM PRETENDENTE "Pelo rei Jaime e por nenhuma união com a Inglaterra."
- 1720 dC : Nasce em 31 de dezembro, em Roma.
- 1744 : Une-se à malsucedida tentativa francesa de invadir a Inglaterra.
- 1745 : Chega à Escócia e dá início à revolta das Highlands; conquista Edimburgo; vitorioso na Batalha de Prestonpans; avança para a Inglaterra.
- 1746 : Derrotado em Culloden; foge para a França.
- 1766 : Com a morte de seu pai, declara-se Carlos III.
- 1788 : Morre em 31 de janeiro, em Roma.
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WILLIAM AUGUSTUS, DUQUE DE CUMBERLAND "Sem piedade."
- 1721 dC : Nasce William Augustus em 15 de abril, em Londres.
- 1726 : Torna-se duque de Cumberland.
- 1745 : Torna-se comandante das forças aliadas na Guerra da Sucessão Austríaca; derrotado na Batalha de Fontenoy; começa a rebelião jacobita.
- 1746 : Derrota Carlos Stuart em Culloden.
- 1747 : Derrotado nas batalhas de Lauffeld e Hastenbeck.
- 1765 : Morre em 31 de outubro, em Londres.
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ERA NAPOLEÔNICA:
LORDE NELSON "Nenhum capitão erra muito se colocar seu navio bordo com bordo ao do inimigo."
- 1758 : Nasce em 29 de setembro.
- 1770 : Alista-se na Marinha Real com 12 anos de idade.
- 1779 : Recebe o comando da fragata Hinchinbrook.
- 1787 : Casa-se com Frances Nishet.
- 1797 : Batalha do cabo de São Vicente; Nelson é promovido a contra-almirante.
- 1798 : Batalha do Nilo.
- 1799 : Conhece Lady Hamilton.
- 1801 : Batalha de Copenhague.
- 1803 : Nomeado comandante em chefe no Mediterrâneo.
- 1805 : Batalha de Trafalgar, em 21 de outubro; Nelson é fatalmente ferido e morre durante a batalha a bordo da sua nau capitânia HMS Victory.
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SIR JOHN MOORE "Penso que não teríamos vencido sem ele." (Duque de Wellington a respeito de Sir John Moore, 1809)
- 1761 dC : Nasce em 13 de novembro, em Glasgow.
- 1776 : Designado para o 51º Regimento de Infantaria.
- 1794-1795 : Combate na Córsega; comanda uma brigada.
- 1798 : Serve nas Índias Ocidentais e na Irlanda.
- 1799 : Ferido na Batalha de Alkmaar, na Holanda.
- 1800 : Ferido em Alexandria; comanda uma divisão.
1808 : Serve na Espanha; lidera a retirada para La Coluna.
- 1809 : Derrota os franceses em La Coluna; morre durante uma batalha em 16 de janeiro.
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ARTHUR WELLESLEY, DUQUE DE WELLINGTON "Nada, exceto uma batalha perdida, pode ser tão melancólico quanto uma batalha vencida."
- 1769 dC : Nasce em 1 de maio, em Dublin.
- 1787 : Designado para o 73º Regimento de Infantaria.
- 1794 : Ascende ao comando do 33º Regimento de Infantaria.
- 1794-1795 : Combate pela primeira vez em Flandres.
- 1799 : Derrota o sultão de Misore.
- 1803 : Vitorioso em Assaye.
- 1808- 1814 : Série de vitórias na Guerra Peninsular.
- 1815 : Derrota Napoleão na Batalha de Waterloo.
- 1828-1830 : Primeiro-ministro.
1852 : Morre em 14 de setembro no Castelo de Walmer, em Kent.
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NAPOLEÃO BONAPARTE "O poder é minha amante."
- 1769 dC : Nasce em 15 de agosto em Ajáccio, na Córsega.
- 1793 : Destaca-se no cerco de Toulon.
- 1795 : Reprime a rebelião monarquista em Paris com uma "baforada de canhão".
- 1796-1797 : Vitória sobre os austríacos na campanha italiana.
- 1798 : Invade o Egito.
- 1799 : Chega ao poder com um golpe de Estado e torna-se o primeiro cônsul da França.
- 1800 : Derrota os austríacos em Marengo.
- 1804 : Coroa a si próprio imperador.
- 1805 : Derrota os austríacos e os russos em Ulm e Austerlitz.
- 1806 : Derrota os prussianos em Jena.
- 1807 : Derrota os russos em Friedland, dividindo o continente europeu; invade Portugal, dando início à Guerra Peninsular.
- 1812 : Invade a Rússia; vitória em Borodino; o Grande exército é arrasado pelo inverno.
- 1813 : Derrotado pelas forças aliadas em Leipzig.
- 1814 : Abdica; exilado na ilha de Elba.
- 1815 : Retorna à França; derrotado em Waterloo; exilado na ilha de Santa Helena.
- 1821 : Morre em 5 de maio.
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MICHEL NEY "O mais bravo dos bravos." (Napoleão a respeito de Ney)
- 1769 dC : Nasce em 10 de janeiro, em Saarlouis, na Alsácia.
- 1788 : Entra para os hussardos.
- 1796 : Promovido a general de brigada; ferido pela primeira vez.
- 1800 : Promovido a general de divisão; vitorioso em Hohenlinden.
1802 : Invade a Suíça.
- 1804 : Promovido a marechal do império.
- 1805 : Consegue a vitória em Elchingen, permitindo à Napoleão derrotar os exércitos austro-russos em Austerlitz.
- 1807 : Vitórias em Jena, Eilau e Friedland.
- 1808 : Torna-se duque de Elchingen.
- 1808-1811 : Combate na Espanha e em Portugal.
- 1812 : Combate em Borodino; torna-se príncipe de la Moskowa; lidera a retaguarda durante a retirada de Moscou.
- 1813 : Combate por Napoleão na Alemanha.
- 1814 :Diz a Napoleão que ele deve abdicar; jura aliança aos Bourbon.
- 1815 : Muda de lado após Napoleão voltar da ilha de Elba; combate em Waterloo; é executado em 7 de dezembro, em Paris.
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IMPÉRIO BRITÂNICO:
LORDE HOWARD DE EFFINGHAM "General de exército e comandante em chefe da marinha e do exército preparados contra a Espanha."
- 1536 dC : Nasce.
- 1569 : Ajuda a reprimir a rebelião dos lordes católicos.
- 1573 : Torna-se lorde Howard de Effingham.
- 1585 : Torna-se o lorde do Almirantado.
- 1588 : Comanda a esquadra inglesa contra a Armada espanhola.
- 1596 : Comanda o ataque a Cádiz.
- 1597 : Torna-se conde de Nottingham.
- 1599 : Torna-se lorde general de exército da Inglaterra.
- 1601 : Ajuda a reprimir a rebelião de Essex.
- 1624 : Morre em 14 de dezembro, perto de Croydon, em Surrey.
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SIR FRANCIS DRAKE “Sir Francis Drake é um homem temível para
o rei da Espanha.” (Lorde Burghley)
- 1540 dC : Nasce em Devonshire.
-1563 : Navega para o Caribe.
- 1572 : Obtém licença para ser corsário.
- 1577 : Inicia a circunavegação da Terra.
- 1580 : Retorna à Inglaterra com especiarias e pilhagem.
- 1587 : Ataca Cádiz.
- 1588 : Derrota a Armada espanhola.
- 1596 : Morre em 28 de janeiro, perto de Puerto Bello, no
Panamá.
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JAMES WOLFE “Ele é louco? Então espero que morda alguns dos
meus outros generais.” (Jorge II a respeito de Wolfe)
- 1727 dC : Nasce em 2 de janeiro, em Westerham, Kent.
- 1741 : Entra para o corpo dos Fuzileiros Reais.
- 1743 : Combate os franceses em Dettingen.
- 1746 : Combate os jacobitas em Falkirk e Culloden.
- 1758 : Conquista Louisbourg e a ilha de Cape Breton.
- 1759 : Morre em 13 de setembro, no Quebec.
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SHAKA ZULU “Para criar seu império, estima-se que Shaka
tenha matado mais de dois milhões de pessoas.”
- 1787 dC : Nasce.
- 1802 : Junta-se ao exército de Dingiswayo, chefe dos
mthethwas.
- 1816 : Torna-se chefe dos zulus; começa a reorganizar o
exército.
- 1817 : Depois da morte de Dingiswayo, começa a expansão do
Império Zulu.
- 1819 : Derrota os ndwandwes.
- 1820 : Começa o Mfecane (o Esmagamento), destruindo Natal.
- 1827 : A morte da mãe o deixa visivelmente psicótico.
- 1828 : Assassinado por seus meios-irmãos em 23 de setembro.
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SIR COLIN CAMPBELL “Vocês devem morrer onde estão.”
- 1792 dC : Nasce em 20 de outubro, em Glasgow.
- 1807 : Torna-se porta-estandarte.
- 1808 : Combate ao lado de Wellington em Roliça e Vimeiro.
- 1809 : Combate na campanha de Moore em La Coruña.
- 1810 : Combate em Barossa e Tarifa.
- 1812 : Combate na guerra contra os Estados Unidos.
- 1813 : Combate ao lado de Wellington em Vitória.
- 1823 : Ajuda a reprimir a rebelião de Demerara.
- 1835 : Recebe o
comando do 9° Regimento de Infantaria.
- 1841-1843 : Serve na Guerra do Ópio.
- 1848-1849 : Combate na Segunda Guerra Sique; torna-se
cavaleiro pelos serviços prestados.
- 1854 : Combate em Alma e Balaclava, na Criméia.
- 1857-1858 : Reprime a Revolta dos Sipaios.
- 1858 : Torna-se barão Clyde de Clyesdale.
- 1860 : Promovido a marechal de campo.
- 1863 : Morre em 14 de agosto, em Chatham, Kent.
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CHARLES GORDON - Após sua morte, o “Gordon chinês” tornou-se
“o Gordon de Cartum” e um herói nacional.
- 1833 dC : Nasce em
28 de janeiro, em Woolwich.
- 1852 : Entra para o Real Corpo de Engenheiros.
- 1853-1856 : Combate na Criméia.
- 1859 : Promovido a capitão; Vai para a China.
- 1860 : Ocupa Pequim.
- 1862 : Defende Xangai.
- 1873 : Nomeado governador do Sudão.
- 1884 : Enviado para Cartum, a fim de evacuar as forças
egípcias.
- 1885 : Morre em 26 de janeiro, em Cartum.
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GUERRA DE INDEPENDÊNCIA AMERICANA:
GUERRA DE INDEPENDÊNCIA AMERICANA:
GEORGE WASHINGTON “Estar preparado para a guerra é a forma
mais eficiente de se preservar a paz.”
- 1732 dC : Nasce em 22 de fevereiro, na Virgínia.
- 1754 : Luta com a milícia de Virgínia contra os franceses.
- 1755 : Ajudante de ordens do general Braddok; escapa do “massacre
de Braddok”.
- 1756 : Assume o comando da fronteira da Virgínia na Guerra
dos Sete Anos.
- 1758 : Torna-se membro da House of Burgesses (Assembleia
Legislativa) da Virgínia.
- 1775 : Nomeado comandante em chefe das forças rebeldes.
- 1776 : Força os ingleses a se retirarem de Boston;
derrotado na Batalha de Long Island, mas sai vitorioso em Nova Jersey.
- 1777 : Retira-se para Valley Forge.
- 1778 : A França entra na guerra contra os ingleses.
- 1781 : Aceita a rendição inglesa em Yorktown.
- 1789 : Eleito presidente dos Estados Unidos.
- 1797 : Aposenta-se depois de dois mandatos.
- 1799 : Morre em 14 de dezembro, em Mount Vernon.
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ANDREW JACKSON “Reflitam sem pressa, mas, quando a hora da
ação chegar, parem de pensar e ajam.”
- 1767 dC : Nasce em 15 de março.
- 1781 : Capturado pelos ingleses.
- 1787 : Entra para a advocacia.
- 1796 : Eleito primeiro congressista do Tennessee.
- 1802 : Nomeado general de divisão da milícia do Tennessee.
- 1812 : Combate os índios creeks.
- 1815 : Derrota os ingleses na Batalha de Nova Orleans.
- 1817 : Toma a Flórida dos espanhóis.
- 1828 : Eleito presidente.
- 1845 : Morre em 8 de junho perto de Nashville, no
Tennessee.
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ROBERT E. LEE “É bom que a guerra seja tão terrível, senão
poderíamos gostar demais dela.”
- 1807 dC : Nasce em 19 de janeiro, em Stratford, na
Virgínia.
- 1825-1829 : Estuda em West Point.
- 1846-1848 : Combate na Guerra Mexicano-Americana.
- 1859 :
Captura John Brown em Harpers Ferry.
- 1861 : Abandona o exército dos Estados Unidos para chefiar
as forças separatistas da Virgínia.
- 1862 : Assume o
comando do exército da Virgínia do Norte; rechaça o avanço do exército do Norte
com as Batalhas dos Sete Dias; expulsa as forças do Norte na Segunda Batalha de
Bull Run; derrota Burnside em Fredericksburg.
- 1863 : Derrota Hooker em Chancellorsville; detido em
Gettysburg.
- 1864 : Combate em uma série de batalhas defensivas em
Wilderness, Spotsylvania e Cold Harbor.
- 1865 : Nomeado general em chefe das forças confederadas;
derrotado em Five Works, em 1° de abril; rende-se em Appomattox, em 9 de abril.
- 1870 : Morre em 12 de outubro, em Lexington, Virgínia.
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WILLIAM T. SHERMAN “Posso fazer a Geórgia uivar.”
- 1820 dC : Nasce em 8 de fevereiro, em Lancaster, Ohio.
- 1836-1840 : Estuda em West Point.
- 1840 : Combate os índios seminoles na Flórida.
- 1847 : Enviado para a Califórnia como governador militar.
- 1853 : Pede baixa do exército; torna-se banqueiro em San
Francisco.
- 1860 : Dirige uma academia militar na Louisiana.
- 1861 : Deixa a Louisiana para se unir ao exército da União
no início da Guerra da Secessão; combate na Batalha de Bull Run.
- 1862 : Torna-se assistente de Grant no comando; vitorioso
em Shiloh.
- 1863 : Destrói os suprimentos dos confederados em Jackson.
- 1864 : Conquista Atlanta e inicia a “marcha para o mar”.
- 1865 : Conquista Colúmbia e Goldboro.
- 1869 : Promovido a general de quatro estrelas.
- 1869—1883 : General comandante (atual chefe do
Estado-Maior) do exército dos Estados Unidos.
- 1891 : Morre em 14 de fevereiro, em Nova York.
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ULYSSES S. GRANT “Preciso desse homem. Ele combate.” (Abraham
Lincoln sobre o general Grant)
- 1822 dC : Nasce em 27 de abril, em Point Pleasant, Ohio.
- 1839-1843 : Estuda em West Point.
- 1846-1848 : Combate na Guerra Mexicano-Americana sob o
comando dos generais Zachary Taylor e Winfield Scott.
- 1854 : Pede baixa do exército.
- 1861 : Volta ao exército no início da Guerra de Secessão.
- 1862 : Conquista o Forte Donelson, a primeira vitória da
União na guerra; rechaça os confederados em Shiloh.
- 1863 : Vicksburg se rende, dando à União o controle do Mississippi.
- 1864 : Nomeado general em chefe das forças da União.
- 1865 : Os confederados se rendem.
- 1869-1877 : Presidente dos Estados Unidos.
- 1885 : Morre em 23 de julho, em Mount McGregor, Nova York.
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INDÍGENAS NORTE-AMERICANOS:
COCHISE “Quando Deus criou o mundo, deu uma parte para os
homens brancos e uma parte para os apaches.”
- 1812 dC : Nasce no Arizona.
- 1861 : Preso pelo sequestro de uma criança, mas foge.
- 1862 : Enfrenta o general Carlton no desfiladeiro Apache.
- 1863 : Torna-se chefe guerreiro apache.
- 1871 : Capturado pelo exército, mas foge.
- 1872 : Rende-se.
- 1874 : Morre em 8 de junho, no Arizona.
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NUVEM VERMELHA “Fizeram muitas promessas, mas mantiveram
apenas uma; prometeram tomar nossa terra e a tomaram.”
- 1822 dC : Nasce perto do rio Platte, em Nebraska.
- 1841 : Mata Touro Urso, chefe dos koya oglalas.
- 1842 : Lidera o primeiro grupo de guerra; casa cm Coruja
Bonita.
- 1866 : Mata 80 soldados americanos no Forte Phil Kearny.
- 1867 : Ataca tropas americanas no Combate de Wagon Box.
- 1868 : Assina o Segundo Tratado do Forte Laramie.
- 1870 : Visita Washington.
- 1873 :
Estabelece-se na Reserva Nuvem Vermelha, em White River.
- 1876 : Preso depois de os lakotas, os cheyennes e os
araphoes terem derrotado Custer na Batalha de Little Bighorn.
- 1878 : Muda-se com o seu povo para a reserva de Pine
Ridge.
- 1890 : Cento e cinquenta lakotas são mortos em Wounded
Knee.
- 1909 : Morre em 10 de dezembro, em Pine Ridge, na Dakota
do Sul.
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CAVALO DOIDO – Aos 20 anos de idade, Cavalo Doido liderava
seu próprio grupo de guerra.
- 1842 dC : Nasce perto da atual Rapid City, na Dakota do
Sul.
- 1865 : Une-se a Nuvem Vermelha na luta contra a trilha
Bozeman.
- 1866 : Ajuda a aniquilar 80 soldados norte-americanos no
Forte Phil Kearny.
- 1868 : Recusa-se a aceitar o Segundo Tratado do Forte
Laramie e foge.
- 1876 : Força o general Crook a se retirar; combate na
Batalha de Little Bighorn.
- 1877 : Rende-se ao general Crook; morre em 5 de setembro,
no Forte Robinson, em Nebraska.
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PRÚSSIA
FREDERICO, O GRANDE “Se ele ainda estivesse vivo, não
estaríamos agora na Prússia.” (Napoleão Bonaparte)
- 1713 dC : Nascido em 24 de janeiro, em Potsdam.
- 1740 : Sobe ao trono da Prússia; apodera-se da Silésia.
- 1741 : Primeira vitória na Batalha de Mollwitz.
- 1742 : Vitória em Chotusitz; a Áustria cede a Silésia à
Prússia.
- 1744 : Conquista Praga, dando início à Segunda Guerra da
Silésia.
- 1745 : Vitórias em Hohenfriedburg e Sohr.
- 1746 : Vitórias em Hennesdorf e Kesseldorf.
- 1756 : Invade a Saxônia, dando início à Guerra dos Sete
Anos; vitória em Lobositz.
- 1757 : Vitória em Praga; derrota em Kolin; vitórias em
Rossbach e Leuthen.
- 1758 : Vitória em Zorndorf; derrota em Hochkirchen.
- 1759 : Derrota em Kundersdorf.
- 1760 : Vitórias em Liegnitz e Torgau.
- 1762 : Vitórias em Burkesdorf e Freiberg.
- 1763 : A Paz de Hubertursburg põe fim à Guerra dos Sete
Anos.
- 1786 : Morre em 17 de agosto, em Berlim.
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CONDE HELMUTH VON MOLTKE – A reorganização feita por Moltke
no exército prussiano seria um fator essencial na unificação da Alemanha.
1800 dC : Nasce em 26 de outubro, em Parchim, Mecklemburgo.
- 1822 : Entra para a Guarda Prussiana.
- 1828-1829 : Combate na Guerra Russo-Turca.
- 1835 : Enviado para modernizar o exército turco.
- 1857 : Como chefe do Estado-Maior, inicia a reorganização
do exército prussiano.
- 1864 : Combate na guerra com a Dinamarca.
- 1866 : Guerra das Sete Semanas contra a Áustria.
- 1870 : Derrota os franceses em Sedã.
- 1888 : Reforma-se.
- 1891 : Morre em 24 de abril, em Berlim.
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PRÍNCIPE OTTO VON BISMARCK “As grandes questões do dia não
serão resolvidas com discursos, mas a ferro e sangue.”
- 1815 dC : Nasce em 1° de abril, em Brandemburgo.
- 1847 : Torna-se membro da Dieta Prussiana.
- 1851 : Participa da Dieta da Confederação Germânica, em
Frankfurt.
- 1859 : Embaixador na Rússia.
- 1862 : Embaixador na França; torna-se primeiro-ministro.
- 1863-1866 : Institui reformas militares.
- 1866 : Invade Holstein; derrota a Áustria na Guerra das
Sete Semanas.
- 1870 : Provoca a Guerra Franco-Prussiana.
- 1871 : Torna-se o primeiro chanceler da Alemanha
unificada.
- 1890 : Renuncia ao cargo de primeiro-ministro.
- 1898 : Morre em 30 de julho.
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ALFRED VON TIRPITZ – Ele era conhecido como “Tirpitz, o
Eterno” por causa da sua habilidade de permanecer no seu cargo.
- 1849 dC : Nasce em 19 de março, em Küsten, na Prússia.
- 1865 : Alista-se na marinha prussiana.
- 1895 : Promovido a contra-almirante.
- 1896 : Chefia uma esquadra no leste da Ásia.
- 1897 : Torna-se secretário de Estado para a marinha.
- 1898 : O Primeiro Ato da Esquadra inicia a construção de
uma esquadra para batalhas em alto-mar.
- 1900 : O Segundo Ato da Esquadra expande a esquadra de
navegação oceânica.
- 1916 : Renuncia.
- 1930 : Morre em 6 de março, em Ebenhausen.
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PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL:
PAUL VON HINDENBURG – Em 1918, Hindenburg foi visto pelos
Aliados como o homem que manteria a Alemanha unida na derrota.
- 1847 dC : Nasce em 2 de outubro, em Posen.
- 1858 : Entra para o exército como cadete.
- 1866 : Combate na Guerra das Sete Semanas.
- 1870-1871 : Combate na Guerra Franco-Prussiana.
- 1911 : Passa para a reserva como general.
- 1914 : Chamado novamente para a ativa.
- 1916 : Torna-se o comandante de todas as forças alemãs.
- 1919 : Passa para a reserva pela segunda vez.
- 1925 : Torna-se presidente da Alemanha.
- 1933 : Indica Hitler como chanceler.
- 1934 : Morre em 2 de agosto, em Neudeck.
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JOHN JOSEPH PERSHING “Não serei intimidado.”
- 1860 dC : Nasce em 13 de setembro, em Laclede, Missouri.
- 1886 : Forma-se em West Point.
- 1886-1889 : Combate os sioux e os apaches.
- 1898 : Combate na Guerra Hispano-Americana.
- 1903 : Combate na Insurreição Filipina.
- 1916 : Comanda a expedição contra Pancho Villa.
- 1917 : Comanda as forças norte-americanas na Europa.
- 1921-1924 : Serve como chefe do Estado-Maior.
- 1948 : Morre em 15 de julho, em Washington, D.C.
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CONDE DOUGLAS HAIG “Cada posição deve ser mantida até o
último homem; não deve haver retirada.”
- 1861 dC : Nasce em 19 de junho, em Edimburgo.
- 1895 : Forma-se em Sandhurst.
- 1898 : Combate na Batalha de Omdurman.
- 1899-1902 : Combate na Guerra dos Bôeres.
- 1906-1909 : Como diretor de treinamento, ajuda a
reorganizar o exército inglês.
- 1914 : Lidera o I Corpo no norte da França.
- Comanda o 1° Exército; torna-se comandante em chefe da
força Expedicionária Britânica.
- 1916 : As ofensivas do Somme custam 420.000 baixas
britânicas; promovido a marechal de campo.
- 1917 : Lidera a fracassada Campanha de Passchendaele.
- 1918 : Leva as forças britânicas à vitória.
- 1919 : Torna-se conde.
- 1928 : Morre em 29 de janeiro, em Londres.
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VISCONDE EDMUND ALLENBY – A conquista de Jerusalém por
Allenby, em 1917, foi a última grande vitória da cavalaria montada.
- 1861 dC : Nasce em 23 de abril, em Brackenhurst, Nottinghamshire.
- 1882 : Entra para os Dragões de Inniskilling.
- 1884-1885 : Une-se à expedição à Bechuanalândia.
- 1888 : Serve na Zululândia.
- 1899-1902 : Combate na Guerra dos Bôeres.
- 1910-1914 : Serve como inspetor-geral da cavalaria.
- 1915 : Comanda o 3° Exército no Front Ocidental.
- 1917 : Combate na Batalha de Arras; assume o comando da
Força Expedicionária Egípcia; derrota os turcos em Gaza; conquista Jerusalém.
- 1918 : Vitorioso na Batalha de Megiddo; conquista Damasco
e Aleppo.
- 1919-1925 : Alto comissário para o Egito.
- 1936 : Morre em 14 de maio, em Londres.
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SIR HENRY RAWLINSON “Sei que, com as costas contra a parede,
poderemos nos sair muito bem.”
- 1864 dC : Nasce em 20 de fevereiro, em Trent Manor,
Dorset.
- 1884 : Entra para o Regimento de Fuzileiros Reais na
Índia.
- 1886 : Combate pela primeira vez na Birmânia.
- 1889 : Entra para os Coldstream Guards como capitão.
- 1898 : Une-se a lorde Kitchener no avanço para Omdurman;
mencionado por bravura nos comunicados.
- 1899-1902 : Combate na Guerra dos Bôeres.
- 1914 : Comandante de divisão no Front Ocidental.
- 1915 : Comandante de corpo no Front Ocidental.
- 1916 : Evacua Galípoli; combate na Batalha do Somme.
- 1917 : Comanda o flanco esquerdo britânico no Front
Ocidental.
- 1918 : Assume o comando do 4° Exército; consegue a vitória
na Batalha de Amiens com um grande número de blindados.
- 1919 : Evacua a força aliada do norte da Rússia.
- 1920 : Nomeado comandante em chefe na Índia.
- 1925 : Morre em 28 de março, em Déli.
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ERICH LUDENDORFF “Oito de agosto [de 1918] foi o dia negro
para o exército alemão.”
- 1865 dC : Nasce em 9 de abril, perto de Posen.
- 1908 : Nomeado para o Estado-Maior chefiado por Von
Moltke, o Jovem.
- 1913 : Comandante de regimento da infantaria.
- 1914 : Início da Primeira Guerra Mundial; vitória na
Batalha de Tannenberg.
- 1916 : Transferido para o Front Ocidental.
- 1917 : Manda Lenin de volta à Rússia.
- 1918 : Dá início ao que pensa ser uma ofensiva definitiva
para vencer a guerra no Ocidente, mas fracassa.
- 1924-1928 : Deputado nazista no Reichstag.
- 1937 : Morre em 20 de dezembro, em Munique.
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PAUL VON LETTOW-VORBECK “Um exército que não havia perdido
capitulou para um exército que não havia vencido.”
- 1870 dC : Nasce em 20 de março, em Saarlouis, na Prússia.
- 1900 : Combate na Revolta dos Boxers.
- 1914-1918 : Combate os britânicos, os belgas e os
portugueses.
- 1918 : Invade o norte da Rodésia.
- 1919 : Retorna à Alemanha saudado como heróis.
- 1929-1930 : Mandado de deputado no Reichstag.
- 1964 : Morre em 9 de março, em Hamburgo.
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KEMAL ATATURK “Depois da vitória turca em Galípoli, Ataturk
foi saudado como o ‘Salvador de Istambul’.”
- 1881 dC : Nasce em 12 de março, em Salônica.
- 1899 : Entra para a Escola de Guerra em Istambul.
- 1902 : Forma-se como segundo-tenente.
- 1905 : Forma-se como capitão na Escola de Estado-Maior;
enviado para a Síria.
- 1911 : Combate os italianos na Líbia.
- 1912-1913 : Combate nas Guerras dos Bálcãs.
- 1915 : Rechaça a força aliada que desembarcava em
Galípoli; é saudado como o “Salvador de Istambul”.
- 1916 : Promovido a general; derrota os russos no Front
Oriental.
- 1918 : Supervisiona a retirada otomana da Síria.
- 1919 : Clama aos turcos que lutem pela independência e
desembarca na costa da Anatólia.
- 1920 : Estabelece um governo provisório em Ancara.
- 1921 : Derrota os gregos na Batalha de Sakarya.
- 1922 : Expulsa os gregos; abole o sultanato.
- 1923 : Torna-se o presidente da nova República da Turquia.
- 1934 : Recebe o título de Ataturk.
- 1938 : Morre em 10 de novembro, em Istambul.
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CARL GUSTAF MANNERHEIM “Mannerheim é hoje considerado o
‘George Washington da Finlândia’.”
- 1867 dC : Nasce em 4 de junho, em Askainen, na Finlândia.
- 1889 : Entra para o exército russo.
- 1904-1905 : Combate na Guerra Russo-Japonesa.
- 1917 : Retorna à Finlândia.
- 1918 : Vence a Guerra Civil e expulsa os russos da
Finlândia.
- 1931 : Torna-se presidente do Conselho Nacional de Defesa.
- 1939 : Comandante em chefe na guerra contra a Rússia.
- 1940 : A Finlândia se rende.
- 1941: Começa a guerra novamente quando os alemães invadem
a União Soviética.
- 1942 : Nomeado marechal da Finlândia.
- 1944 : Torna-se presidente da Finlândia; negocia a paz com
os soviéticos.
- 1946 : Renuncia.
- 1951 : Morre em 27 de janeiro, em Lausanne, na Suíça.
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GERD VON RUNDSTEDT “Sele a paz, seu idiota”
- 1875 dC : Nasce em 12 de dezembro, em Aschersleben, na Prússia.
- 1893 : Torna-se oficial da infantaria.
- 1914-1918 : Serve na Primeira Guerra Mundial.
- 1938 : Passa para a reserva.
- 1939 : Chamado novamente à ativa para liderar um Grupo de
Exércitos na Polônia.
- 1940 : Lidera um grupo de Exércitos na Batalha da França.
- 1941: Supervisiona a invasão da Ucrânia; dispensado após a
contraofensiva soviética.
- 1942 : Chamado novamente para comandar na França.
- 1944 : Dispensado depois de falhar em deter a invasão dos
Aliados; chamado novamente para a ofensiva das Ardenas.
- 1945 : Dispensado pela terceira vez; capturado pelas
tropas norte-americanas; mantido preso pelos britânicos como criminoso de
guerra.
- 1949 : Libertado devido a problemas de saúde.
- 1953 : Morre em 24 de fevereiro, em Hanover.
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DOUGLAS MACARTHUR “Eu voltarei.”
- 1880 dC : Nasce em 26 de janeiro, em Little Rock,
Arkansas.
- 1903 : Forma-se em West Point.
- 1914 : Serve em Vera Cruz, no México.
- 1917 : Vai para a França com a 42ª Divisão.
- 1918 : Combate como o mais jovem comandante de divisão.
- 1930-1935 : Serve como chefe do Estado-Maior do exército.
- 1935 : Vai para as Filipinas.
- 1937 : Passa para a reserva.
- 1941 : Chamado à ativa como comandante das forças
norte-americanas no Extremo Oriente; os japoneses invadem as Filipinas.
- 1942 : Foge para a Austrália, prometendo solenemente: “Eu
voltarei.”
- 1943 : Começa a campanha “pulando de ilha em ilha” no
Pacífico.
- 1944 : Retorna às Filipinas.
- 1945 : Aceita a rendição japonesa na baía de Tóquio.
- 1950 : Comanda as forças das Nações Unidas na Coreia.
- 1951 : Dispensado por insubordinação.
- 1964 : Morre em 5 de abril, em Washington, D.C.
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ARCHIBALD WAVELL “O melhor soldado tem em si uma pitada de
perversidade.”
- 1883 dC : Nasce em 5 de
maio, em Colchester.
- 1900 : Ingressa em Sandhurst; entra para o Regimento de
Infantaria Black Watch; combate pela primeira vez na Guerra dos Bôeres.
- 1903 : Retorna à Índia.
- 1908 : Combate na campanha do vale Bazar.
- 1915 : Perde um dos olhos em Ypres.
- 1917 : Serve como oficial de coordenação na Palestina.
- 1918 : Entra para o estado-maior de Allenby.
- 1937 : Assume o comando da Palestina e da Transjordânia.
- 1939 : Chefia o Comando do Oriente Médio.
- 1940 : Supervisiona o combate contra os italianos.
- 1941 : Consegue uma série de vitórias no Deserto
Ocidental.
- 1942 : Transferido para o Sudeste Asiático; perde a
Malásia, Singapura e Birmânia.
- 1943-1947 : serve como vice-rei da Índia.
- 1950 : Morre em 24 de maio em Londres.
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VISCONDE ALANBROOKE “Ele deve ser classificado como um
soldado brilhante” (General Dwight D. Eisenhower sobre Alanbrooke.)
- 1883 dC : Nasce em 23 de julho, em Bagnères-de-Bigorre, na
França.
- 1902 : Forma-se na Real Academia Militar de Woolwich.
- 1906 : Vai para a Índia.
- 1914-1918 : Serve como oficial de artilharia na França.
- 1939 : Comanda corpo na França.
- 1940 : Evacua Dunquerque.
- 1941 : Nomeado chefe do Estado-Maior Imperial.
- 1944 : Promovido a marechal de campo.
- 1963 : Morre em 17 de junho, em Hartley Wintney,
Hampshire.
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ISOROKU YAMAMOTO “Temo que tenhamos apenas acordado um
gigante adormecido, e sua reação será terrível.”
- 1884 dC : Nasce em 4 de abril, em Nagaoka, Japão.
- 1904 ; Forma-se na Escola Naval; combate na Guerra
Russo-Japonesa.
- 1919-1921 : Estuda na Universidade Harvard.
- 1924 : Serve como instrutor na estação aeronaval.
- 1926-1927 : Adido naval em Washington, D.C.
- 1929 : Comanda o porta-aviões Akagi.
- 1936 : Torna-se vice-ministro da marinha.
- 1938 : Comanda a 1ª Esquadra.
- 1941 : Torna-se comandante em chefe da Esquadra Combinada;
planeja o ataque a Pearl Harbor.
- 1942 : Derrotado na Batalha de Midway.
- 1943 : Morre em 18 de abril, quando seu avião é derrubado
sobre as ilhas Salomão.
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GEORGE S. PATTON “Caro Ike, hoje eu cuspi no Sena.” (General
Patton, informando Eisenhower de sua chegada a Paris, em 1944.)
- 1885 dC : Nasce em 11 de novembro, em San Gabriel,
Califórnia.
- 1909 : Forma-se em West Point.
- 1916 : Ajudante de ordens de Pershing em sua expedição
mexicana.
- 1918 : Lidera a 1ª Brigada Blindada norte-americana em St.
Mihiel.
- 1942 : Desembarca no Marrocos.
- 1943 : Lidera o II Corpo, expulsando as forças do Eixo do
norte da África; comanda o 7° Exército na conquista de Palermo.
- 1944 : Lidera o 3° Exército no avanço pelo norte da
França; combate na Batalha do Bulge.
- 1945 : Morre em 21 de dezembro, em Heidelberg, na
Alemanha, após um acidente automobilístico.
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ERICH VON MANSTEIN “Em suma, ele tinha o gênio militar.”
(Basil Henry Liddell Hart)
- 1887 dC : Nasce em 24 de novembro, em Berlin.
- 1906 : Entra para o 3° Regimento de Guardas.
- 1914-1918 : Serve nos fronts Ocidental, Oriental e
Balcânico.
- 1939 : Chefe do estado-maior de Von Rundstedt durante a
invasão da Polônia; desenvolve o plano de ataque à França pelas Ardenas.
- 1940 : Lidera o XXXVIII Corpo de Infantaria na invasão da
França.
- 1941 : Lidera o LVI Corpo Panzer na invasão da União
Soviética.
- 1942 : Conquista Sebastopol.
- 1943 : Fracassa em socorrer o 6° Exército em Stalingrado;
reconquista Kharkov.
- 1944 : Dispensado por Hitler.
- 1945 : Capturado pelos britânicos; julgado por crimes de
guerra.
- 1953 : Libertado devido a problemas de saúde.
- 1973 : Morre em 11 de junho, em Irshenshausen, perto de
Munique.
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BERNARD LAW MONTGOMERY “Antes de Alamein, nunca tivemos uma
vitória. Depois de Alameim, nunca tivemos uma derrota.” (Winston Churchill)
- 1887 dC : Nasce em 17 de novembro, em Londres.
- 1907 : Entra para Sandhurst.
- 1908 : Designado para o Real Regimento de Warwickshire.
- 1914 : Ferido na Batalha de Ypres; condecorado com a Ordem
de Serviços Distintos.
- 1915 : Combate na Batalha do Somme.
- 1916-1918 : Serve como oficial de estado-maior na França.
- 1926 : Designado para a Escola de Estado-Maior; leciona
juntamente com Alan Brooke.
- 1939 : Comandante de divisão na Bélgica.
- 1940 : Um dos últimos a deixar Dunquerque.
- 1942 : Assume o comando do 8° Exército no Deserto
Ocidental; consegue a vitória em El Alamein.
- 1943 : Lidera o 8° Exército na invasão da Sicília e da
Itália.
- 1944 : Comanda o desembarque do Dia D; promovido a marechal
de campo; comanda a operação, frustrada, para conquistar a ponte em Arnhem;
comanda o flanco norte na Batalha do Bulge.
- 1945 : Aceita a rendição alemã na Charneca de Lüneburg.
- 1976 : Morre em 24 de março perto de Alton, Hampshire.
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HEINZ GUDERIAN “Se os blindados forem bem-sucedidos, a
vitória, então, virá em seguida.”
- 1888 dC : Nasce em 17 de junho, em Kulm, na Alemanha.
- 1900 : Entra para a Escola de Cadetes.
- 1907 : Designado para o 100° Batalhão de Fuzileiros de
Hanover.
- 1912 : Entra para a companhia de rádio.
- 1914-1917 : Comanda as comunicações de rádio da 5ª Divisão
de Cavalaria.
- 1918 : Serve no Estado-Maior.
- 1922 : Entra para a Inspetoria de Transportes Motorizados
em Berlim.
- 1932 : Inicia manobras com blindados em larga escala.
- 1934 : Chama a atenção de Hitler.
- 1935 : Dá início às divisões Panzer.
- 1937 : Publica “Achtung – Panzer!”.
- 1939 : Lidera os Panzers na Polônia.
- 1940 : Lidera os Panzers na França.
- 1941 : Lidera os Panzers na Rússia.
- 1943 : Torna-se inspetor-geral das tropas blindadas.
- 1944 : Torna-se chefe do estado-maior de Hitler.
- 1945 : Renuncia; capturado pelas forças norte-americanas.
- 1954 : Morre em 14 de maio, em Schwangau bei Fussen, na
Alemanha Ocidental.
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DWIGHT D. EISENHOWER “Odeio a guerra como só pode odiá-la um
soldado que a vivenciou, aquele que viu sua brutalidade, sua estupidez.”
- 1890 : Nasce em 14 de outubro, em Denison, Texas.
- 1909-1915 : Estuda em West Point.
- 1917-1918 : Comanda o centro de treinamento de blindados.
- 1933-1935 : Ajudante de ordens do general Douglas
MacArthur.
- 1941 : Designado para preparar a estratégia para a invasão
aliada da Europa.
- 1942 : Comanda a invasão aliada da África Setentrional
Francesa.
- 1943 : Comanda a invasão aliada da Sicília e da Itália.
- 1944 : Nomeado comandante supremo da Força Expedicionária
Aliada para invadir a França.
- 1945 : Assiste triunfante ao término da guerra na Europa.
- 1953-1961 : Presidente dos Estados Unidos.
- 1969 : Morre em 28 de março, em Washington, D.C.
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ERWIN ROMMEL “Não deveria ficar parado, senão perdidos.”
- 1891 dC : Nasce em 15 de novembro, em Heidenheim,
Württemberg, na Alemanha.
- 1910 : Entra para o 124° Regimento de Infantaria de
Württemberg como aspirante a oficial.
- 1912 : Torna-se tenente.
- 1914-1918 : Serve na França, Romênia e Itália, recebendo a
Cruz de Ferro.
- 1937 : Publica “A Infantaria Ataca”; torna-se comandante
da guarda de Hitler.
- 1939 : Serve como instrutor na Escola de Guerra.
- 1940 : Lidera a 7ª Divisão Panzer na corrida até a costa
francesa.
- 1941 : Nomeado comandante Afrika Korps.
- 1942 : Depois de êxitos surpreendentes, é derrotado em El
Alamein.
- 1943 : Recebe o comando das defesas da costa ocidental.
- 1944 : Comete suicídio em 14 de outubro, em Herrlingen,
perto de Ulm.
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HAROLD ALEXANDER “O único homem sob o qual qualquer general
serviria com prazer.” (Marechal de campo Montgomery.)
- 1891 dC : Nasce em 10 de dezembro, em Londres.
- 1911 : Entra para a Guarda Irlandesa.
- 1914-1918 : Serve na França.
- 1919 : Combate na Letônia.
- 1922 : Comanda o exército de ocupação em Constantinopla.
- 1934 : Serve na Província da Fronteira Noroeste.
- 1939 : Comanda a 1ª Divisão na França.
- 1940 : Comanda a retaguarda em Dunquerque.
- 1942 : Comanda o exército na Birmânia; torna-se comandante
em chefe no Oriente Médio.
- 1943 : Vai à Conferência de Casablanca; assume o comando
do Mediterrâneo.
- 1944 : Torna-se comandante em chefe na Itália.
- 1946-1952 : Serve como governador-geral do Canada.
- 1952-1954 : Serve como ministro da Defesa.
- 1969 : Morre em 16 de junho, em Slough, Buckinghamshire.
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MAO TSE TUNG “O poder político brota do cano de uma arma.”
- 1893 dC : Nasce em 26 de dezembro, na província de Hunan.
- 1911-1912 : Serve como soldado nas forças revolucionárias
que fundaram a República.
- 1921 : Funda o Partido Comunista Chinês.
- 1931 : Funda o Exército Vermelho; eleito presidente da
República Soviética Chinesa.
- 1934 : A fim de escapar das forças nacionalistas, dá
início à “Longa Marcha”.
- 1937 : Forma uma aliança com os nacionalistas para
combater os invasores japoneses.
- 1945 : Combate os nacionalistas novamente.
- 1949 : Proclama a República Popular da China e se torna
seu presidente.
- 1976 : Morre em 9 de setembro, em Pequim.
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WILLIAM SLIM “O melhor general que a Segunda Guerra Mundial
produziu.” (Lorde Louis Mountbatten)
- 1891 dC : Nasce em 6 de agosto, em Bristol.
- 1914 : Entra para o Real Regimento de Warwickshire.
- 1915 : Ferido no estreito de Dardanelos.
- 1916 : Ferido no Iraque.
- 1917 : Designado para a Índia.
- 1940 : Enviado para conquistar Galabat, na Erireia.
- 1941 : Ferido na Eritreia; combate os franceses de Vichy
no Iraque; invade a Pérsia.
- 1942 : Comanda a retirada de Rangum.
- 1943 : Contra-ataca em Arakan.
- 1944 : Inicia a reconquista da Birmânia.
- 1945 : Reconquista Rangum.
- 1948 : Nomeado chefe do Estado-Maior Imperial; promovido a
marechal de campo.
- 1953-1960 : Serve como governador-geral da Austrália.
- 1970 : Morre em 14 de dezembro, em Londres.
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OMAR BRADLEY “O respeito de Bradley pelas vidas de seus
soldados lhe valeu o epíteto de ‘General dos Soldados’”
- 1893 dC : Nasce em 12 de fevereiro, em Clark, Missouri.
- 1915 : Forma-se em West Point.
- 1929 : Entra para a Escola de Estado-Maior.
- 1934 : Serve como instrutor na Escola de Infantaria.
- 1941 : Comanda a 28ª e a 82ª Divisões de Infantaria.
- 1942 : Assistente de Eisenhower no norte da África.
- 1943 : Comandante de corpo sob as ordens de Patton na
Tunísia e na Sicília.
- 1944 : Comandante de Patton no desembarque na Normandia;
Liberta Paris.
- 1945 : Atravessa o Reno em Remagen; recebe a quarta
estrela.
- 1949 : Nomeado primeiro chefe do Estado-Maior Conjunto das
Forças Armadas.
- 1950 : Recebe a quinta estrela.
- 1953 : Passa para a reserva.
- 1981 : Morre em 8 de abril, em Nova York.
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GEORGY ZHUKOV “Deixe-me defender meu país com meu fuzil e
uma baioneta na mão.”
- 1896 dC : Nasce em 1° de dezembro na província russa de
Kaluga.
- 1915 : Alistado na Cavalaria Imperial Russa.
- 1918 : Entra para o Exército Vermelho.
- 1923 : Enviado para um curso sobre liderança na Alemanha.
- 1931 ; Forma-se na Academia Militar Frunze.
- 1939 : Comanda os blindados soviéticos na bem-sucedida
contra-ofensiva contra os japoneses na fronteira da Manchúria.
- 1940 : Transferido para o Ocidente.
- 1941 : Nomeado auxiliar de Stalin; conduz a defesa de
Leningrado e Moscou, assim como a Ofensiva de Inverno.
- 1942 : Supervisiona a defesa de Stalingrado.; planeja a
contraofensiva.
- 1943 : Nomeado marechal; vitorioso na Batalha de Kursk.
- 1944 : Conduz as ofensivas através da Ucrânia e
Bielorrúsia.
- 1945 : Conduz pessoalmente o ataque final a Berlim.
- 1946 : Designado para um comando regional distante.
- 1957 : Nomeado membro do Comitê Executivo do Partido
Comunista.
- 1974 : Morre em 18 de junho, em Moscow.
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IVAN KONEV - A Segunda Frente Ucraniana de Konev foram as
primeiras tropas russas em solo alemão.
- 1897 dC : Nasce em 28 de dezembro, em Lodeino, no norte da
Rússia.
- 1916 : Alistado no Exército Czarista.
- 1818 : Entra para o Exército Vermelho.
- 1921 : Reprime a Revolta de Kronstadt.
- 1926 : Forma-se na Academia Militar Frunze.
- 1941 : Derrota o avanço alemão contra Moscow.
- 1942 : Detém a força alemã enviada para reforçar
Stalingrado.
- 1943 : Rechaça a Ofensiva de Verão da Alemanha.
- 1944 : Torna-se marechal; atravessa o rio Vístula.
- 1945 : Une-se às forças terrestres soviéticas.
- 1946-1950 : Chefia as forças terrestres soviéticas.
- 1955-1960 : Comandante em chefe das forças do Pacto de
Varsóvia.
- 1973 : Morre em 21 de maio, em Moscow.
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VASILY CHUIKOV “Devemos defender a cidade ou morrer aqui.”
- 1900 dC : Nasce em 31 de janeiro, perto de Moscow.
- 1918 : Entra para o Exército Vermelho; combate na Guerra
Civil.
- 1919 : Torna-se comandante de regimento.
- 1925 : Forma-se na Academia Militar Frunze.
- 1939 : Toma parte na invasão soviética da Polônia.
- 1939-1940 : Combate na Guerra Russo-Finlandesa.
- 1942 : Comanda as forças soviéticas na Batalha de
Stalingrado.
- 1945 : Aceita a rendição de Berlim.
- 1972 : Indicado como inspetor-geral sênior do Ministério
da Defesa.
- 1982 : Morre em 18 de março, em Moscow.
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ORDE WINGATE –
Wingate assumiu o comando de uma força composta de soldados britânicos, gurkhas
e birmaneses: os Chindits.
- 1903 dC : Nasce em 26 de fevereiro, em Naini Tal, na
Índia.
- 1923 : Designado para a Real Artilharia.
- 1927 : Viaja para o Sudão.
- 1928-1933 : Serve, na fronteira da Abissínia, na Força de
Defesa Sudanesa.
- 1933 : Explora o deserto líbio.
- 1935 : A Itália invade a Abissínia.
- 1936 : Designado para o estado-maior de inteligência na
Palestina.
- 1939: Serve como major em uma unidade antiaérea.
- 1940 : Viaja para Cartum, a fim de apoiar os rebeldes
abissínios.
- 1941 : Conquista Adis-Adeba e põe Hailê Selassiê novamente
no trono.
- 1942 : Organiza os “Chindits” na Índia.
- 1943 : Lidera a força Chindit no ataque contra os
japoneses na Birmânia.
- 1944 : Morre em 24 de março, na Birmânia.
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SIR DAVID STIRLING – Stirling inspirou seus homens a
ataques-surpresa tão ousados que estavam fadados a dar certo.
- 1915 dC : Nasce em 15 de novembro, em Keir, Stirlingshire.
- 1939 : Entra para a reserva suplementar da Guarda
Escocesa.
- 1941 : Voluntário nos Comandos de Guarda; enviado para o
Egito; forma o SAS.
- 1942 : Promovido a tenente-coronel; recebe a Ordem de
Serviços Prestados.
- 1943 : Feito prisioneiro na Tunísia.
- 1943-1945 : Escapa quatro vezes, sendo enviado para
Colditz.
- 1990 : Morre em 4 de novembro, em Londres.
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VO NGUYEN GIAP - As baixas do exército norte-vietnamita
foram estimadas em 900.000 – 15 vezes maiores do que as dos Estados Unidos.
- 1911 dC : Nasce em Na Xa, no Vietnã.
- 1939 : Foge para a China.
- 1941 : Funda o Viet Minh com Ho Chi Minh.
- 1945 : Entra em Hanói à frente de suas tropas.
- 1954 : Derrota os franceses em Dien Bien Phu.
- 1965 : Os Estados Unidos empregam tropas terrestres na
Guerra do Vietnã.
- 1968 : Esmaga o Vietnã do Sul na Ofensiva do Tet.
- 1973 : Os Estados Unidos se retiram do Vietnã.
- 1975 : O exército norte-vietnamita de Giap entra em
Saigon.
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MOSHE DAYAN – Moshe Dayan é considerado o pai das Forças de
Defesa de Israel.
- 1915 dC : Nasce em 20 de maio, em Deganya, na Palestina.
- 1929 : Entra para Haganah.
- 1937 : Entra para as “patrulhas noturnas” de Wingate.
- 1939 : É aprisionado.
- 1941 : Entra para o exército britânico; combate na
Palestina.
- 1953-1958 : Serve como chefe do Estado-Maior da Israel.
- 1956 : Lidera a invasão do Sinai.
- 1965 : Eleito para Knesset.
- 1967 : Nomeado ministro da Defesa; dirige a Guerra dos
Seis Dias.
- 1974 : É retirado do gabinete.
- 1981 : Morre em 16 de outubro, em Tel Aviv, Israel.
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NORMAN SCHWARZKOPF “Saddam não é estrategista, nem tático,
nem general, nem soldado.”
- 1934 dC : Nasce em 22 de agosto, em Trenton, Nova Jersey.
- 1956 : Forma-se em West Point; designado como
segundo-tenente da infantaria.
- 1964 : Mestrado em engenharia de mísseis teleguiados.
- 1965-1966 : Primeira temporada no Vietnã.
- 1969-1970 : Segunda temporada no Vietnã.
- 1983 : Subcomandante da invasão de Granada.
- 1988 : Promovido a general de quatro estrelas.
- 1991 : Comanda a operação para reconquistar o Kuwait.
- 1992 : Reforma-se.
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COLIN POWELL – Powell obteve o reconhecimento internacional
como o planejador da estratégia norte-americana na Guerra do Golfo.
- 1937 dC : Nasce em 5 de abril, na cidade de Nova York.
- 1958 : Forma-se na Universidade de Nova York.
- 1962-1963 : Serve no Vietnã.
- 1968-1969 : Segunda temporada no Vietnã.
- 1972 : Serve como assistente na Casa Branca.
- 1973 : Comanda um batalhão na Coreia do Sul.
- 1976 : Comanda uma brigada em Fort Campbell, no Kentucky.
- 1983 : Torna-se assistente militar sênior do secretário de
Defesa.
- 1987 : Comandante de corpo na Alemanha Ocidental; torna-se
membro do Conselho de Segurança Nacional.
- 1989 : Torna-se chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas; desempenha um papel decisivo na invasão do Panamá.
- 1990-1991 : Principal figura da primeira Guerra do Golfo.
- 1993 : Passa para a reserva.
- 2001 : Torna-se secretário de Estado.
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(continua ... )
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